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Últimos bombardeios israelenses deixam ao menos 47 mortos no Líbano (governo)
Bombardeios e ataques aéreos israelenses deixaram pelo menos 47 mortos e 97 feridos no Líbano nesta sexta-feira (19), segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde libanês, enquanto Israel lamentou a perda de quatro soldados antes do anúncio de uma trégua entre as duas partes.
Foram os bombardeios mais maciços e com o balanço mais letal desde que foi anunciado, na segunda-feira, um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos, que prevê a cessação das hostilidades também no Líbano, onde Israel e o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerã, se enfrentam.
Um balanço oficial anterior registrou 21 mortos e 39 feridos na madrugada de quinta (18) para sexta-feira no sul e no leste do Líbano.
O Ministério da Saúde informou que seu novo balanço corresponde a "intensos ataques israelenses realizados desde a meia-noite até esta tarde".
Justamente no começo da tarde desta sexta, um funcionário americano e um diplomata do Golfo disseram à AFP, sob a condição do anonimato, que Israel e Hezbollah tinham alcançado um cessar-fogo.
O presidente libanês, Joseph Aoun, tinha denunciado antes do acordo "uma escalada perigosa e condenável" de Israel, que mina todos os esforços em curso para pôr fim à guerra.
Os ataques atingiram pelo menos dez localidades nas proximidades da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, entre elas a de Harouf, onde oito pessoas morreram, segundo a Agência Nacional de Informação libanesa (NNA).
A região de Baalbek, no leste do país, outro reduto do Hezbollah relativamente preservado desde o início do conflito, em 2 de março, também foi atacada.
Centenas de veículos, abarrotados com colchões e objetos pessoais, tomaram as rodovias, deixando a região de Tiro em direção ao norte, constatou um correspondente da AFP.
O exército israelense afirmou, por sua vez, que atacou "mais de 80 alvos" do Hezbollah em represália pela morte de seus quatro soldados. O tanque de combate em que estavam foi atingido pouco após a meia-noite na região de Kfar Tebnit, perto de Nabatieh.
Israel fará o Hezbollah "pagar um preço muito alto", advertiu o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Ele reafirmou que o exército israelense permanecerá no Líbano "pelo tempo que for necessário".
"Todo o Líbano deve queimar", reagiu, por sua vez, seu ministro de Segurança Nacional e aliado político crucial, Itamar Ben Gvir, da extrema direita.
C.AbuSway--SF-PST