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Partido Nacionalista de Bangladesh reivindica vitória eleitoral; islamistas contestam
O Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) reivindicou nesta sexta-feira (13) uma "vitória esmagadora" nas primeiras eleições organizadas no país desde a violenta revolta popular de 2024, o que deixa seu líder, Tarique Rahman, a um passo de assumir o cargo de primeiro-ministro.
Contudo, antes da divulgação dos resultados oficiais, seu principal rival, Jamaat-e-Islami, o maior partido islamista do país, à frente de uma ampla coalizão, afirmou que tinha "sérias dúvidas sobre a integridade do processo de apuração".
O país do sul da Ásia, com 170 milhões de habitantes, votou na quinta-feira (12) para definir um novo Parlamento e deixar para trás os 15 anos de governo linha dura da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, derrubada em 2024 por uma revolta popular liderada por jovens da geração Z, um movimento duramente reprimido.
Apesar da ausência de resultados oficiais, a embaixada dos Estados Unidos em Daca felicitou rapidamente Rahman e o BNP por sua "vitória histórica", enquanto a vizinha Índia elogiou seu triunfo "decisivo", apesar das relações turbulentas recentes com Bangladesh.
Os canais de televisão locais projetaram que o BNP havia superado a barreira de 150 cadeiras para garantir maioria no Parlamento. As estimativas apontam que a legenda deve obter mais de dois terços dos deputados.
A emissora Jamuna projetou que o BNP conquistou 212 cadeiras e que o Jamaat conquistou 74, um grande avanço na comparação com seus resultados anteriores, mas muito longe da vitória que o partido havia prometido.
O líder do BNP, Ruhul Kabir Rizvi, reiterou em um comunicado que o partido obteve uma "vitória esmagadora", sem anunciar números.
Rahman declarou à AFP dois dias antes da votação que estava "confiante" no resultado do BNP e disse que o partido, marginalizado durante o governo de Hasina, recuperaria o poder.
O líder do Jamaat, Shafiqur Rahman, de 67 anos, fez uma campanha baseada na justiça e no fim da corrupção.
Seu partido afirmou que "não estava satisfeito com o processo dos resultados eleitorais". A legenda alegou que registrou "inconsistências e erros nos anúncios de resultados não oficiais",mas não apresentou evidências.
A Comissão Eleitoral prossegue com a contagem dos votos nas 300 circunscrições habilitadas.
O chefe de Governo interino do país, Muhammad Yunus, destacou em mensagem à nação a importância da votação. O vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006, de 85 anos, lidera o país desde o fim do governo de Hasina.
A ex-primeira-ministra, de 78 anos, foi condenada à morte à revelia por crimes contra a humanidade devido à violenta repressão das manifestações. Ela está na Índia, de onde denunciou eleições "ilegais".
D.AbuRida--SF-PST