-
Guerra comercial se intensifica e EUA proíbe produtos do Canadá
-
Mendonça suspende diretor-geral da PF em meio a crise no Judiciário
-
Irã ataca base na Jordânia e ameaça navios no Kuwait e Bahrein
-
Fluminense vence Platense (2-0) e abre vantagem nas quartas da Libertadores
-
Tarifas do Canadá sobre produtos dos EUA entram em vigor
-
Tiafoe vence Michelsen em virada épica e vai à semifinal do US Open
-
Rubio renova aliança com Colômbia em viagem para reforçar influência dos EUA na América Latina
-
Real Madrid e Haaland dão brilho à estreia da Liga dos Campeões
-
Com 2 de Haaland, City vence Porto fora de casa na Champions
-
Secretário do Smithsonian prepara saída do cargo, após pressão da Casa Branca
-
Real Madrid aproveita erros da Inter e estreia com vitória na Champions
-
OpenAI afirma que sua IA resolveu um dos problemas mais complexos da matemática
-
Yaya Touré, primeiro técnico africano na Champions: "Uma nova era"
-
Houthis do Iêmen denunciam represálias sauditas após ofensiva que feriu dezenas
-
Nova York publica documentos sobre a toxicidade do ar após o 11 de setembro
-
Liverpool anuncia acordo com companhia aérea para patrocínio de 300 milhões de libras
-
Netanyahu na mira, acusado de ignorar alerta sobre ataque de 7 de outubro
-
Indígenas da Guatemala aderem a protestos contra alta dos combustíveis
-
Putin e Trump têm conversa "extremamente franca" sobre Ucrânia, diz Kremlin
-
Meia escocês Scott McTominay, do Napoli, passa por cirurgia bem-sucedida no coração
-
'Trumpapalooza' põe à prova aposta republicana nas eleições de meio de mandato
-
Rubio chega à Colômbia em viagem latino-americana para reforçar influência dos EUA
-
ONU e especialistas são contra proibição das redes sociais para menores na UE
-
Sabalenka sofre, mas supera Noskova vai à semifinal do US Open
-
Seis espanhóis, Vini Jr, Messi e Mbappé entre os indicados à Bola de Ouro
-
Dois pilotos do avião de carga da Amazon que caiu em Miami recebem alta do hospital
-
Koreeda apresenta ode ao mangá no Festival de Veneza
-
Rebeldes do Iêmen denunciam represálias da Arábia Saudita após ofensiva que deixou dezenas de feridos
-
Zelensky espera retomar negociações de paz com Rússia e EUA em setembro
-
Doze países anunciam sanções ao comércio com colônias israelenses na Cisjordânia
-
Argentina denuncia penalmente empresa israelense Navitas por operar nas Malvinas
-
Rubio inicia na Colômbia viagem latino-americana para reforçar influência dos EUA
-
Picanha, prato principal da direita para frear a reeleição de Lula
-
Ministro do STF suspende diretor-geral da PF em meio a crise no Judiciário
-
Javier Bardem e Penélope Cruz brilham em Veneza com 'Bunker' e sua crise conjugal
-
Argentina prepara denúncia criminal contra israelense Navitas por operar nas Malvinas
-
África do Sul busca impedir leilão nos EUA de objetos que pertenceram a Mandela
-
Irã vê 'avanços significativos' em negociações com Omã sobre Estreito de Ormuz
-
Muçulmanos de Nova York recuperam seu lugar após anos de estigma desde o 11/9
-
Javier Bardem e Penélope Cruz chegam a Festival de Veneza com 'Bunker' e sua crise conjugal
-
Ladrões roubam obras do Museu Renoir na França
-
Rubio visita Colômbia em viagem para reforçar influência dos EUA na América Latina
-
Príncipe George inicia os estudos no Eton College
-
Empresa de IA usa cachorros para detectar o câncer
-
Rússia retoma ataques contra Kiev; Zelensky quer ajuda de Trump para conter mísseis
-
Nicarágua acusa Alemanha de violações do direito em caso por genocídio em Gaza
-
Ladrões roubam quatro obras do Museu Renoir na França
-
Austrália propõe multas milionárias para redes sociais que não protegem os jovens
-
Netanyahu enfrenta críticas após relato de que ignorou alerta sobre ataque de 7 de outubro
-
Torre Eiffel reabre após greve contra discriminação de trabalhadoras
EUA e Colômbia escalam tensão ao chamarem representantes para consultas
Os governos dos Estados Unidos e da Colômbia chamaram seus mais altos representantes diplomáticos para consultas nesta quinta-feira (3), em um novo episódio de tensão, que esfria ainda mais a relação entre os dois aliados históricos.
Washington deu o primeiro passo ao chamar para "consultas urgentes" o encarregado de negócios americano em Bogotá, John McNamara, "depois de declarações repugnantes e infundadas dos mais altos cargos do governo da Colômbia", informou a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, sem dar detalhes. Já o presidente colombiano, Gustavo Petro, convocou seu embaixador nos Estados Unidos, Daniel García-Peña.
As relações bilaterais estão em seu pior momento. Nos últimos meses, os presidentes Petro e Trump se confrontaram sobre temas como a deportação de migrantes e a guerra tarifária.
No fim de semana, somou-se a revelação de um suposto complô para derrubar Petro com a ajuda de políticos colombianos e americanos. O jornal espanhol El País publicou áudios que sugeriam uma trama golpista liderada pelo ex-chanceler de Petro, Álvaro Leyva. O caso é investigado pela Procuradoria.
Petro havia denunciado no mês passado uma suposta tentativa de golpe, orquestrada pela "extrema direita" colombiana e americana. Na ocasião, ele afirmou que um "líder", a quem não identificou, havia falado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Nesta quinta-feira, o presidente colombiano descartou, em discurso em Bogotá, que Rubio "esteja em um golpe de Estado" contra o seu governo.
- Renúncia de chanceler -
Ainda que por outros motivos, a chanceler colombiana, Laura Sarabia, anunciou sua renúncia na manhã de hoje, alegando "diferenças" com Petro.
A demissão da mulher mais poderosa do primeiro governo de esquerda da Colômbia não está diretamente relacionada com o estremecimento das relações com os Estados Unidos, mas a vacância no Ministério das Relações Exteriores dificulta ainda mais possíveis aproximações que poderiam atenuar as tensas relações bilaterais.
Laura se distanciou de Petro devido a divergências em vários temas, a última delas sobre a prorrogação do contrato com a empresa que confecciona e distribui passaportes colombianos.
Em carta ao chefe do Executivo, a ministra afirmou que não compartilha das "decisões" tomadas "nos últimos dias" e que a impedem de "acompanhar" a agenda da esquerda.
O governo Petro sofre uma crise de gabinete, pelo qual passaram mais de 50 ministros, para 19 pastas, em três anos.
Laura, 31, que não tinha uma carreira na política, foi um nome-chave na bem-sucedida campanha presidencial de Petro, em 2022. Após a eleição, ela foi chefe de gabinete e, em seguida, ocupou altos cargos no governo até ser nomeada chanceler em janeiro, tornando-se a mais jovem a exercer a função na história moderna do país.
Laura "foi vital na campanha por sua ordem e disciplina", publicou Petro no X após a demissão da ministra, a quem se referiu como "formiguinha organizadora".
Agora demissionária, a ministra trabalhava para que Washington renovasse a certificação da Colômbia como um aliado no combate ao narcotráfico. A decisão será conhecida nos próximos meses, em um momento em que o país bate recordes mundiais de produção de cocaína.
- Relações tensas -
Além de chamar seu representante na Colômbia para consultas, os Estados Unidos vão adotar outras medidas "para que fique clara" sua "profunda preocupação com o estado atual da relação bilateral", disse a porta-voz do Departamento de Estado.
Ela não deu detalhes sobre quais medidas Washington vai tomar, mas ressaltou que a Colômbia continua sendo "um parceiro estratégico essencial".
Trinta legisladores colombianos pediram hoje em carta ao Congresso americano que investigue os parlamentares republicanos Mario Díaz-Balart, María Elvira Salazar e Carlos Giménez por "ações intervencionistas", por suspeita de terem se reunido com Leyva.
"Petro não pode continuar ameaçando os Estados Unidos e, depois, achar que pode se safar", publicou hoje Giménez no X, chamando o presidente de "socialista narcoterrorista".
A entrada da Colômbia no megaprojeto chinês Iniciativa do Cinturão e Rota e sua busca por novos parceiros comerciais também incomodam os Estados Unidos.
Além disso, o governo colombiano se recusou a extraditar aos Estados Unidos dois guerrilheiros procurados por crimes relacionados ao narcotráfico.
Petro diverge de Washington sobre a abordagem na luta contra as drogas, que considera um "fracasso". Faltando pouco mais de um ano para deixar o poder, o presidente colombiano aposta em atacar o consumo nas grandes potências e negociar a paz com os grupos armados.
burs-als/vd/lv/das/ad/mvv/rpr-lb
R.AbuNasser--SF-PST