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Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro
A Bulgária se tornará o 21º país da zona do euro em 1º de janeiro, após receber autorização formal dos ministros das Finanças da UE nesta terça-feira (8).
"Conseguimos!", comemorou o primeiro-ministro búlgaro, Rossen Zeliazkov, nas redes sociais.
"Agradecemos a todos que tornaram este momento histórico possível. O Governo continua comprometido com uma transição tranquila e eficaz para o euro, no interesse de todos os cidadãos", acrescentou o líder.
Enquanto isso, o comissário europeu para Economia, Valdis Dombrovskis, observou que "aderir à zona do euro é mais do que apenas substituir uma moeda. Trata-se de construir um futuro mais próspero para os búlgaros".
Segundo Dombrovskis, o euro "trará novas oportunidades, empregos e crescimento" para o país.
Já a ministra da Economia dinamarquesa, Stephanie Lose — cujo país ocupa a presidência rotativa semestral da UE — destacou a "preparação intensiva" que levou a essa decisão.
A adesão "marca o ápice de um processo abrangente rumo à adesão da Bulgária, que inclui análise rigorosa e preparação intensiva", afirmou.
A Comissão Europeia — o braço Executivo da UE — anunciou em junho que a Bulgária havia cumprido com as condições rigorosas para adotar o euro, e o Banco Central Europeu (BCE) também emitiu um parecer positivo.
- Processo difícil -
A transição da Bulgária — o país mais pobre da UE — de sua moeda atual, o lev búlgaro, para o euro, ocorrerá 19 anos após a adesão do país de 6,4 milhões de habitantes à UE.
O caminho da Bulgária para ingressar na zona do euro tem sido marcado por um cenário político turbulento, com sete eleições em três anos, a última delas realizada em outubro de 2024.
A Bulgária foi abalada por protestos antes e depois dos anúncios da comissão, e pesquisas mostraram que quase metade dos entrevistados se opõe à adoção do euro.
As primeiras notas e moedas de euro foram lançadas em janeiro de 2002, e naquela época apenas 12 países faziam parte da zona do euro, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha e Grécia.
A Croácia foi o último país a aderir, em 2023, elevando o número de países com a moeda única para 20.
Os Estados da UE que desejam aderir à moeda única devem demonstrar que suas economias convergiram com as de outros países da zona do euro e que suas finanças estão sob controle.
As condições incluem manter a inflação em no máximo 1,5 ponto percentual acima da taxa dos três países da UE com melhor desempenho.
Atualmente, República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia, Suécia e Dinamarca não adotam o euro. A Bulgária fará parte deste grupo até 31 de dezembro deste ano e, a partir de então, ingressará na zona do euro.
A maioria sueca rejeitou a adesão ao euro em um referendo em 2003. A adesão da Dinamarca à UE inclui uma cláusula de exclusão que permite ao país optar por não adotar a moeda.
X.Habash--SF-PST