-
Zelensky defende uso de capacete nos Jogos de Inverno com fotos de atletas ucranianos mortos pela Rússia
-
Cúmplice de Epstein exige indulto de Trump para depor no Congresso
-
Irã intensifica repressão interna em paralelo a negociações com EUA
-
Youtuber MrBeast compra plataforma de serviços financeiros Step
-
Rubio visitará Hungria após apoio de Trump à reeleição de Orbán
-
Procuradoria confirma morte de 5 mineradores sequestrados no México
-
Maxwell, cúmplice de Epstein, exige indulto de Trump para depor no Congresso
-
Medvedev perde para Humbert e é eliminado na 1ª rodada do ATP 500 de Roterdã
-
City tenta se manter na cola do líder Arsenal; Tottenham e Newcastle fazem duelo tenso
-
Vonn diz que sofreu 'fratura complexa' na tíbia, mas não se arrepende de nada
-
Apresentadora de TV dos EUA admite 'desespero' por mãe desaparecida
-
Sporting arranca empate nos acréscimos contra o Porto (1-1) e segue vivo na luta pelo título
-
Roma vence Cagliari (2-0) com 2 gols de Malen e segue firme na luta por vaga na Champions
-
Israel anuncia que matou quatro supostos combatentes palestinos em um túnel de Rafah
-
Catherine O'Hara, de Esqueceram de mim', faleceu devido a um coágulo sanguíneo
-
Premiê britânico descarta renunciar apesar de escândalo ligado a Epstein
-
Crise de combustível complica a rotina de Cuba
-
Tenista colombiano diz ter sido ameaçado de morte no Marrocos durante a Copa Davis
-
Câmara de Mineração confirma morte de 3 operários sequestrados no México
-
Maxwell, cúmplice de Epstein, pede indulto de Trump antes de responder a perguntas do Congresso
-
Jogador do Alianza Lima acusado de abuso sexual denuncia suposta vítima por extorsão
-
Opositora Machado denuncia 'sequestro' de aliado na Venezuela após breve libertação
-
Discord introduzirá reconhecimento facial para reforçar segurança de menores
-
Macron defende eliminação de vinhedos para enfrentar crise do vinho na França
-
Crise de combustível desacelera rotina em Cuba
-
Queda de Lindsey Vonn: um desafio que foi longe demais?
-
Cúmplice de Epstein se nega a responder perguntas no Congresso dos EUA
-
Dirigente opositor Guanipa está em paradeiro desconhecido após nova prisão na Venezuela
-
Espanha anuncia melhorias na segurança ferroviária após dois acidentes e uma greve
-
Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica
-
Apesar da discrição, antitrumpismo marca presença nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Anatel trabalha para restabelecer bloqueio da plataforma de vídeos Rumble
-
Suíça Mathilde Grémaud supera estrela chinesa Eileen Gu e é ouro no esqui estilo livre em Milão-Cortina
-
Cuba fica sem combustível para aviões em meio à pressão dos EUA
-
Primeiro-ministro britânico descarta renunciar apesar de escândalo ligado a Epstein
-
Polícia australiana reprimiu protesto contra presença do presidente israelense em Sydney
-
Nicole Silveira e Kim Meylemans: recém-casadas e rivais olímpicas
-
Diretor de comunicação de Starmer renuncia por vínculos de seu ex-embaixador com Epstein
-
UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp
-
Primeira-ministra do Japão promete 'mudança importante de política' após vitória esmagadora nas urnas
-
Ex-príncipe Andrew pode ter transmitido informações confidenciais a Epstein
-
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, depõe a portas fechadas em comissão do Congresso dos EUA
-
Desabamento de prédio no norte do Líbano deixa 14 mortos
-
Justiça de Hong Kong condena magnata da imprensa e ativista pró-democracia Jimmy Lai a 20 anos de prisão
-
Astronauta levará coelho de pelúcia da filha de três anos para o espaço
-
Aliado de María Corina Machado é detido poucas horas após sua libertação
-
Bad Bunny brilha no Super Bowl e faz sua cidade em Porto Rico dançar
-
Os últimos dez campeões do Super Bowl após título do Seattle Seahawks
-
Seattle Seahawks atropela Patriots (29-13) e conquista seu segundo Super Bowl
-
Sengün vai substituir o lesionado SGA no All-Star Game da NBA
Por que Trump está sob pressão pelo caso Epstein?
A percepção de falta de transparência nas investigações judiciais sobre o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein criou uma fissura entre o presidente americano, Donald Trump, e sua base republicana, que até agora lhe jurava lealdade.
Trump tenta apaziguar seus simpatizantes, parte deles inclinados a teorias da conspiração.
Mas por que o caso despertou tamanha indignação?
. Origens
Jeffrey Epstein, um rico investidor americano, foi acusado pela primeira vez em 2006, depois que os pais de uma adolescente de 14 anos informaram à polícia que ele havia agredido sexualmente sua filha em sua residência na Flórida.
Na época, ele evitou acusações federais, que poderiam ter lhe rendido prisão perpétua, graças a um acordo judicial polêmico com os promotores. Ao todo, ele cumpriu menos de 13 meses de detenção.
Em julho de 2019, Epstein foi novamente preso em Nova York, acusado de tráfico sexual de dezenas de adolescentes com as quais teria mantido relações em troca de dinheiro.
Os promotores afirmam que alguns de seus funcionários atuaram como cúmplices para garantir um "fluxo constante de menores para exploração".
Epstein se declarou inocente. Em 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento em prisão preventiva, foi encontrado morto em sua cela.
As autoridades concluíram que se tratou de um suicídio por enforcamento.
Um julgamento contra sua ex-companheira, Ghislaine Maxwell, condenada em 2022 por ajudar Epstein a abusar de jovens, expôs os vínculos do investidor com figuras públicas como o príncipe Andrew, do Reino Unido, e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. Ambos negam envolvimento.
. Sombras e teorias da conspiração
Muitos americanos acreditam que as autoridades estão escondendo informações do caso para proteger elites que teriam vínculos com Epstein, entre elas, o próprio Donald Trump.
Essas suspeitas ressoam com força no movimento "Make America Great Again" (MAGA), lançado pelo presidente.
Mas os apelos por mais transparência ultrapassam as divisões partidárias.
A teoria central dessa suposta conspiração gira em torno da hipótese da existência de uma lista de clientes implicados em crimes sexuais ao lado de Epstein.
O governo Trump agora afirma que essa lista nunca existiu.
Céticos também desconfiam das circunstâncias da morte de Epstein, mencionando falhas nas câmeras de vigilância próximas à sua cela na noite de sua morte, além de outras irregularidades.
. Trump e o caso Epstein
Donald Trump, que foi próximo de Epstein na época em que era magnata do setor imobiliário em Nova York, como mostram diversos vídeos e fotos, afirmou durante sua última campanha presidencial que, caso retornasse ao poder, não teria "nenhum problema" em divulgar a suposta lista de clientes, embora tenha sugerido duvidar de sua existência.
Mas desde que voltou à Casa Branca, parte de seus apoiadores se diz decepcionada por considerar que ele descumpriu a promessa.
Ele próprio foi envolvido em teorias da conspiração depois que seu ex-assessor Elon Musk afirmou em junho, em uma publicação apagada posteriormente na rede X, que Trump aparecia "no dossiê Epstein".
Uma série de documentos divulgados em fevereiro, com o objetivo de esclarecer o caso, trouxe poucas informações novas.
Além disso, um vídeo de quase 11 horas publicado neste mês para refutar as suspeitas de assassinato não convenceu.
As imagens mostram parte da prisão de Nova York onde Epstein morreu, mas parece faltar um minuto da sequência, o que alimentou ainda mais as especulações.
Um memorando publicado na semana passada pelo Departamento de Justiça e pelo FBI, afirmando que o "dossiê Epstein" não contém nenhuma prova que justifique nova investigação, gerou forte reação.
. O que pode acontecer agora?
Donald Trump tenta manter um equilíbrio delicado: por um lado, diz apoiar a divulgação de qualquer documento "crível" relacionado ao caso Epstein, mas também classificou o dossiê como "bastante entediante".
Desta vez, o presidente parece impotente diante da crescente inquietação de sua base.
As críticas se multiplicam, inclusive entre aliados que exigem mais transparência.
O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, se distanciou de Trump na terça-feira e pediu à secretária de Justiça, Pam Bondi, que torne públicos todos os documentos relacionados a Epstein.
Os democratas também exigem da administração Trump a divulgação completa dos materiais em posse dos promotores no âmbito da investigação sobre Epstein.
V.Said--SF-PST