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Europeus e Estados Unidos discutem garantias de segurança para a Ucrânia
Aliados europeus de Kiev e enviados de alto escalão dos Estados Unidos se reúnem nesta terça-feira (6) em Paris com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, para discutir garantias de segurança para a Ucrânia em caso de cessar-fogo na guerra com a Rússia.
A cúpula da chamada "Coalizão de Voluntários", aliados de Kiev, ocorre apesar da ausência de qualquer sinal de trégua, quase quatro anos após o início do conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A captura, no fim de semana, pelas forças americanas do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, aliado do russo Vladimir Putin, alarmou diversos países europeus e representa um novo elemento potencial de tensão transatlântica.
Alguns membros da coalizão pretendem mobilizar uma força multinacional para deter qualquer futuro ataque russo caso a guerra, iniciada com a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, termine em cessar-fogo.
No entanto, nenhum acordo de cessar-fogo foi alcançado, já que ambos os lados permanecem em desacordo sobre uma possível divisão de território para pôr fim à guerra. Kiev insiste que a Rússia deve se retirar de todo o território ucraniano que ocupa atualmente.
Moscou também declarou repetidamente sua oposição a qualquer presença de tropas da Otan em solo ucraniano para monitorar o fim das hostilidades.
Representantes de 35 países, incluindo 27 chefes de Estado, estão reunidos em Paris para demonstrar a "convergência" entre Washington, Kiev e seus aliados europeus em relação às garantias de segurança para a Ucrânia, segundo a Presidência francesa.
Zelensky chegou a Paris antes do meio-dia e as conversas estão programadas para começar à tarde, informou seu gabinete.
O enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, também participarão da reunião da coalizão, lançada no ano passado pela França e pelo Reino Unido.
O presidente francês, Emmanuel Macron, conversou com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, durante um café da manhã no Palácio do Eliseu, antes de um almoço planejado com Zelensky e os enviados americanos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e seus homólogos da Alemanha, Friedrich Merz; da Itália, Giorgia Meloni; e da Espanha, Pedro Sánchez, também devem participar da reunião da coalizão, de acordo com fontes diplomáticas.
Os líderes europeus evitaram condenar categoricamente a operação dos EUA que levou à captura de Maduro no fim de semana, embora tenham expressado preocupação com as implicações para o direito internacional.
Antes de partir para Paris, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o objetivo da reunião era "fortalecer e alinhar as posições europeias e americanas" para garantir que "os russos levem a sério a questão do cessar-fogo e da paz".
burs-fff-ah/tjc/mas/aa
B.Mahmoud--SF-PST