-
'Uma Batalha após a Outra' vencê prêmio do sindicato de diretores nos EUA
-
Lindsey Vonn sofre forte queda no downhill dos Jogos de Inverno
-
Familias denunciam condições insalubres onde aguardam asilo nos EUA
-
Irã descarta renunciar ao enriquecimento de urânio, mesmo em caso de 'guerra'
-
Portugal elege presidente com moderado como favorito frente à extrema direita
-
Messi marca seu primeiro gol do ano mas Inter Miami empata em amistoso no Equador
-
O novo Ioniq 3 chega já em 2026
-
O novo Twingo e-tech está na linha de partida
-
Novo Ypsilon e Ypsilon hf
-
O Cupra Raval será lançado em 2026
-
O novo id.Polo chega com motor elétrico
-
Patriots buscam recuperar a glória perdida no Super Bowl de Bad Bunny
-
Lens bate Rennes e é líder provisório; Lyon vence apesar da expulsão de Endrick
-
Palmeiras contrata atacante colombiano Jhon Arias, que estava no Wolverhampton
-
Conselho de transição do Haiti entrega o poder ao premiê Fils-Aimé
-
João Fonseca espera superar decepção do Aberto da Austrália em Buenos Aires e no Rio de Janeiro
-
A descoberta inquietante durante busca por mineradores sequestrados no México
-
Protesto contra Jogos de Inverno termina em confrontos em Milão
-
Napoli vence na visita ao Genoa (3-2) e se consolida em 3º no Italiano
-
Lens vence Rennes de virada (3-1) e assume liderança provisória, à frente do PSG
-
Líder Barcelona vence Mallorca (3-0) e coloca pressão sobre o Real Madrid
-
EUA deseja que guerra entre Ucrânia e Rússia termine até junho, segundo Zelensky
-
Ex-ministro francês citado em arquivos Epstein nega acusações
-
Líder Arsenal vence Sunderland (3-0) e deixa City nove pontos atrás
-
Novo Skoda Epiq moderno com autonomia
-
Em um pub de Moscou, Jogos de Inverno fazem clientes esquecer a política
-
BMW iX3 novo estilo e design
-
Imigrantes recorrem a aulas remotas em Minneapolis por medo de deportação
-
Dortmund vence no fim na visita ao Wolfsburg (2-1) e fica a 3 pontos do líder Bayern
-
Tcheca Sara Bejlek conquista em Abu Dhabi seu primeiro torneio da WTA
-
BMW iX3 nova era SUV
-
Barça anuncia que está se retirando da Superliga Europeia
-
Irã espera continuar negociações com EUA mas reitera linhas vermelhas
-
Paquistão chora vítimas de ataque a mesquita xiita
-
EUA deseja que guerra termine até junho (Zelensky)
-
Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética
-
Espanha e Portugal enfrentam nova tempestade após inundações durante a semana
-
Plataforma envia acidentalmente US$ 40 bilhões em bitcoins para seus usuários
-
Bill e Hillary Clinton pedem que seu depoimento sobre Epstein seja feito em público
-
Pentágono cortará seus laços acadêmicos com Harvard
-
Trump se recusa a pedir desculpas por vídeo racista que retratava casal Obama como macacos
-
França abre investigação contra ex-ministro envolvido em arquivos Epstein
-
Trump diz que haverá mais diálogo com Irã após 'conversas muito boas'
-
Estado Islâmico reivindica atentado que matou mais de 30 em mesquita no Paquistão
-
Trump apaga vídeo racista que retratava casal Obama como macacos
-
JD Vance é vaiado durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão
-
Itália exalta harmonia e sua cultura na abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
CEO da SAF do Botafogo deixa cargo após atrito com John Textor
-
EUA anuncia prisão de participante do ataque de 2012 a consulado em Benghazi
-
Dow Jones supera os 50.000 pontos pela primeira vez em sua história
Kicillof, o governador de centro-esquerda que desafia Milei na Argentina
Ele é antítese de Javier Milei: defende um Estado forte, gosta de política e se apresenta como um homem comum. O peronista de centro-esquerda Axel Kicillof, governador de Buenos Aires, se consolida como uma alternativa da oposição argentina após uma grande vitória eleitoral em seu distrito.
No último domingo, os candidatos de Kicillof venceram por quase 14 pontos os do presidente Milei nas legislativas da província de Buenos Aires, um resultado muito mais expressivo do que o esperado, que o coloca em posição de vantagem com vistas às eleições presidenciais de 2027.
No búnquer de campanha do peronismo, os militantes entoavam, "Se sente, Axel presidente", depois desta denominação ter perdido o poder para Milei em dezembro de 2023, abalada por um governo com inflação alta e uma economia muito desorganizada.
Kicillof, um economista de 53 anos, casado e pai de dois filhos, sobreviveu a este naufrágio. Desde 2019, ele governa a província de Buenos Aires, considerada um reduto de sua força política com 40% do eleitorado nacional e que aporta mais de 30% ao PIB da Argentina.
Ele começou sua atividade política como líder estudantil na Universidade de Buenos Aires (UBA) e saltou para a vida pública como ministro da Economia entre 2013 e 2015 no trecho final do governo da ex-presidente peronista Cristina Kirchner (2007-2015), sua madrinha política.
Ele impulsionou a nacionalização da petroleira YPF e depois, já como ministro, negociou com credores aos quais chamava de "fundos abutres", e manteve subsídios à energia e a programas como os "preços cuidados", que estabeleciam uma cesta de produtos com valores acessíveis para aliviar a inflação.
Algumas de suas políticas foram mantidas com idas e vindas em sucessivos governos, mas quando Milei chegou ao poder, há mais de um ano e meio, eliminou os subsídios à energia e aos preços cuidados, e tornou Kicillof um dos alvos prediletos de seus discursos, nos quais costuma chamá-lo de "burro" e "anão soviético".
- Chimarrão na mão -
O analista político Raúl Timerman considerou que Milei, ao enfrentar Kicillof, transformou as eleições legislativas provinciais de domingo em um termômetro da popularidade de seu governo.
"Kicillof sai como um grande ganhador com a vitória de domingo, [o resultado] o colocou com o bastão de comando na mão, já o tirou da mochila e está fazendo uso disso", disse à AFP.
Para Timerman, Kicillof "começou uma construção com vistas a gerar uma alternativa democrática diferente à de Milei", apoiando-se no diálogo com governadores de diferentes forças políticas.
Filho de psicanalistas, Kicillof cultiva um perfil de proximidade com as pessoas: costuma ser visto com uma cuia de chimarrão na mão em suas visitas a escolas ou bairros, e fez sua campanha para governador em 2019 percorrendo a província em um carro velho de quem hoje é seu ministro de Governo, Carlos Bianco.
Bianco, que conhece Kicillof desde 1998, quando foi seu aluno, o definiu para a AFP como "uma pessoa trabalhadora, austera e ideológica".
No domingo, Kicillof foi votar acompanhado da esposa, Soledad Quereilhac, professora de literatura, e entrou caminhando como qualquer outro eleitor.
A imagem contrastou com a de Karina Milei, a irmã do presidente, suspeita de corrupção, que precisou ir votar cercada por seguranças e militantes, e ouvir os insultos de alguns presentes.
"É o único político argentino que, entre aqueles que têm uma boa imagem dele, quando perguntados qual é a primeira palavra que lhes vêm á cabeça quando ouvem Axel Kicillof, dizem 'honesto'", destaca Timerman.
- "Outro caminho" -
A aposta foi bem-sucedida e o faz ganhar pontos dentro de seu grupo político, que tem Kirchner, sua líder histórica, em prisão domiciliar e inabilitada para ocupar cargos públicos por corrupção.
"Milei, o povo te deu uma ordem, você não pode governar para os de fora, para as corporações, para os que têm mais. Governe para o povo", disse Kicillof em seu discurso no domingo.
"Há outro caminho e hoje começamos a percorrê-lo", afirmou.
Apesar do empurrão com a vitória de domingo, Kicillof optou por enquanto pôr panos quentes em seu posicionamento como presidenciável em 2027: "O tema não passa por aí agora, é preciso se concentrar no que o governo vai fazer a partir de agora", disse em entrevista a uma rádio.
H.Nasr--SF-PST