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Uefa se distancia da Fifa e não cogita readmissão da Rússia
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, afirmou nesta quinta-feira (12) que a confederação europeia segue favorável à exclusão dos clubes e da seleção da Rússia das competições internacionais, enquanto o presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou recentemente ser favorável a uma readmissão.
"A posição da Uefa é clara e não mudou", afirmou Ceferin em entrevista coletiva em Bruxelas, onde acontece o 50º Congresso da Uefa, recusando-se a "interferir" nas conversas mantidas por outras partes.
Desde o início da guerra na Ucrânia, a Uefa condicionou claramente o retorno dos russos ao final do conflito.
"Não posso comentar o que a Fifa faz ou o que os governos dizem", acrescentou o dirigente esloveno, que ressaltou que acompanha "diariamente o que acontece".
"O mundo muda. Vamos ver o que o futuro nos reserva", prosseguiu.
Em uma entrevista concedida no dia 3 de fevereiro à emissora Sky News, Gianni Infantino respondeu afirmativamente a uma pergunta sobre o fim do veto à Rússia desde a invasão em grande escala à Ucrânia, há quatro anos.
"Temos que considerar isso, sem dúvida" disse Infantino, assumindo uma postura inédita sobre o assunto.
Embora o conflito ainda continue em curso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou recentemente às federações esportivas que autorizem as equipes russas a participarem de competições juvenis, não profissionais.
"Esta exclusão não contribuiu em nada, só gerou mais frustração e ódio. O fato de as meninas e os meninos russos poderem jogar futebol em outras regiões da Europa seria algo positivo", argumentou Infantino.
O dirigente acrescentou que a Fifa deveria considerar uma mudança em suas regras para que nenhum país possa ser excluído das competições: "Na realidade, nunca deveríamos proibir um país de jogar futebol devido aos atos de seus líderes políticos".
Pouco depois, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, elogiou em uma entrevista coletiva as palavras de Infantino.
A.AbuSaada--SF-PST