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Várias crianças entre as vítimas de intensos ataques russos na Ucrânia
Pelo menos 24 pessoas morreram nesta quarta-feira (7) em ataques russos em diferentes pontos da Ucrânia, entre elas quatro crianças que dormiam quando um míssil atingiu um prédio residencial no norte do país.
Equipes de emergência removeram os escombros de um prédio de cinco andares em Pryluky, na região de Chernihiv, em uma busca desesperada por sobreviventes.
Segundo a Presidência, o balanço dos mortos no ataque, ocorrido às 06h30 (00h30 no horário de Brasília), subiu para um total de 18. As equipes também conseguiram resgatar 15 pessoas dos escombros.
"Estávamos em casa, dormindo", disse Olena Sayun, uma massagista de 40 anos. "As janelas estouraram. Graças a Deus, cobrimos o menino com nossos corpos. Meu marido sofreu alguns cortes nas costas, e eu também", explicou.
"O uso contínuo de mísseis contra a Ucrânia, contra nossa população, nossas crianças, é uma escolha de terror absolutamente deliberada", afirmou o presidente Volodimir Zelensky.
Ele também informou que três das crianças mortas tinham 12 meses e a quarta, oito anos.
Nas cidades centrais de Dnipro e Kremenchuk, duas pessoas morreram quando mísseis atingiram torres residenciais e mais duas faleceram em Oleksandriia, acrescentou o presidente.
Além disso, outras duas pessoas morreram no distrito de Darnytskyi, no sudeste de Kiev, segundo as autoridades militares.
Na noite de terça-feira, Zelensky tinha alertado para um "ataque maciço" russo, em particular contra a infraestrutura energética.
"Toda Kiev vive com medo", contou Irina Ribalchenko, uma bancária de 41 anos que se refugiou no metrô durante o alerta. "Pegamos nossas coisas e viemos para cá" depois de ouvir o aviso de Zelensky, acrescentou.
- Novas defesas -
Kiev tem sido alvo de ataques cada vez mais intensos à medida que o inverno se aproxima, com bombardeios russos contra a infraestrutura de energia, ferroviária e viária, incluindo as pontes sobre o rio Dnieper, que divide a cidade.
A Rússia lançou, durante a noite, pelo menos 50 mísseis e 130 drones contra várias regiões, incluindo Dnipropetrovsk, Kiev, Kharkiv e Poltava, informou a Força Aérea.
Zelensky afirmou que alguns foram derrubados, mas que os mísseis balísticos representam "o maior desafio", razão pela qual a Ucrânia precisa de novos sistemas de defesa aérea para se proteger.
Pouco depois do discurso de Zelensky, cortes de energia programados deixaram algumas áreas de Kiev na escuridão para aliviar a pressão sobre a rede elétrica.
Na cidade de Zaporizhzhia, no centro do país, uma "infraestrutura de transporte" foi atingida, segundo o chefe da administração militar local, Mykhailo Semikin, sem fornecer mais detalhes.
Segundo relatos ainda não confirmados pelas autoridades, uma grande ponte em Zaporizhzhia sobre o rio Dnieper, inaugurada semanas antes da invasão russa em fevereiro de 2022, foi atingida.
Na terça-feira, outro viaduto da cidade já havia sido alvo de um ataque, segundo Semikin.
A Ucrânia enfrenta dificuldades para derrubar drones modernos de alta velocidade, assim como mísseis balísticos russos, que são mais difíceis de interceptar.
phz/cms/abs/arm/cr/cjc/mas/dbh/aa/mvv
O.Salim--SF-PST