-
Opositora Machado denuncia 'sequestro' de aliado na Venezuela após breve libertação
-
Discord introduzirá reconhecimento facial para reforçar segurança de menores
-
Macron defende eliminação de vinhedos para enfrentar crise do vinho na França
-
Crise de combustível desacelera rotina em Cuba
-
Queda de Lindsey Vonn: um desafio que foi longe demais?
-
Cúmplice de Epstein se nega a responder perguntas no Congresso dos EUA
-
Dirigente opositor Guanipa está em paradeiro desconhecido após nova prisão na Venezuela
-
Espanha anuncia melhorias na segurança ferroviária após dois acidentes e uma greve
-
Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica
-
Apesar da discrição, antitrumpismo marca presença nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Anatel trabalha para restabelecer bloqueio da plataforma de vídeos Rumble
-
Suíça Mathilde Grémaud supera estrela chinesa Eileen Gu e é ouro no esqui estilo livre em Milão-Cortina
-
Cuba fica sem combustível para aviões em meio à pressão dos EUA
-
Primeiro-ministro britânico descarta renunciar apesar de escândalo ligado a Epstein
-
Polícia australiana reprimiu protesto contra presença do presidente israelense em Sydney
-
Nicole Silveira e Kim Meylemans: recém-casadas e rivais olímpicas
-
Diretor de comunicação de Starmer renuncia por vínculos de seu ex-embaixador com Epstein
-
UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp
-
Primeira-ministra do Japão promete 'mudança importante de política' após vitória esmagadora nas urnas
-
Ex-príncipe Andrew pode ter transmitido informações confidenciais a Epstein
-
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, depõe a portas fechadas em comissão do Congresso dos EUA
-
Desabamento de prédio no norte do Líbano deixa 14 mortos
-
Justiça de Hong Kong condena magnata da imprensa e ativista pró-democracia Jimmy Lai a 20 anos de prisão
-
Astronauta levará coelho de pelúcia da filha de três anos para o espaço
-
Aliado de María Corina Machado é detido poucas horas após sua libertação
-
Bad Bunny brilha no Super Bowl e faz sua cidade em Porto Rico dançar
-
Os últimos dez campeões do Super Bowl após título do Seattle Seahawks
-
Seattle Seahawks atropela Patriots (29-13) e conquista seu segundo Super Bowl
-
Sengün vai substituir o lesionado SGA no All-Star Game da NBA
-
Presidentes de Argentina e Romênia são convidados para reunião inaugural do 'Conselho de Paz' de Trump
-
Super Bowl começa com duelo Patriots-Seahawks e apresentação de Bad Bunny
-
Trump diz que presidente chinês visitará Casa Branca 'no final do ano'
-
Com show de Dembélé, PSG goleia Olympique de Marselha (5-0) e recupera liderança da Ligue 1
-
Trump chama de 'perdedor' esquiador olímpico por suas dúvidas de representar os EUA
-
Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de anistia na Venezuela
-
Real Madrid vence Valencia (2-0) e continua na cola do Barça
-
Socialista moderado vence extrema direita e se elege presidente em Portugal
-
Gramado natural ou sintético: estrelas do Super Bowl dão suas opiniões
-
Os números mais curiosos e exorbitantes do Super Bowl 2026
-
Betis vence na visita ao Atlético de Madrid (1-0) com golaço de Antony
-
Israel anuncia medidas para aumentar controle sobre a Cisjordânia ocupada
-
Inter de Milão goleia Sassuolo (5-0) e dispara na liderança da Serie A
-
City vence Liverpool de virada (2-1) e segue na briga pelo título da Premier com Arsenal
-
Bayern goleia Hoffenheim (5-1) com 3 gols de Luis Díaz e mantém distância na liderança
-
Aliado de María Corina Machado é solto na Venezuela
-
Cerca de 180 palestinos saíram de Gaza após reabertura da passagem de Rafah
-
Lindsey Vonn passa por cirurgia após sofrer fratura na perna esquerda em queda
-
Irã condena ganhadora do Nobel a seis anos de prisão
-
Irã desafia ameaças dos EUA e insiste em direito de enriquecer urânio
-
Gabinete nega reunião do Dalai Lama com Epstein
Como Bukele conseguiu acumular tanto poder em El Salvador e tão rápido?
Uma medida que não surpreendeu ninguém. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, agora pode ser reeleito por vários mandatos. O Congresso, sob seu controle, abriu o caminho com uma reforma constitucional que consolida seu poder total.
Os críticos consideram a medida um golpe fatal para a democracia; seus apoiadores a consideram necessária para evitar o retorno do terror das gangues.
Cinco pontos-chave para entender como o autoproclamado 'ditador cool' chegou até aqui:
1. Exaustão
Bukele é uma expressão da rejeição ao bipartidarismo da direita e da esquerda, que não conseguiram resolver os graves problemas do país: a pobreza e as gangues, declarou à AFP o analista político Ricardo Navarro.
"As gangues extorquiam dinheiro de todos. As pessoas estavam cansadas, decepcionadas com os governos anteriores. Eram os mesmos de sempre, o que permitiu que ele vencesse em 2019 (52% dos votos). Havia uma exaustão", enfatizou.
As gangues 'Mara Salvatrucha' e 'Barrio 18' chegaram a controlar 80% do território e a taxa de homicídios atingiu de 51 para cada 100.000 habitantes em 2018.
De acordo com uma investigação do jornal digital 'El Faro', Bukele estabeleceu um pacto com as gangues para que, em troca de dinheiro e benefícios para os membros presos, elas reduzissem os assassinatos e pedissem votos para ele nas comunidades. O presidente nega veementemente a acusação.
2. O Congresso, a chave
Com uma Assembleia Legislativa adversa quando chegou ao poder, Bukele, um fã das medidas de grande impacto, invadiu o Parlamento com militares em 2020 para exigir a aprovação de um crédito para sua política de segurança.
Para Celia Medrano, consultora internacional de políticas públicas, essa é "a expressão mais clara da militarização da política" que o ajudou a ganhar força.
Com uma máquina de publicidade bem ajustada, Bukele conseguiu, em 2021, que seu partido conquistasse a maioria no Congresso e substituiu magistrados e promotores que eram contrários às suas medidas. Nenhum projeto de lei foi rejeitado desde então.
"Ele eliminou a oposição política por meio de uma combinação de manobras legais, intimidação militar, controle dos meios de comunicação e políticas populares, como a repressão de gangues", opina o Escritório de Washington para a América Latina (WOLA).
3. Regime de exceção
Depois da morte de 87 pessoas em um fim de semana em março de 2022, Bukele declarou sua "guerra" contra as gangues e impôs um estado de emergência sob o qual 88.000 pessoas fora detidas, acusadas de integrar ou de cumplicidade com as gangues.
De acordo com o governo, a taxa de homicídios caiu a 1,9 para cada 100.000 habitantes em 2024. Mas ONGs como a Anistia Internacional, a Human Rights Watch (HRW) e a Cristosal denunciam torturas e milhares de prisões arbitrárias.
"O regime de exceção permitiu que ele aumentasse sua popularidade e, ao mesmo tempo, estabelecesse uma ameaça a qualquer pessoa que criticasse ou ousasse discordar", disse à AFP Juan Pappier, vice-diretor da HRW para as Américas.
Uma pesquisa de junho da Universidade Centro-Americana (UCA) mostrou que 60% dos salvadorenhos defendem o regime de exceção.
"Havia muitas pessoas de gangues e este presidente as colocou em seu lugar. Sua reeleição seria algo bom", declarou Federico Quintanilla, um vendedor de loteria de mais de 70 anos.
"Falar de apoio popular (...) onde seis em cada dez salvadorenhos têm medo de expressar sua opinião sobre o governo não passa de uma ficção", disse Medrano, ao comentar outro número da mesma pesquisa.
4. Reeleição "inconstitucional"
A reeleição era proibida pela Constituição, mas vários magistrados - nomeados por seu partido - interpretaram a lei e permitiram a candidatura de Bukele.
No auge de sua popularidade, ele foi reeleito em fevereiro de 2024 com 85% dos votos, pulverizou a oposição e obteve o controle quase absoluto do Estado. Dos 60 deputados, 57 são pró-governo.
"É aqui que anos de manipulação constitucional gradual levam ao desmantelamento da democracia. Ao capturar as instituições, silenciar os críticos e reescrever a Constituição, criou-se um sistema eleitoral autoritário", afirmou WOLA.
Há alguns meses, o Congresso aprovou uma via rápida para reformar a Constituição, como aconteceu na quinta-feira.
5. O "amigo" Trump
O retorno de Donald Trump ao poder também ajudou Bukele. Ele confirmou sua lealdade ao presidente dos Estados Unidos ao manter 252 venezuelanos deportados por Washington na prisão por quatro meses.
"Ele sabe que Trump não estabelecerá limites e está completamente disposto a fazer vista grossa para a destruição da democracia salvadorenha", disse Pappier.
Para o diretor da Cristosal, Noah Bullock, "Bukele se sente de alguma forma blindado por sua associação" com Trump.
Encorajado por esta relação, o governo prendeu defensores dos direitos humanos este ano e forçou o exílio de jornalistas, ativistas e ONGs como a Cristosal.
I.Matar--SF-PST