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Comunidade judaica argentina acompanha atentamente julgamento sobre atentado de 1994
Em solenidade pelo atentado de 1994 à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), o pior da história da Argentina, a comunidade judaica espera cautelosamente encerrar um capítulo doloroso com a perspectiva de um julgamento à revelia e acolhe com prudência o apoio do presidente Javier Milei a Israel.
Em 18 de julho de 1994, um carro-bomba destruiu a sede da Amia, em Buenos Aires, deixando 85 mortos e mais de 300 feridos. Dois anos antes, outra explosão já havia atingido a embaixada de Israel, causando 29 mortes e ferindo mais de 200 pessoas.
Nesta sexta-feira (18), centenas de pessoas se reuniram em um ato na entrada da Amia para homenagear as vítimas e pedir justiça. O lema deste ano foi: "A impunidade continua, o terrorismo também", na segunda participação de Milei no evento como presidente.
Os acusados nunca foram julgados. Em 2024, a Justiça argentina apontou o Irã e o movimento libanês Hezbollah como responsáveis pelo ataque e, em junho de 2025, um juiz autorizou um julgamento à revelia contra dez acusados iranianos e libaneses.
Esse julgamento, ainda sem data marcada, será possível graças a uma nova lei aprovada em março, que permite esse tipo de processo para crimes graves.
A Amia apoia a realização do julgamento, mas com ressalvas: "Que a lei seja aplicada é a postura da Amia, mas com um rigor e um cuidado super extremos", declarou o advogado institucional da entidade, Miguel Bronfman, à rádio local Radio Mitre.
"Fazer um julgamento que depois termine (...) com alguma nulidade, com alguma declaração de inconstitucionalidade, seria novamente muito penoso para todos", observou Bronfman.
A organização Memoria Activa, formada por familiares das vítimas, considerou que o julgamento à revelia "não é tolerável nem muito menos homologável", por considerar "fundamental que os acusados participem" do processo. A posição foi registrada em um documento apresentado à Justiça ao qual a AFP teve acesso.
Ambas as organizações vêm sendo duramente críticas ao Estado argentino pela forma como o caso tem sido conduzido. Em junho de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos concluiu que a Argentina é responsável por falhas na prevenção e investigação do atentado.
– Milei e o judaísmo –
As críticas ao Estado no caso Amia coexistem com a aproximação de Javier Milei ao judaísmo e seu firme apoio a Israel, país para o qual já fez duas viagens desde que assumiu a presidência. Em ambas, anunciou que transferirá a embaixada argentina para Jerusalém.
Católico de origem, Milei se aproximou do judaísmo nos últimos anos, embora não tenha se convertido formalmente.
Essa relação gera adesão dentro da comunidade. "Ele está fazendo o que é correto do ponto de vista geopolítico e moral", declarou à AFP o economista Alan Zuchovicki, que valoriza o apoio do presidente a Israel, especialmente em meio à guerra em Gaza.
Mas para outros, como o sociólogo Kevin Ary Levin, a postura de Milei preocupa por deixar "a comunidade judaica demasiadamente exposta" à percepção de que o presidente estaria "colocando, entre aspas, os interesses judeus acima do interesse nacional".
No ano passado, Milei descartou qualquer risco decorrente de sua estreita aliança com Israel. "Já estamos no mapa [de possíveis ataques]", afirmou em entrevista em 2024. "A diferença é se somos covardes ou se nos colocamos do lado do bem", completou.
– Risco de antissemitismo –
O atentado contra a Amia foi o maior ataque terrorista da história argentina e um golpe direto na alma da comunidade judaica, a maior da América Latina, com cerca de 300 mil pessoas — a maioria residente em Buenos Aires.
"Trata-se de uma comunidade bem integrada à sociedade [argentina] e identificada com ela", escreve Enrique Herszkowich no livro História da Comunidade Judaica Argentina.
É um grupo que, salvo exceções, nunca enfrentou hostilidade generalizada no país sul-americano, diferentemente de outras regiões do mundo. No entanto, desde a posse de Milei, alguns membros relatam temores — e até episódios — de aumento do antissemitismo.
"Duas semanas atrás, minha irmã pegou um táxi e o motorista disse: 'Milei é um judeu de merda, quem manda nele são os judeus'. Ela desceu do táxi — algo assim nunca tinha acontecido com ela", contou Levin.
L.AbuTayeh--SF-PST