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Exército israelense diz que matou jornalista da Al Jazeera em Gaza por ser membro do Hamas
O exército israelense afirmou, nesta quinta-feira (9), que um jornalista da Al Jazeera, morto no dia anterior em um ataque em Gaza, era um combatente do Hamas infiltrado como repórter.
O canal de televisão com sede no Catar condenou na quarta-feira "o crime hediondo de atacar e matar o correspondente da Al Jazeera Mubasher, Mohammed Wishah, em um ataque ao veículo em que ele viajava na região oeste da Faixa de Gaza".
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também condenou o assassinato, afirmando que Wishah está entre "mais de 220 jornalistas mortos em dois anos e meio pelas forças israelenses em Gaza, dos quais pelo menos 70 foram mortos enquanto exerciam suas funções".
O exército israelense afirmou nesta quinta-feira que suas forças "atacaram e eliminaram" Wishah, a quem descreveram como um "terrorista-chave no quartel-general de produção de foguetes e armas do Hamas, que planejava ataques contra soldados israelenses" na região.
O comunicado acrescentou que Wishah "operava sob o disfarce de jornalista da Al Jazeera, explorando essa identidade para promover atividades terroristas contra as forças (militares) e o Estado de Israel".
Apesar do cessar-fogo em vigor em Gaza desde outubro, a violência continua no território palestino, onde Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar o acordo.
U.Shaheen--SF-PST