-
Europa aposta em robôs inteligentes para competir com China e EUA
-
Nvidia comprará plataforma de IA Hugging Face por US$ 12,9 bilhões
-
George Clooney vira fotógrafo da AFP por alguns instantes
-
Irã condena à morte manifestante que perdeu um olho nos protestos de 2022, segundo ONG
-
Em Gana, caixões personalizados contam a história de quem morreu
-
Ajuda chega com dificuldades às regiões devastadas pela avalanche no Himalaia
-
Gloria Steinem, ícone do feminismo e jornalista, morre aos 92 anos
-
Sánchez inocenta Marrocos, mas defende soberania espanhola sobre Ceuta
-
Irã ataca alvos americanos no Kuwait apesar das ameaças de Trump
-
Avalanche no Nepal deixou pelo menos 1.252 mortos
-
El Niño será 'muito forte'e prosseguirá até fevereiro, alerta ONU
-
Secretários de Defesa anunciam aumento da presenção militar dos Estados Unidos na Austrália
-
Cantora de jazz Cassandra Wilson morre aos 70 anos
-
Brasil anuncia amistosos com Japão e Singapura em novembro
-
Alcaraz vence português e avança à terceira rodada do US Open
-
Secretário de Energia dos EUA supervisiona acordos de petróleo na Venezuela
-
EUA pede que comunidade internacional corte vínculos com a Nicarágua
-
George Lucas revela galáxia de arte em seu novo museu em Los Angeles
-
Ex-funcionárias são processadas na Argentina por fentanil contaminado ligado a 90 mortes
-
Ucrânia notifica agência da ONU sobre espaço aéreo russo
-
Júri dos EUA volta a ficar empacado em julgamento de mãe acusada de matar seus três filhos
-
Irã e EUA trocam ameaças após intensificação das hostilidades
-
Com 2 de Kane, Bayern vira sobre time da 2ª divisão e avança na Copa da Alemanha
-
Avanço da IA põe à prova compromissos climáticos das empresas de tecnologia
-
Robinho Jr é anunciado pelo Genoa
-
Relatório policial critica atuação do Marrocos na crise em Ceuta
-
Golpista se passa por Luis Castro, técnico do Grêmio, para pedir dinheiro a jogadores
-
Líderes de tecnologia pressionam G20 por 'data centers', mas divergem sobre risco da IA
-
Dolly Parton terá nova estrela na Calçada da Fama após vandalismo
-
Trump diz ter ficado "feliz" com partida de Harry e Meghan dos EUA
-
Jogos do futebol argentino terão aplausos em homenagem a Messi aos 10 minutos
-
Secretário de Energia dos EUA supervisiona acordos bilionários de petróleo na Venezuela
-
Mostra de Veneza começa com homenagem a George Clooney e falta de diretoras
-
Nova York proibirá uso de IA nas escolas públicas
-
Xi Jinping insta presidente egípcio a se opor à 'interferência externa' no Oriente Médio
-
Medvedev avança com tranquilidade à 3ª rodada do US Open
-
Uber anuncia demissão de 10% de sua força de trabalho em todo o mundo
-
Badosa vence Kasatkina e vai enfrentar Gauff na 2ª rodada do US Open
-
Associações médicas dos EUA publicam recomendações de vacinas ante ofensiva de Trump
-
Trump propõe renomear Estreito de Ormuz para 'Estreito de Trump'
-
Hadjar segue fora e voltará a ser substituído por Lawson no GP da Itália de F1
-
UE convoca representante russo após suposto ataque com drone na Alemanha
-
Uber demitirá 10% de sua força de trabalho global
-
Tesouro dos EUA emite moeda de 1 dólar com rosto de Trump
-
Famílias organizam funerais sem corpos no Nepal uma semana após avalanche mortal
-
CEO da Nvidia insta ministros do G20 a construir infraestrutura de IA
-
"Não hesitei nem por um segundo", diz Enzo Fernández sobre ida ao City
-
Irã ataca bases dos EUA no Oriente Médio e ameaça adotar 'nova estratégia'
-
Aubameyang se diz 'humilhado' e deixa seleção do Gabão
-
EUA exorta comunidade internacional a cortar laços com a Nicarágua
China estabelece meta de crescimento de 'cerca de 5%' apesar da guerra comercial
A China anunciou nesta quarta-feira (5) uma meta de crescimento do de "cerca de 5%" do PIB em 2025, apesar da incipiente guerra comercial com os Estados Unidos e dos problemas internos que afetam a segunda maior economia mundial.
O primeiro-ministro Li Qiang anunciou o objetivo durante a abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o principal evento político na China, que é estritamente controlado pelo Partido Comunista.
Diante de uma economia afetada por uma crise persistente no antes crucial setor imobiliário, do consumo frágil e do elevado índice de desemprego entre os jovens, Li também propôs um aumento do déficit público e o estímulo da demanda interna para transformá-la no "principal motor" em 2025.
A meta de crescimento de "cerca de 5%" é idêntica ao objetivo do ano passado e está alinhada com as previsões dos analistas entrevistados pela AFP.
O país também estabeleceu a meta de 2% de inflação e pretende criar 12 milhões de novos empregos urbanos este ano, segundo um documento oficial apresentado durante a reunião dupla do Parlamento e de um órgão consultivo do governo.
Pequim também prevê o aumento neste ano do déficit orçamentário para 4% do PIB, até o total de cerca de 5,6 trilhões de yuanes (770 bilhões de dólares, 4,53 trilhões de reais).
O objetivo de Pequim "parece complicado, mas alcançável", afirmou Dylan Loh, professor adjunto da Universidade de Tecnologia de Nanyang, em Singapura.
Mas os níveis de consumo reduzidos apontam para "um problema de confiança" das famílias que é "muito mais difícil de solucionar", acrescentou.
Julian Evans-Pritchard, analista da empresa Capital Economics, também expressou ceticismo "sobre a capacidade de evitar uma desaceleração do crescimento este ano", em particular "diante da ausência de uma reorientação mais acentuada dos gastos públicos para sustentar o consumo".
A meta de crescimento "foi alcançada por pouco no ano passado, graças a exportações mais fortes que o previsto e um plano de estímulo de última hora", explicou.
- "Principal motor" -
"E mesmo com os esforços, a veracidade do crescimento de 5% publicado pelo Escritório Nacional de Estatística da China é questionável", ressaltou Evans-Pritchard.
Além das dificuldades internas, a economia chinesa enfrenta a guerra comercial com os Estados Unidos, que elevaram a 20% as tarifas adicionais sobre os produtos importados do país asiático.
As tarifas afetarão o comércio de centenas de bilhões de dólares entre as duas principais potências mundiais e provavelmente terão consequências para as exportações chinesas, um dos seus motores de crescimento.
No documento apresentado por Li Qiang, as autoridades destacam que "o unilateralismo e o protecionismo estão em alta no mundo" e reconhecem que "as bases de uma recuperação e crescimento econômicos sustentáveis na China não são suficientemente fortes".
Diante da conjuntura, o primeiro-ministro propôs transformar a demanda interna no "principal motor" do crescimento econômico.
"Devemos avançar mais rapidamente para abordar a demanda interna inadequada, em particular o consumo insuficiente, e fazer com que a demanda interna seja o principal motor e âncora do crescimento econômico", segundo o texto.
A China retaliou imediatamente as medidas comerciais de Donald Trump com tarifas de 10% e 15% às importações de alimentos americanos como a soja, carne de porco, trigo e milho, que entrarão em vigor no dia 10 de março.
Também advertiu que se Washington "persistir em elevar uma guerra tarifária, uma guerra comercial, ou qualquer outro tipo de guerra, a parte chinesa combaterá até o final".
O economista Lynn Song, do ING, considerou a represália de Pequim "uma resposta relativamente moderada" frente às tarifas de Trump, que afetam todos os produtos importados da China.
- Aumento do gasto militar -
Durante a abertura da sessão parlamentar, a China anunciou que seu orçamento de Defesa aumentará 7,2% em 2025, alcançando 1,78 trilhão de yuans (245,7 bilhões de dólares, 1,44 trilhão de reais).
O país aumentou os gastos militares nas últimas décadas para modernizar suas Forças Armadas e é a segunda nação do planeta que mais gasta em Defesa, muito distante dos Estados Unidos.
Analistas preveem que a rivalidade geopolítica entre Pequim e Washington ficará mais intensa nos próximos meses.
O status de Taiwan, uma ilha com governo e exército próprios que a China reivindica como parte de seu território, é um dos principais focos de tensão entre as duas grandes potências.
Trump propôs uma redução nos orçamentos de Defesa dos Estados Unidos, Rússia e China, mas Pequim desconfia de suas intenções.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse no mês passado que qualquer redução nos gastos militares deveria começar pelo orçamento dos Estados Unidos.
P.Tamimi--SF-PST