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Voos comerciais dos EUA para a Venezuela são retomados após sete anos
O primeiro voo comercial direto entre os Estados Unidos e a Venezuela em sete anos aterrissou, nesta quinta-feira (30), no aeroporto que atende Caracas, em um novo passo na normalização das relações entre os dois países após a deposição do presidente Nicolás Maduro.
O voo 3599, da Envoy Air, filial da companhia aérea American Airlines, chegou ao aeroporto internacional de Maiquetía, a 30 km da capital venezuelana, Caracas, por volta das 13h15 locais (14h15 de Brasília), constataram jornalistas da AFP.
O avião decolou de Miami, na Flórida, levando a bordo executivos, representantes do governo do presidente americano, Donald Trump, jornalistas e outros passageiros. No momento da decolagem, foi batizado com água, como costuma ser feito com rotas recém-inauguradas.
Com esta rota aérea, "Estados Unidos e Venezuela estão recuperando uma via comercial fundamental que vai acelerar o investimento", comemorou o chefe da missão diplomática americana, John Barrett, momentos antes do pouso em Maiquetía.
"O dia de hoje representa outro marco histórico entre as relações entre Estados Unidos e Venezuela", disse Barrett à imprensa.
Depois da deposição de Maduro em uma intervenção militar americana, em janeiro, sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu as rédeas do país interinamente e governa sob forte pressão de Washington.
Em março, os Estados Unidos e a Venezuela acordaram restabelecer suas combalidas relações diplomáticas, rompidas em 2019.
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas atividades no fim de março, enquanto a Venezuela voltou a assumir o controle de sua representação em Washington.
O presidente Trump está flexibilizando gradualmente as sanções contra a Venezuela. Enquanto isso, Caracas reformou suas leis de hidrocarbonetos e de mineração para abrir espaço ao capital privado no país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo.
No entanto, o Departamento de Estado desaconselha os cidadãos americanos a viajarem para a Venezuela, país classificado no nível 3 em uma escala de 4, "devido aos riscos relacionados à criminalidade, aos sequestros, ao terrorismo e à insuficiência das infraestruturas de saúde", segundo o alerta de viagem mais recente, datado de 19 de março.
- Um voo diário -
A American Airlines planeja operar com aviões comerciais Embraer 175 entre Miami e Caracas por meio da Envoy Air. Inicialmente haverá um voo diário de ida e volta, e está previsto um segundo voo por dia a partir de 21 de maio, segundo a companhia.
Miami e seus arredores abrigam uma importante comunidade da diáspora venezuelana nos Estados Unidos e serve como exílio para muitos dirigentes da oposição. Cerca de 250 mil venezuelanos moram ali.
A Envoy Air apresentou, em 13 de fevereiro, um pedido para retomar as conexões entre Miami e Caracas, que foi aprovado pelo governo dos Estados Unidos em março. A autorização, que também prevê voos para a cidade venezuelana de Maracaibo, tem duração de dois anos.
A American Airlines iniciou suas conexões com a Venezuela em 1987 e afirmava ser a maior companhia americana a operar no país antes da suspensão dos voos em 2019.
Y.Zaher--SF-PST