-
Tuchel surpreende com lista de 35 convocados para amistosos da Inglaterra contra Uruguai e Japão
-
Lesionado, Alisson vai desfalcar seleção brasileira em amistosos contra França e Croácia
-
Julgamento de ex-líder do Sinn Féin, Gerry Adams, termina após acordo com vítimas do IRA
-
Bolsonaro segue na UTI após uma semana internado
-
Ator Chuck Norris morre aos 86 anos
-
Retorno do grupo sul-coreano BTS relembra o lado obscuro do K-Pop
-
Presidente da Conmebol diz que Argentina é bicampeã da Finalíssima
-
Cristiano Ronaldo vai desfalcar Portugal nos amistosos contra México e EUA
-
BTS lança novo álbum antes de seu tão aguardado retorno aos palcos
-
Índia pode revolucionar combate à obesidade com medicamentos genéricos de baixo custo
-
Bombeiros combatem incêndio em refinaria do Kuwait após ataque iraniano
-
Princesa Mette-Marit da Noruega diz que foi 'manipulada e enganada' por Epstein
-
Fifa multa Federação Israelense de Futebol por 'discriminação'
-
Israel anuncia mais ataques contra o Irã, país que considera prestes a ser 'dizimado'
-
Presidente da Venezuela anuncia mudança no comando militar
-
Comissão aprova moeda comemorativa com imagem de Trump
-
Seis países se declaram 'dispostos a contribuir' para segurança no Estreito de Ormuz
-
Flamengo vai enfrentar Estudiantes na Libertadores; Palmeiras cai em grupo acessível
-
Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia
-
LeBron James iguala recorde de jogos disputados na NBA
-
Swiatek é eliminada em sua estreia no WTA 1000 de Miami
-
Neymar vai enfrentar San Lorenzo em sua volta à Copa Sul-Americana
-
México convoca Fidalgo e veterano Ochoa para amistosos contra Portugal e Bélgica
-
Luis Díaz é destaque da lista de convocados da Colômbia para amistosos contra Croácia e França
-
'É necessário dinheiro para matar os caras maus', diz Hegseth sobre custo da guerra
-
Espanha e Inglaterra se impõem nas oitavas da Liga Europa e da Conference League
-
Morre, aos 84 anos, Umberto Bossi, fundador do partido Liga Norte
-
Seleção iraniana de futebol feminino é homenageada em Teerã
-
Irã está prestes a ser 'dizimado', garante premiê israelense
-
Fifa aprova regra para aumentar número de treinadoras no futebol feminino
-
Cunningham sofre pneumotórax e vai desfalcar Pistons na NBA
-
Em pré-campanha, Flávio Bolsonaro elogia modelo de segurança de Bukele
-
Celta elimina Lyon de Endrick nas oitavas da Liga Europa
-
Netanyahu nega que Israel tenha 'arrastado' EUA para a guerra
-
Irã alerta que não haverá 'moderação' em meio a ataques contra infraestruturas energéticas
-
Novo técnico da seleção marroquina apoia decisão da Confederação Africana
-
MLS revela detalhes de sua temporada 'sprint' de 2027
-
Fifa se diz confiante em realizar Copa do Mundo com "todas as seleções" previstas
-
FMI se diz preocupado com inflação global e produção por guerra no Irã
-
Venezuelano detido por 10 meses por serviços de imigração é libertado nos EUA
-
Pretendido pelo Atlético, Cristian Romero prefere focar "na situação" do Tottenham
-
Rússia recomenda enviar psicólogos a mulheres que não querem ser mães
-
Enzo Fernández está 'feliz' no Chelsea, garante seu treinador
-
Petróleo dispara por medo de crise energética global após Irã atacar instalações-chave
-
Neymar tem novo técnico no Santos: Cuca
-
Candidato de Trump para Departamento de Segurança Interna aprovado pela comissão do Senado
-
Mbappé é destaque na lista de convocados da França para amistosos contra Brasil e Colômbia
-
Jovens Karl e Urbig são convocados pela 1ª vez pela Alemanha
-
Courtois sofre lesão na coxa e vai desfalcar Real Madrid contra o Bayern na Champions
-
Com cortes na internet, Moscou retrocede 'vinte anos'
Imigração chinesa no México, mais de um século explorado a partir de um baú de lembranças familiares
"Os chineses se assimilaram muito mais rápido no México do que nos Estados Unidos". Hugo Wong, autor de um estudo sobre a emigração do país asiático para a América do Norte desde o século XIX, resume a integração desta coletividade em ambas as nações para a AFP.
Wong, um empresário franco-mexicano de 55 anos, morador de Londres, que viveu entre a França e o Reino Unido, China e México, decidiu um dia mergulhar em uma investigação sobre suas raízes.
O estudo nasceu de um baú de lembranças que sua família guardava no México sobre suas raízes chinesas.
"Quase 100 anos depois, mergulhei neste baú", ressalta Wong.
Como resultado, surgiu a edição de um livro titulado "America's Lost Chinese: The Rise and Fall of a Migrant Family" ('Os chineses perdidos da América: Ascensão e queda de uma família migrante', em tradução livre), que foi publicado no Reino Unido, Espanha, Hong Kong e, em breve, na China.
Tudo aconteceu após a investigação de Wong atrair duas editoras britânicas, Hurst Publishers e Oxford University Press.
Wong reconstrói a história da emigração chinesa para a América do Norte com base na experiência de seus bisavós, dois chineses que chegaram aos Estados Unidos no século XIX e posteriormente se estabeleceram no México.
- Imigração da Califórnia -
A emigração chinesa para o México chegou após o "Chinese Exclusion Act" (lei de exclusão dos chineses) de 1882, uma lei federal dos Estados Unidos que proibiu a imigração de trabalhadores chineses e foi a primeira norma americana a vetar a entrada de um grupo específico por sua nacionalidade.
"Havia muitos chineses na Califórnia e eles aceitavam salários mais baixos do que os americanos. Também houve uma crise econômica na década de 1870 e os operários americanos se sentiram ameaçados", explica Wong.
Segundo o autor, tudo surgiu em uma época em que estava sendo cunhado o conceito de "perigo amarelo".
"Os operários americanos tinham medo de perder seus empregos. Um jornalista da época disse que eles temiam que a Califórnia se tornasse uma colônia chinesa", acrescenta Wong.
O autor do estudo explica que cerca de 300 mil chineses entraram na Califórnia entre 1850 e 1882, devido à febre do ouro neste estado e à construção da rede ferroviária da companhia Central Pacific Railroad.
Diante das consequências para sua vida diária que a lei de exclusão dos chineses tinha para sua vida cotidiana, cerca de 60 mil deles foram obrigados a partir para o México.
"A gente imagina que os primeiros imigrantes irregulares nos Estados Unidos foram os mexicanos, mas foram os chineses", que tentavam voltar para a Califórnia depois de terem ido embora por causa da lei de 1882.
Segundo o autor do estudo, "os salários no México eram mais de dez vezes menores do que nos Estados Unidos, por isso os chineses que chegaram como trabalhadores acabaram se tornando comerciantes porque não lhes valia a pena trabalhar como operários".
Wong explica que, enquanto nos Estados Unidos os chineses não se misturavam com os locais, no México sim.
"Meus dois ancestrais, cujas histórias eu conto no estúdio, se casaram com mexicanas. Isto era algo muito raro nos Estados Unidos, embora isto já tenha mudado. Você vai à Califórnia e vê esta mistura", afirma Wong.
- "Hábitos alimentares" -
Mas também houve episódios trágicos em sua imigração para o México, como o massacre de 303 chineses de Torreón, uma matança acompanhada de saques, ocorrida entre 13 e 15 de maio de 1911.
O ressentimento contra os chineses era intenso em Torreón, devido à prosperidade e ao monopólio dos imigrantes sobre o comércio de gêneros alimentícios, explica o autor.
Wong destaca, em seu estudo, a incidência "nos hábitos alimentares" do México pelos chineses que chegaram há mais de um século.
"Os mexicanos, especialmente no norte do país, não estavam acostumados a comer verduras. Comiam mais carne. E os chineses chegaram e introduziram as hortaliças", afirma.
Em censos recentes, o México apresenta números relativamente baixos de imigrantes nascidos na China, pouco mais de 20 mil.
Embora a população de origem chinesa no país asteca seja maior, como consequência daquela imigração do final do século XIX.
Y.Zaher--SF-PST