Sawt Falasteen - Rubio endurece guerra ao narcotráfico no Equador, fiel aliado dos EUA

Rubio endurece guerra ao narcotráfico no Equador, fiel aliado dos EUA
Rubio endurece guerra ao narcotráfico no Equador, fiel aliado dos EUA / foto: Fernando Vergara - POOL/AFP

Rubio endurece guerra ao narcotráfico no Equador, fiel aliado dos EUA

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, endureceu, nesta quarta-feira (9), a guerra contra o narcotráfico no Equador, após se reunir em Quito com o presidente Daniel Noboa, aliado fiel do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Rubio, que está em viagem pela América Latina, informou à imprensa que Washington designou como organização terrorista estrangeira a quadrilha criminosa equatoriana Los Tiguerones como parte de sua estratégia para combater o narcotráfico na região.

"Não estamos falando de uma máfia normal, não estamos falando de criminosos, estamos falando de terroristas que realmente em muitos casos têm armas e equipamento que se parecem aos de um exército nacional", disse Rubio ao lado do chanceler equatoriano.

O secretário de Estado americano visita a capital equatoriana pela segunda vez desde que assumiu o cargo, como parte de uma viagem regional que inclui Colômbia e Peru.

A quadrilha Los Tiguerones é um dos maiores atores da guerra entre grupos criminosos no Equador, que se tornou o país mais violento da região, com uma taxa de homicídios de 51 por 100.000 habitantes em 2025, o equivalente a um por hora.

Estas organizações estão aliadas a máfias de diversos países, como Albânia e México. Estima-se que 70% da cocaína produzida em Colômbia e Peru passem pelo Equador.

Desde 2025, o Departamento de Estado também designou como organizações terroristas os grupos criminosos equatorianos Los Choneros, Los Lobos e Chone Killers.

"Não temos melhor aliado na região em termos de enfrentar o que é a ameaça criminosa transnacional", disse Rubio após o encontro a portas fechadas com Noboa, que faz pressão militar contra as poderosas quadrilhas criminosas que operam no país, estratégico para o narcotráfico de cocaína destinada a Estados Unidos, Europa e Ásia.

Em Quito, Rubio disse, ainda, que a luta do México contra os cartéis das drogas não é, "nem de longe, suficiente" e advertiu que seu país enfrentará estes grupos "de uma forma ou de outra".

"Há territórios, vastos territórios no México que não estão sob o controle do Estado", afirmou Rubio durante a visita a Quito.

- Mais ajuda -

O secretário de Estado informou que a Casa Branca vai enviar para o Equador nova ajuda financeira da ordem de 55 milhões de dólares (R$ 280 milhões) para desmantelar os grupos criminosos e intensificar a luta contra a mineração ilegal.

Além disso, os Estados Unidos vão ceder um navio da Guarda Costeira para a vigilância marítima e concluirá a entrega de 12 embarcações interceptadoras de lanchas do narcotráfico.

A visita de Rubio ocorre no momento em que os dois países realizam operações militares conjuntas contra navios pesqueiros carregados com combustível, supostamente a serviço de narcotraficantes no Pacífico.

Até o momento, os militares afundaram seis embarcações em duas semanas, a última delas na terça-feira, em meio a denúncias de supostas violações dos direitos humanos.

Na terça-feira, Rubio teve um encontro em Barranquilla com o recém-empossado presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, que se somou ao Escudo das Américas, aliança de nações americanas contra o narcotráfico, liderada por Trump.

Washington não esconde o desejo de contrabalançar a influência da China, da Rússia e do Irã na América Latina, uma prioridade estabelecida na estratégia de segurança nacional da qual o diplomata de origem cubana é o artífice.

Na quinta-feira, Rubio viajará para Lima em sua última escala deste giro regional para se reunir com a presidente peruana, Keiko Fujimori.

- Detenções, desaparecimentos e torturas -

A ONG equatoriana Comitê Permanente pela Defensa dos Direitos Humanos denuncia pelo menos 143 "prisões arbitrárias" em 2026 em operações em águas equatorianas, assim como "desaparecimentos forçados, tortura e destruições de embarcações por explosões ativadas por militares dos Estados Unidos".

Pescadores e seus familiares na cidade de Manta expuseram, em entrevistas com a AFP, supostos abusos dos militares e negam trabalhar para o narcotráfico.

Vários países da região deram uma guinada para a direita desde o retorno de Trump à Casa Branca, em 2025.

Rubio advertiu, em um artigo publicado em veículos dos países que visita, que as potências estrangeiras, em particular a China, tinham entrado no hemisfério com "práticas predatórias".

Noboa viajou a Pequim em agosto com fins comerciais.

Y.Zaher--SF-PST