-
ONG Handicap alerta para 'graves repercussões' dos cortes na ajuda internacional
-
Swiatek vence Sakkari de virada e vai às oitavas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Grécia anuncia pagamento antecipado de parte de sua dívida
-
Federação escocesa retira apoio a Infantino
-
Legisladores dos EUA criticam Trump por reduzir manobras militares com a Coreia do Sul
-
Mianmar confirma casos de cólera e centenas de hospitalizações
-
Trump ordena redução de exercícios militares com Coreia do Sul horas antes do início
-
Último adeus à cantora britânica Bonnie Tyler em seu funeral no País de Gales
-
Líder do único partido antiguerra da Rússia é condenado a 11 anos de prisão
-
Suprema Corte rejeita pela 2ª vez recurso de Trump no caso de agressão sexual e difamação
-
As questões levantadas pela morte trágica do professor de Cambridge Jason Arday
-
ONU denuncia que 350 trabalhadores humanitários foram assassinados em 2025
-
Primeiro-ministro francês anuncia ajuda a afetados por incêndio
-
Promessa do Real Madrid Jacobo Ortega assina com o Strasbourg
-
Confrontos em torno de café aberto durante shabat expõem polarização em Israel
-
Mumbai enfrenta campanha de inspeções sanitárias em restaurantes
-
Reitor de Cambridge denuncia 'onda racista' em torno do acadêmico encontrado morto
-
Moradores de área devastada por incêndio na França vaiam primeiro-ministro
-
Epidemia de ebola na RD Congo é a mais letal da história do país
-
Quase 13 mil desabrigados após terremoto na Indonésia
-
Atriz Hayden Panettiere morre aos 36 anos
-
Trump ordena redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul poucas horas antes do início
-
Enviado de Trump se reunirá com Netanyahu após encontro com Hamas sobre plano de paz para Gaza
-
Trump anuncia redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul
-
Sabalenka vence Gibson e vai à 3ª rodada do WTA 1000 de Cincinnati
-
Villarreal sai atrás e busca empate contra o Racing de Santander no Espanhol
-
Lens surpreende PSG (1-0) e é campeão da Supercopa da França
-
Enviado de Trump se reúne com Hamas para promover plano de paz para Gaza
-
Barcelona chega a acordo com Manchester City pela contratação de Rodri
-
Kushner se reúne com Hamas em tentativa de impulsionar plano para Gaza
-
João Fonseca iguala Guga e avança à 3ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
Sébastien Pocognoli é o novo técnico da seleção da Escócia
-
Vitórias e estreia de estrelas em amistosos de Real Madrid e Barcelona
-
Ao menos 19 mortos em ataques entre Ucrânia e Rússia
-
Mais de 31 mil pessoas pedem investigação sobre suposto assédio a ex-acadêmico de Cambridge
-
Cristiano Ronaldo indica aposentadoria: "Provavelmente meu último ano"
-
Rybakina avança em Cincinnati e pressiona Sabalenka
-
Arsenal atropela City (3-0) e conquista Supercopa da Inglaterra
-
Com poucas esperanças, Colômbia continua remoção de escombros de terremoto
-
Os escândalos que rondam as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
-
Milhares de afetados aguardam ajuda após terremoto na Indonésia
-
Lula e Flávio Bolsonaro lançam suas campanhas eleitorais em meio ao desencanto dos brasileiros
-
Colômbia busca desaparecidos e pede aos EUA suspensão de tarifas após terremoto
-
Djokovic cai em sua estreia na 2ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
PSG anuncia contratação do atacante belga Mika Godts
-
Milan de Rúben Amorim vence Manchester United em amistoso na Polônia
-
Morre mulher que ficou por mais tempo sob os escombros do terremoto na Colômbia
-
Lateral inglês Djed Spence deixa o Tottenham e assina com a Inter de Milão
-
PSG visita o Lens em busca da segunda Supercopa da semana
-
Milhares de fãs de Bonnie Tyler acompanham seu caixão no País de Gales
Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia
Yuvelis Morales conseguiu barrar projetos petrolíferos às margens do principal rio da Colômbia sob o lema "Não ao fracking". A ativista, vencedora nesta segunda-feira (20) do prêmio ambiental Goldman, prevê, em entrevista à AFP, "o início do fim" dos combustíveis fósseis no país.
Descendente de pescadores, de 25 anos, ela enfrentou a exploração de recursos em sua cidade natal, Puerto Wilches, uma localidade próxima à maior refinaria da Colômbia e banhada pelo rio Magdalena.
Com protestos, trabalho de conscientização, pressão nas redes sociais e apoio a ações judiciais, liderou uma causa que levou à suspensão de projetos-piloto de fracking da petroleira estatal colombiana Ecopetrol e da americana ExxonMobil, acusados de colocar a água em risco.
Após receber ameaças por seu trabalho no país mais perigoso do mundo para ambientalistas, a ativista negra teve que se exilar na França por alguns meses em 2022.
Em uma videochamada com a AFP, ela afirma sentir-se "orgulhosa" por receber o Goldman, considerado o Nobel dos ambientalistas.
Seu reconhecimento ocorre na mesma semana em que a Colômbia sediará, a partir de sexta-feira (24), em Santa Marta, no Caribe, uma cúpula mundial sobre o fim dos combustíveis fósseis.
A distinção e esses eventos representam "o início do fim da era e da expansão dos combustíveis fósseis" no país, acredita Morales, da Califórnia, onde foi homenageada junto com outros cinco líderes.
Na Colômbia, quase 150 defensores do meio ambiente foram assassinados em 2024, mais do que em qualquer outro país, segundo o último relatório da ONG Global Witness.
O medo "sempre vai estar presente porque é a angústia que supõe defender o território", diz Morales, que classifica como "inegociável" sua oposição a qualquer projeto que ameace a "integridade" de seu amado Magdalena, o maior rio do país, com cerca de 1.540 km.
"A gente decide o que fazer com esse medo (...) se ele nos imobiliza, se nos paralisa" ou se "em vez disso denunciamos e tomamos tudo (...) para gritar ao mundo o que está acontecendo", afirma.
- Ameaças -
Questionado por seu alto consumo de água, o fracking consiste em extrair gás e petróleo de formações rochosas subterrâneas. Ambientalistas também rejeitam o uso de produtos químicos poluentes e o risco de microssismos que ele provoca.
"Destrói a harmonia comunitária, acaba com a vocação agrícola e desloca não apenas os seres humanos, mas também a fauna e a flora", sustenta Morales.
Desde os 18 anos, ela conscientizou a população local sobre os riscos dessa prática e organizou manifestações em uma região historicamente marcada pela violência de guerrilheiros e paramilitares, dirigida também, às vezes, contra ativistas e sindicalistas.
O fracking "agravou inclusive a violência contra líderes sociais e ambientais", insiste Morales.
A ativista chegou a abandonar seus estudos de engenharia ambiental para se concentrar na defesa de seu território. A rejeição impulsionada por Morales e seus companheiros, somada à visibilidade na mídia que conseguiram, elevou o custo para as empresas e contribuiu para que os projetos fossem suspensos ou colocados em pausa.
Em 2022, homens armados apareceram em sua casa para lhe fazer uma advertência, o que a levou a pedir asilo na França. Na entrevista, ela prefere não se aprofundar sobre seu exílio.
- 'Escudo' -
No mesmo ano do desterro, ela viu a Colômbia dar seus primeiros passos rumo a uma transição energética.
Recém-chegado ao poder, o presidente Gustavo Petro suspendeu os contratos de fracking.
O primeiro presidente de esquerda do país enviou ao Congresso várias propostas para proibir essa prática, mas não teve apoio.
Sua promessa de reforma energética também avança lentamente, em parte devido à dificuldade de encontrar alternativas de financiamento para as altas receitas representadas pelos hidrocarbonetos.
"Petro não pode deixar seu mandato", em agosto deste ano, "sem conseguir a proibição do fracking", clama Morales.
O último Prêmio Goldman da Colômbia havia sido o de Francia Márquez, a atual vice-presidente de Petro, em 2018.
Na Colômbia, as populações costumam entrar em choque com grandes empresas que buscam explorar petróleo e minerais como carvão e ouro em ecossistemas frágeis.
Morales compara o trabalho dos ambientalistas a um "escudo".
"Vou continuar gritando ao mundo" que "é preciso viver em nossos territórios e jamais entregá-los", afirma.
X.Habash--SF-PST