Sawt Falasteen - UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp

UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp
UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp / foto: Kirill KUDRYAVTSEV - AFP/Arquivos

UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp

A União Europeia (UE) ameaçou, nesta segunda-feira (9), adotar "medidas provisórias" contra a Meta caso a gigante da tecnologia americana não permita que os serviços de IA de seus concorrentes acessem sua plataforma de mensagens WhatsApp.

Tamanho do texto:

A Comissão Europeia abriu uma investigação contra a Meta no final de 2025 por uma possível violação das regras de concorrência e concluiu que a empresa provavelmente abusou de sua posição dominante ao impedir que outros serviços de IA acessassem o WhatsApp e ao favorecer seu próprio assistente, o Meta AI.

"Consequentemente, a Comissão planeja impor medidas provisórias para evitar que essa mudança cause danos graves e irreparáveis", explicou o Executivo europeu.

"A inteligência artificial traz inovações incríveis para os consumidores, incluindo o mercado emergente de assistentes de IA. Devemos proteger a concorrência efetiva neste setor dinâmico", enfatizou Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão responsável pela Concorrência.

"Não podemos permitir que empresas de tecnologia dominantes explorem ilegalmente sua posição dominante para obter uma vantagem injusta", acrescentou.

Este novo impasse corre o risco de reacender os ataques do governo Trump, que acusa a UE de mirar injustamente nas gigantes de tecnologia americanas por meio de suas regulamentações digitais.

- "Lógica tendenciosa" -

O conflito surgiu após uma alteração nos termos de uso do WhatsApp, anunciada em outubro e aplicada desde 15 de janeiro a empresas que operam na plataforma, muito popular em diversos países europeus.

As empresas não podem mais usar serviços de IA desenvolvidos por provedores independentes no WhatsApp, o que era permitido anteriormente. Esses serviços envolvem principalmente chatbots que respondem a solicitações de usuários.

A Meta negou qualquer violação das regras de concorrência europeias. "A UE não tem nenhum motivo para intervir", disse um porta-voz da empresa americana à AFP.

"Existem muitas opções quando se trata de IA e as pessoas podem acessá-las por meio de lojas de aplicativos, sistemas operacionais, dispositivos, sites e parcerias", acrescentou a empresa matriz do WhatsApp, questionando "a lógica tendenciosa da Comissão", que considera o aplicativo de mensagens um canal primário de distribuição para chatbots.

Em dezembro, a empresa justificou sua nova política de chatbots explicando que a proliferação desses assistentes virtuais de IA no WhatsApp "sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para suportar tal carga".

A investigação da UE, iniciada em dezembro, não afeta a Itália, onde a autoridade nacional da concorrência, a AGCM, conduz sua própria investigação sobre a implementação da IA da Meta no WhatsApp desde julho.

Como parte da investigação, Roma ordenou à Meta, em dezembro, a suspensão dos novos termos de uso do WhatsApp para empresas no mercado italiano.

D.Khalil--SF-PST