-
Juiz espanhol determina julgamento e apreensão do passaporte de esposa de Sánchez
-
Presidente Paz decreta estado de exceção na Bolívia após mais de seis semanas de protestos
-
Vini Jr. assume papel de líder na Seleção que sonha com o hexa
-
Copa do Mundo chega a 1.000 partidas e Alemanha pode voltar a um mata-mata
-
Paraguai sofre com um a menos mas vence Turquia (1-0), que está eliminada da Copa do Mundo
-
Paraguaio Almirón é o primeiro expulso por tapar a boca na Copa do Mundo
-
Brasil fez uma 'partida completa', diz Ancelotti, que espera Neymar contra Escócia
-
Brasil ganhou 'confiança' para a Copa com 'atuação excelente' contra o Haiti, diz Vini Jr
-
Brasil elimina Haiti (3-0) e lidera Grupo C da Copa do Mundo
-
Governo da Bolívia e central sindical fecham acordo para levantar protestos
-
Curaçao deve aproveitar Copa do Mundo com realismo, diz técnico Dick Advocaat
-
Estado de saúde de Raoni é grave, mas estável, informa hospital
-
Técnico do Equador pede cautela contra Curaçao: 'Não somos a Alemanha'
-
Timber está fora e De Jong é dúvida na seleção holandesa contra a Suécia
-
Governo da Bolívia e central sindical fecham acordo após semanas de crise
-
Marrocos vence Escócia (1-0) pelo grupo do Brasil na Copa
-
James Burrows, diretor de 'Friends', morre aos 85 anos
-
Neutralizar 'velocidade' da Costa do Marfim será fundamental para vitória, diz técnico da Alemanha
-
Bradley Barcola agita concorrência no ataque da França
-
Yan Diomandé, da Costa do Marfim, vive Copa do Mundo como homenagem à irmã falecida
-
Kane diz que viveu um de seus melhores momentos com a seleção da Inglaterra ao som de 'Wonderwall'
-
Museu de IA oferece imersão sensorial na Floresta Amazônica
-
Embalada, Suécia enfrenta seleção holandesa pressionada no Grupo F da Copa
-
Estados Unidos vencem Austrália (2-0) e se classificam para próxima fase da Copa do Mundo
-
Israel e Hezbollah concordam com cessar-fogo no Líbano
-
EUA recebe novo Air Force One doado pelo Catar
-
Uruguai precisará ter paciência contra uma seleção de Cabo Verde 'muito física', diz Bentancur
-
Koné passa por cirurgia e está fora da Copa do Mundo
-
Polônia retira condecoração de Zelensky
-
Presidente da Costa Rica é evacuada de área de garimpo ilegal após explosão
-
Argentina avalia mudanças para garantir classificação contra a Áustria
-
Lula diz que Neymar está fazendo 'home office' na Copa do Mundo
-
Opositora encarregada de diálogo com governo na Venezuela vai aos EUA para reuniões
-
Argélia apresenta reclamação à Fifa por 'arbitragem injusta' em jogo contra Argentina
-
Nos "Altos de Trump", israelenses gostam de Trump apesar do acordo com Irã
-
Raoni é transferido para hospital em São Paulo para seguir tratamento
-
CR7 é 'foco de atenção', mas todo o elenco português está 'em questão', diz Rúben Dias
-
Sabalenka bate Bartunkova e avança às semifinais do WTA 500 de Berlim
-
Macron critica centros de deportação para migrantes e rejeita financiamento da UE
-
Lamine Yamal considera 'desnecessário' jogar 90 minutos contra Arábia Saudita
-
Agricultores indígenas decidem endurecer protestos na Bolívia
-
Israel e Hezbollah pactuam trégua no Líbano, com acordo EUA-Irã em suspenso
-
Zverev enfrentará Fritz nas semifinais do ATP 500 de Halle
-
Governo francês ativa célula de crise por onda de calor
-
De la Fuente se apega à sua estratégia para sucesso da Espanha na Copa do Mundo
-
Itália reage com indignação a comentários de Trump sobre Meloni
-
Últimos bombardeios israelenses deixam ao menos 47 mortos no Líbano (governo)
-
Israel e Hezbollah concordam com cessar-fogo no Líbano enquanto pacto entre EUA e Irã permanece em suspenso
-
Equador precisa vencer Curaçao para sonhar com classificação na Copa do Mundo
-
Alemanha busca impor domínio na Copa do Mundo diante da Costa do Marfim
Agricultores indígenas decidem endurecer protestos na Bolívia
Em uma praça do altiplano boliviano, uma pedra atinge um palanque: centenas de agricultores aimarás de poncho vermelho perdem a paciência e exigem de seus líderes o endurecimento dos protestos que pedem a saída do presidente de centro-direita Rodrigo Paz.
"Que ele renuncie, porra!", grita a multidão, que mistura aimará e espanhol no pequeno povoado de Tilata, a sudoeste de La Paz.
"Queremos que ele vá embora. Não queremos que ele governe (...). Não vamos deixar de bloquear as estradas até que esse governo incapaz saia", disse à AFP Lidia Callisaya, líder camponesa de 42 anos, sob um sol intenso a 3.950 metros de altitude.
Para chegar ao local, os veículos exibem como salvo-conduto uma wiphala, a bandeira dos povos andinos, para atravessar os bloqueios montados com pedras, troncos e escombros em uma mobilização que já dura mais de 40 dias.
Na província de Ingavi, onde fica o povoado, estão alguns dos bloqueios mais críticos, que impedem o abastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis nas principais cidades do país de 11 milhões de habitantes.
"Vamos radicalizar os pontos de bloqueio. Nenhum produto entra ou sai! Somos nós que alimentamos a cidade", afirma um dirigente no palanque, agora aplaudido pelos agricultores.
Embora os agricultores organizem a maioria dos bloqueios, operários, mineiros, transportadores e professores também aderiram aos protestos para rejeitar a guinada neoliberal de Rodrigo Paz, que em novembro encerrou 20 anos de governos socialistas de Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).
Os manifestantes também exigem uma solução para a pior crise econômica do país em quatro décadas.
- "Sempre lutamos" -
O cabildo, como é chamada a reunião ao ar livre, é protegido por dezenas de indígenas com as bochechas inchadas pelas folhas de coca que mastigam. Eles carregam chicotes a tiracolo e usam chapéus com papéis que dizem "Polícia sindical".
Esse cabildo é apenas um dos 20 que precisam ser realizados em cada província de La Paz antes que o sindicato departamental tome uma decisão final sobre os rumos do protesto.
Por enquanto, porém, a tendência é clara: intensificar os bloqueios e rejeitar os apelos ao diálogo feitos por Rodrigo Paz.
"O governo está tentando nos cansar. Houve uma resposta (às reivindicações dos agricultores), mas são apenas promessas nas quais as pessoas não acreditam", disse à AFP Vicente Salazar, principal dirigente dos agricultores indígenas de La Paz.
"O povo se levantou e exigiu, em ultimato, a renúncia do presidente", acrescentou.
Embora nas últimas duas semanas o número de bloqueios tenha caído de cerca de 100 para aproximadamente 50 em todo o país, segundo a estatal Administradora Boliviana de Carreteras, a escassez persiste nas cidades.
Em La Paz, sede do governo, e em El Alto, muitos alimentos tiveram seus preços dobrados, há falta de oxigênio nos hospitais e motoristas dormem em seus veículos à espera de combustível.
Nas estradas de Ingavi até a fronteira com o Peru, os agricultores permanecem há semanas em acampamentos.
O governo Paz denuncia que os manifestantes que pedem sua renúncia são "narcoterroristas", vinculados ao ex-presidente Evo Morales, foragido por um caso de suposto abuso sexual de uma menor, acusação que ele rejeita.
"Como indígenas, mulheres de pollera, somos perseguidas pelo governo (...). Nos chamaram de vândalos, terroristas", afirma Marlen Quiroga, advogada e líder camponesa de 43 anos, vestindo uma pollera verde, a tradicional saia andina.
"Não somos evistas (partidários de Evo Morales, NDLR), somos indígenas. Desde nossos ancestrais, sempre lutamos", diz Quiroga.
V.AbuAwwad--SF-PST