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Casa Branca diz que ditará ordens à Venezuela e anuncia que receberá petroleiras dos EUA
As decisões que o novo governo venezuelano tomar serão "ditadas" pelos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (7) a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao anunciar que o presidente Donald Trump receberá petroleiras americanas na sexta-feira.
"Obviamente, neste momento temos a máxima capacidade de pressão sobre as autoridades interinas da Venezuela", declarou Leavitt em entrevista coletiva.
"Por isso, seguimos mantendo uma coordenação estreita com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América", acrescentou.
Washington pretende assumir o controle das vendas de petróleo venezuelano, sobretudo para se abastecer conforme seus interesses e, ao mesmo tempo, conter as vendas no mercado paralelo, a um preço inferior ao que a Venezuela deveria receber, afirmou Leavitt.
O principal cliente do petróleo venezuelano, que está sujeito a sanções, é a China.
"Toda a receita proveniente da venda de petróleo e produtos venezuelanos será depositada primeiro em contas controladas pelos Estados Unidos, em bancos reconhecidos internacionalmente, para garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos, e esses fundos serão distribuídos em benefício do povo americano e do povo venezuelano", afirmou Leavitt. "A critério do governo dos Estados Unidos", precisou.
Ainda segundo a porta-voz, Trump receberá os executivos de petroleiras americanas na sexta-feira para discutir as perspectivas de negócios na Venezuela.
Desde a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, Washington exigiu do novo governo, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, acesso total à exploração das imensas reservas venezuelanas. Rodríguez ofereceu cooperação, mas rejeitou que seu governo seja dirigido por Washington.
Segundo Trump, o governo interino venezuelano teria lhe oferecido, em conversas telefônicas, "30 a 50 milhões de barris".
Forças americanas voltaram a aplicar o bloqueio ao petróleo venezuelano nesta quarta-feira, ao apreender um petroleiro já carregado em águas do Caribe e outro, sob bandeira russa, vazio, que vinha sendo perseguido há dias no Atlântico Norte.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou no Congresso, após se reunir com parlamentares, que Caracas já entrou em contato para pedir que o petróleo apreendido no Caribe "faça parte do acordo" sobre o futuro do petróleo e enfatizou que, na Venezuela, "não estamos improvisando".
Q.Jaber--SF-PST