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Guerrilha ELN propõe retomar negociações de paz com o próximo governo da Colômbia
A guerrilha ELN propôs, nesta segunda-feira (4), retomar as negociações com o próximo governo da Colômbia, apesar de o presidente de esquerda Gustavo Petro ter aberto uma janela para avançar no processo de paz a quatro meses de terminar seu mandato.
O processo de paz entre a organização guerrilheira mais antiga das Américas e o governo colombiano está congelado desde janeiro do ano passado, quando os rebeldes lançaram uma ofensiva de vários dias na qual assassinaram, na fronteira com a Venezuela, mais de 100 civis e ex-guerrilheiros das Farc que assinaram o acordo de paz em 2016.
Esse massacre foi um dos maiores golpes para a "paz total", a política com a qual Petro prometeu o desarmamento de todos os grupos armados que operam no país em conflito há mais de seis décadas.
Na sexta-feira, o presidente expressou sua disposição de retomar as negociações: "Se o ELN decidir desmobilizar conosco as economias ilícitas, os caminhos para a paz serão abertos novamente", escreveu no X. Em resposta, a guerrilha afirmou nesta segunda-feira em comunicado que o mandatário "descumpriu" os avanços e usou "a perfídia para obter vantagens militares".
Os rebeldes são críticos dos acordos de Petro com seu homólogo americano Donald Trump para atacar os grupos de narcotráfico na Colômbia, especialmente na região fronteiriça com a Venezuela.
O ELN afirmou que "reitera ao próximo governo" sua "proposta de construir um Acordo Nacional" para chegar a um pacto de paz.
Petro deixará o poder em 7 de agosto, possivelmente sem assinar a paz com nenhum dos múltiplos grupos armados com os quais tentou negociar, entre eles as dissidências das Farc e o Clã do Golfo, o principal cartel do narcotráfico.
O favorito nas pesquisas para as eleições de 31 de maio é Iván Cepeda, membro do partido de Petro. O senador de esquerda assegurou que, assim como seu aliado, seguirá buscando acordos para desativar o último conflito armado da região.
Os seguintes colocados na disputa são os direitistas Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, que prometem mão dura contra os grupos armados, sem possibilidade de diálogo.
L.AbuAli--SF-PST