-
EUA sanciona a presidente do TPI, a japonesa Tomoko Akane
-
Trump nega diálogo previsto com Irã e apresenta Ormuz como "novo território dos EUA"
-
Primárias nos EUA colocam à prova esperanças dos democratas em reduto trumpista
-
Barcelona anuncia oficialmente a contratação de Rodri até 2030
-
Santos não terá Neymar e Gabigol contra o Macará pela Sul-Americana
-
Ataque israelense deixa ao menos 6 mortos na Cidade de Gaza
-
Trump e Carney conversam antes da imposição de novas tarifas americanas sobre o Canadá
-
Piloto tailandês Alex Albon renova com a Williams para 2027
-
Presidente libanês irá a Roma para abordar futuro da força da ONU
-
Morte de Jason Arday reacende debate sobre diversidade em universidades britânicas
-
Agência da ONU diz ter encontrado 'toneladas de material nuclear' na Síria
-
Premiê britânico admite ter sido enganado por falsa colaboradora de Trump
-
Niclas Füllkrug retorna ao Werder Bremen por empréstimo
-
Tonga indica diplomata equatoriana como candidata a secretária-geral da ONU
-
Governo francês pede 'desculpas' por vazamento de dados fiscais
-
Patrick Vieira é o novo técnico da seleção do Senegal
-
Pescadores iranianos retornam ao Estreito de Ormuz, apesar da ameaça de guerra
-
Novo livro narra a vida da princesa Diana pelo olhar do irmão
-
Trump diz que não há negociações em curso ou agendadas com o Irã
-
Rede ABC processa governo Trump por ameaça a licenças
-
Harry Kane confirma que vai iniciar negociações para renovar com o Bayern
-
Trump votou por correio, apesar de criticar esse método
-
Corinthians recua, renegocia com Memphis e chega a acordo por renovação
-
'Endividados para sobreviver', argentinos se afundam na inadimplência
-
OpenAI apresenta 'ChatGPT para adolescentes' em meio a pressões judiciais
-
Perdas com terremoto na Colômbia são estimadas em mais de US$ 9,5 bilhões
-
A aposta viking para fazer Ulisses navegar em 'A Odisseia'
-
Epidemia de ebola na RDC está 'longe de estar sob controle', alerta OMS
-
Sem luz e com ruas vazias, Havana aguarda futuro incerto
-
Número de deslocados por terremoto na Indonésia passa de 40 mil
-
Trump ameaça bombardear Omã se país assinar acordo com Irã sobre Ormuz
-
Começa julgamento da Meta por suposta dependência de adolescentes
-
Igrejas fortificadas da Transilvânia correm risco de desabamento
-
Angelique Kidjo será a primeira música africana a receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood
-
Negociador iraniano diz que Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra seus compromissos
-
Ataque russo deixa 10 mortos no nordeste da Ucrânia
-
Aliados asiáticos pedem 'cooperação' após Trump reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul
-
Trump ameaça bombardear Omã se o país assinar acordo com o Irã sobre Ormuz
-
Cepal: incerteza por tarifas dos EUA deve atingir economias latinas 'um pouco mais'
-
Trump reduz exercícios militares com Coreia do Sul e sugere contatos com o Norte
-
Milhares de pessoas prestam homenagem em Londres a acadêmico de Cambridge falecido
-
Paramount pede garantia de US$ 1,9 bilhão em ação sobre aquisição da Warner Bros
-
Jódar atropela Tabilo e vai às oitavas do Masters 1000 de Cincinnati
-
Trump e Casa Branca atacam jornalista por pergunta sobre assessora
-
OpenAI contrata novo centro de dados nos EUA com respaldo da Nvidia
-
"Passaporte para o futuro", diz Lula sobre petróleo descoberto na Foz do Amazonas
-
Bob Iger adquire quase 83% dos Lakers após comprar participação de 17,8% da família Buss
-
Trump ordena reduzir exercícios militares com Coreia do Sul e sugere contatos com o Norte
-
Wall Street cai diante de aumento do custo do endividamento
-
Rybakina vence Frech e avança às oitavas do WTA 1000 de Cincinnati
Adolescentes armados com metralhadoras espalham medo nas ruas de Teerã
As autoridades iranianas intensificaram a repressão desde o início da guerra e, nas ruas de Teerã, surgiram grupos de adolescentes armados com metralhadoras, que intimidam a população.
Durante as primeiras semanas do conflito desencadeado pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, postos de controle se espalharam por toda a capital, com veículos policiais ou militares, cones de trânsito e barreiras.
Embora nos últimos dias algumas barreiras tenham sido retiradas, as forças de segurança mantêm presença nas ruas, e as autoridades confirmaram que estão recrutando crianças de apenas 12 anos para patrulhas paramilitares e controles de trânsito.
"Por volta das nove da noite, eu me sentia sufocada e nostálgica e peguei meu carro para dar uma volta pela cidade", disse na segunda-feira (30) à AFP uma mulher de 28 anos, sob condição de anonimato.
"Cruzei com dois postos de controle nos bairros do norte de Teerã, com adolescentes de 13 ou 14 anos, armados, parando veículos", relatou em mensagem enviada a um correspondente da AFP no exterior.
Um dos jovens abriu a porta do passageiro e sentou-se ao seu lado. "Ele pediu meu celular e examinou tudo, até minhas fotos, foi extremamente invasivo", afirmou.
As autoridades continuam detendo pessoas por usar conexão internacional de internet, que segue proibida, e aqueles que enviam informações ao exterior foram acusados de espionagem.
Outro morador de Teerã afirmou à AFP na semana passada que passou por um posto de controle de veículos militares e depois, "apenas 100 metros adiante, havia vários carros particulares com adolescentes parando veículos".
"Eles abrem as portas dos carros sem permissão, abrem o porta-luvas e verificam os celulares", relatou.
As autoridades iranianas estão permitindo que menores de 12 anos se juntem ao Basij, a temida força paramilitar de voluntários fundada em 1979, que remete à década de 1980, quando milhares de crianças combateram na guerra entre Irã e Iraque.
Acredita-se que o Basij, que integra a Guarda Revolucionária, tenha participado da repressão violenta às manifestações antigovernamentais em janeiro.
"Considerando a idade dos que solicitam se juntar, reduzimos a idade mínima para 12 anos, porque crianças de 12 a 13 anos querem participar", afirmou Rahim Nadali, da Guarda Revolucionária em Teerã, à televisão estatal.
- "Não abandonar as ruas" -
O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, instou no fim de semana a "não abandonar as ruas, porque os mísseis, as ruas e os estreitos apertaram a garganta do inimigo", em referência ao Estreito de Ormuz, a rota estratégica de navegação que Teerã bloqueou desde o início da guerra.
Segundo observadores, a repressão busca impedir qualquer possibilidade de levante popular, incentivado pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quando o conflito começou.
"Eles usam carros equipados com alto-falantes, colocam bandeiras, desfilam fazendo muito barulho e gritam slogans pelas ruas", disse à AFP outro morador de Teerã.
Segundo Hamidreza Azizi, especialista em Irã do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança, o objetivo é "evitar qualquer chamado da oposição para que as pessoas saiam às ruas".
"A falta de legitimidade na república islâmica a levou a confiar em sua base minoritária de linha dura, que demonstrou ser eficaz para sustentar o regime em plena guerra", afirmou o pesquisador.
Por sua vez, a ONG Human Rights Watch, com sede em Nova York, lembra que o recrutamento de crianças para fins militares é "um crime de guerra quando os menores têm menos de 15 anos".
"As autoridades iranianas parecem dispostas a colocar em risco a vida de crianças em troca de mão de obra adicional", afirmou Bill Van Esveld, diretor-adjunto de direitos da criança da organização.
burs-adp/pc/an/lm/aa
B.Mahmoud--SF-PST