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Ex-diretor do FBI e desafeto de Trump é alvo de nova acusação judicial
O ex-diretor do FBI James Comey, crítico aberto do presidente Donald Trump, está sendo novamente processado pela Justiça dos Estados Unidos, cinco meses depois do arquivamento de outro caso contra ele, informou a imprensa americana nesta terça-feira (28).
O jornal New York Times disse que a acusação se baseia em uma publicação feita por Comey nas redes sociais, mas não especificou exatamente de qual se trata.
No ano passado, Comey fez uma publicação no Instagram — agora eliminada — que mostrava os números "86 47" formados com conchas marinhas.
À época, Trump assegurou em uma entrevista à emissora Fox News que "86" era um jargão para "matar" e que "47" se referia a ele, como o presidente de número 47 dos Estados Unidos.
"Ele sabia exatamente o que isso significava", afirmou Trump. "Significa assassinato, e ele disse isso alto e claro."
Ao justificar a eliminação da publicação, Comey assinalou através do Instagram que havia publicado a foto de conchas que tinha visto durante um passeio pela praia.
"Assumi que era uma mensagem política", escreveu. E acrescentou: "Não me dei conta de que algumas pessoas associam esses números à violência. Isso nunca passou pela minha cabeça, mas sou contra qualquer tipo de violência, por isso apaguei a mensagem."
Comey, de 65 anos, foi acusado formalmente em setembro de fazer declarações falsas ao Congresso, no que muitos consideraram parte de uma campanha de represália do presidente Trump contra seus adversários políticos.
A juíza Cameron Currie desconsiderou o caso com o argumento de que a promotora designada por Trump que apresentou a denúncia, Lindsey Halligan, tinha sido nomeada de maneira ilegal.
Comey foi indicado para dirigir o FBI, a polícia federal investigativa dos Estados Unidos, em 2013 pelo então presidente Barack Obama, e foi demitido por Trump em 2017.
O magnata republicano o removeu do cargo em meio a uma investigação para determinar se algum integrante de sua campanha presidencial havia conspirado com Moscou para fraudar as eleições que venceu em 2016.
Y.AlMasri--SF-PST