-
Com gol de Messi, Argentina vence Islândia (3-0) em amistoso preparatório para Copa
-
EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar helicóptero
-
Colômbia vence Paraguai (4-3) e é campeã da Liga das Nações Feminina
-
Ameaças a congressistas americanos disparam no Facebook
-
Coreia do Norte diz que visita de Xi originou 'plano abrangente'
-
Filho do cineasta Rob Reiner, acusado de matar os pais, reivindica fundos da família
-
"Espero que tenha algo italiano no menu", diz piloto da Artemis III
-
EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar um helicóptero
-
Uma mulher à frente da ONU? Candidatas acreditam que chegou a hora
-
Benfica se despede de Mourinho e anuncia acordo com Marco Silva
-
Endrick, Nico Paz, Cubarsí... Jovens, mas prontos para a Copa do Mundo
-
Atalanta demite técnico Palladino e Sarri poderá sucedê-lo
-
Papa discursa sobre saúde mental e feminicídios durante vigília na Espanha
-
Arquibancadas, gramado, logotipos: estádios da NFL se transformam para a Copa do Mundo
-
Tuchel sobre Inglaterra na Copa do Mundo: 'Não somos grandes favoritos'
-
Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos EUA e promete 'responder'
-
Milhares de manifestantes fecham avenida que dá acesso a estádio da Copa no México
-
Funcionários do estádio de Los Angeles chegam a acordo para evitar greve durante Copa do Mundo
-
Anthropic lança sua IA mais potente, com restrições por cibersegurança e riscos biológicos
-
Barça ameaça adotar "medidas legais" após ser alvo de acusações de Florentino Pérez
-
Aos 44 anos, Serena Williams volta às quadras com vitória em jogo de duplas em Queen's
-
Real Madrid anuncia saída de Álvaro Arbeloa
-
Resultado final do 2º turno presidencial no Peru pode demorar duas semanas ou mais
-
Atlético rejeita proposta de 150 milhões de euros do Real Madrid por Julián Álvarez
-
Grupo de homens protesta no Afeganistão contra restrições às mulheres
-
Italiano Luca Parmitano será 1º europeu a integrar missão Artemis
-
Manifestante morre em protesto no Quênia contra centro de quarentena do ebola para americanos
-
'Sensação diferente', diz Neymar sobre disputar sua 'última' Copa
-
Nintendo anuncia remake do jogo 'The Legend of Zelda: Ocarina of Time'
-
Laterais: uma dor de cabeça para Ancelotti na Seleção
-
Crianças do Sudão do Sul comem folhas e ninfeias para sobreviver (ONG)
-
Seleção iraniana viajará para os EUA na véspera de sua primeira partida
-
Sheinbaum classifica protestos de professores no México antes da Copa como 'provocação'
-
Zagueiro Ronald Araújo é dúvida no Uruguai para estreia na Copa do Mundo
-
Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro
-
Paz e apenas futebol: o que se espera da Copa do Mundo no fim da contagem regressiva
-
China acusa EUA de 'reprimir' suas empresas em lista do Pentágono
-
Quenianos protestam contra centro de quarentena de ebola para americanos em cidade turística
-
Fora da Copa do Mundo, China volta atenção ao árbitro Ma Ning
-
Palestinos estão 'presos' entre forças israelenses, colonos e Hamas, diz investigação da ONU
-
Milhares protestam na França contra lentidão da Justiça em casos de pedofilia
-
Guia nepalês que desapareceu por seis dias no Everest recebe alta da UTI
-
Crimes com motivação política atingem níveis recordes na Alemanha
-
Somália defende 'integridade' de árbitro que teve entrada negada pelos EUA
-
Cineastas classificam como 'fracasso intelectual' boicote ao diretor israelense Nadav Lapid na França
-
OpenAI dá o primeiro passo rumo à sua estreia na Bolsa nos EUA
-
Empresários e sindicatos suíços se unem contra proposta de limitar a imigração
-
Urso que manteve cidade japonesa em alerta por quatro dias é capturado
-
Oito mortos em ataques russos na Ucrânia nas últimas 24 horas
-
Terremoto nas Filipinas provocou 41 mortes e dezenas de feridos
COI reintroduz testes genéticos de feminilidade após 30 anos
Quase 30 anos após ter abandonado os testes genéticos de feminilidade, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) que retomará a prática a partir dos Jogos Olímpicos de 2028 — uma medida que exclui atletas transgênero e um grande segmento de atletas intersexo dos esportes femininos.
A admissão nas competições femininas "está agora reservada a pessoas do sexo biológico feminino", que não sejam portadoras do gene SRY, explicou o COI em comunicado, após reunião de seu comitê executivo.
A entidade revoga assim as regras estabelecidas em 2021, que permitiam a cada federação definir sua própria política, e passa a excluir tanto atletas transgênero quanto grande parte das atletas intersexo, que apresentam variações genéticas naturais e foram consideradas meninas desde o nascimento.
Aqueles que conseguirem demonstrar sua "insensibilidade total aos andrógenos" — isto é, a incapacidade de seus corpos de utilizar a testosterona — poderão ser isentos desta nova medida; um exame que exige investigações complexas e caras.
Essa nova política, a primeira grande medida da presidente zimbabuense Kirsty Coventry desde sua eleição há um ano à frente do COI, será aplicada a partir dos Jogos de 2028 e "não é retroativa".
Dessa forma, não fica em risco a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Paris pela boxeadora argelina Imane Khelif, que reconheceu ser portadora do gene SRY, embora tenha nascido como menina e tenha defendido sua identidade feminina diante de questionamentos.
- COI se une à visão de Trump -
A responsabilidade pela realização dos testes caberá às federações internacionais e às instituições esportivas nacionais. Os exames serão feitos por meio de saliva, raspado bucal ou amostra de sangue e deverão ser realizados "uma única vez na vida do atleta", informou o COI.
A medida já está em vigor desde o ano passado em três modalidades: atletismo, boxe e esqui, embora sua aplicação enfrente dificuldades práticas e legais.
O COI já havia adotado testes cromossômicos de verificação de sexo entre 1968 e os Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, antes de abandoná-los em 1999 sob pressão da comunidade científica, que questionava sua validade, e de sua própria comissão de atletas.
Embora Kirsty Coventry ainda não tenha se reunido com Donald Trump — anfitrião dos Jogos Olímpicos de 2028 —, essa política elimina a principal questão que poderia ter desencadeado um conflito com o presidente americano.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump, excluiu por decreto atletas transgênero dos esportes femininos — uma medida que contrariava as regras do COI vigentes na época.
Embora se espere que a medida seja aplaudida em Washington, as vozes contrárias ao restabelecimento de tais testes multiplicaram-se nos últimos meses, partindo de cientistas, pesquisadores das Nações Unidas, especialistas jurídicos e organizações de direitos humanos.
— "Um anacronismo desastroso" —
No início de março, um editorial no British Journal of Sports Medicine insurgiu-se contra um "anacronismo desastroso", destacando que ainda não existem "dados científicos de qualidade referentes a uma potencial vantagem no desempenho atlético" de indivíduos intersexo portadores do gene SRY.
Expressando preocupação com a "opacidade" do trabalho realizado pelo COI, oito especialistas das Nações Unidas opinaram que a "incerteza científica" exige a adoção de medidas "fundamentadas em evidências sólidas e específicas de cada modalidade esportiva".
Do ponto de vista legal, 22 juristas de diversas partes do mundo fizeram um apelo na quarta-feira para que atletas e instituições nacionais rejeitem os testes genéticos — exames que, em sua visão, violam leis nacionais e internacionais relativas à não discriminação, à bioética e à proteção da vida privada.
Coventry — que, em março de 2025, tornou-se a primeira mulher e a primeira pessoa de origem africana a assumir a presidência do COI — tomou posse impulsionada por esperanças de renovação e suas decisões iniciais têm sido orientadas para o futuro dos Jogos Olímpicos e seu modelo econômico.
No que tange ao esporte feminino, o único tema abordado ao longo do último ano foram as regras de elegibilidade — um foco que "desvia a atenção das questões reais, tais como o financiamento desigual, o acesso à prática esportiva, a disparidade salarial de gênero e a violência", lamentou na semana passada Andrea Florence, da Sport and Rights Alliance.
L.Hussein--SF-PST