-
Morre aos 80 anos Dolly Parton, lenda da música country americana
-
Manchester United anuncia contratação do volante camaronês Carlos Baleba
-
Sabalenka e Djokovic perdem na estreia das duplas mistas no US Open
-
Governo da Colômbia prepara reforma para classificar grupos armados como 'terroristas'
-
Xavi promete devolver futebol ofensivo à seleção holandesa
-
Trump quer renomear Lago Ontário como 'Lago América'
-
Influência de Trump volta a ser posta à prova nas primárias republicanas
-
Longas filas nos postos de gasolina do Irã após anúncio de novas sanções dos EUA
-
Canadá anuncia tarifas de 15% a 50% sobre produtos dos EUA
-
Justiça dos EUA se recusa a anular condenação de cúmplice de Epstein
-
Mourinho diz que elenco do Real Madrid está fechado e descarta saída de Endrick
-
Noruega planeja regulamentar uso de óculos inteligentes para preservar a privacidade
-
ONU e Cruz Vermelha pedem regulamentação urgente das armas autônomas
-
ANPD multa TikTok por falhas na proteção de dados
-
Colonos israelenses na Cisjordânia atacam jornalistas da AFP
-
Gamescom 2026 começa nesta terça na Alemanha sem 'GTA VI'
-
Primeiro-ministro do Nepal poderá continuar usando seus óculos escuros no Parlamento
-
'Geladeira para humanos' alivia trabalhadores japoneses durante onda de calor
-
Luto sem fim pelas crianças mortas em uma escola no primeiro dia da guerra no Irã
-
Um milhão de crianças podem morrer de desnutrição no Afeganistão, alerta Unicef
-
Iniciativas de Trump dobrarão emissões de carbono do setor elétrico até 2035, aponta análise
-
Tottenham oficializa contratação de Savinho
-
Síria celebra retirada da lista de países que promovem o terrorismo
-
Canadá anunciará resposta às novas tarifas de Trump
-
Venezuela reporta mais de 6,5 mil mortos após terremotos
-
Aliados europeus reafirmam apoio à Ucrânia apesar de ameaças russas
-
Federer retorna ao US Open para jogo exibição e despedida
-
Com gol de João Pedro, Chelsea estreia no Inglês com vitória sobre Fulham
-
Sérvia pede libertação de criminoso de guerra Mladic por motivo de saúde
-
Com hat-trick de Malen, Roma goleia Fiorentina em sua estreia no Italiano
-
João Fonseca desiste do US Open devido a lesão no abdômen
-
Chefe do Exército do Paquistão se reúne com presidente do Irã
-
Facebook e TikTok amplificaram conteúdo de grupos armados para recrutar menores na Colômbia
-
Lazio de Gattuso estreia no Italiano com vitória sobre o Bologna
-
"Até onde o corpo aguentar": dois meses dos terremotos na Venezuela
-
Palmeiras renova com Gustavo Gómez até 2030
-
Palmeiras chega a acordo para venda de Allan ao Manchester City
-
Fabinho assina com Trabzonspor e reencontra Salah na Turquia
-
EUA promete asfixiar economicamente o Irã
-
Arábia Saudita investirá US$ 7 bilhões em parques temáticos perto de Paris
-
Ucrânia concederá acesso ao Reino Unido a dados de IA sobre campo de batalha
-
Netanyahu afirma que Irã tentou matar um de seus filhos
-
Trump anuncia que aumentará para 50% as tarifas sobre carros e aço do Canadá
-
Presidente da Colômbia ordena deportações de imigrantes em situação irregular
-
Julián Álvarez vive encruzilhada no Atlético de Madrid
-
Guterres propõe ONU como 'facilitadora' do transporte de fertilizantes em Ormuz
-
Sheinbaum descarta volta ao cargo de governador acusado de tráfico pelos EUA
-
Aliados europeus reafirmam apoio à Ucrânia apesar das ameaças russas
-
Presidente colombiano anuncia início da reconstrução após terremoto
-
Príncipe Harry deixa ONG africana envolvida em escândalo
Diante da ofensiva ucraniana, milhares de russos deixam Kursk 'sem saber para onde ir'
"Não sabemos realmente para onde ir", explicam Galina Tolmacheva e o seu marido Andrei que, assim como milhares de russos, foram deslocados às pressas devido à ofensiva ucraniana no oblast de Kursk, no oeste da Rússia, e aguardam as notícias que recebem por telefone.
O casal explicou à AFP que esperou "até o último momento" para sair de casa com os três filhos.
"Não sobrou ninguém" na localidade de Aleksandrovka, a cerca de dez quilômetros da fronteira, no oblast (província) de Kursk, diz Galina, 50 anos.
Em 6 de agosto, o Exército ucraniano lançou uma grande ofensiva em território russo.
De acordo com Kiev, a incursão pretendia fazer com que a Rússia redistribuísse suas tropas que lutavam no leste da Ucrânia, criasse uma "zona-tampão" para proteger os civis perto da fronteira e empurrasse Moscou para negociações "justas".
A Ucrânia afirma controlar 100 localidades desde o início da ofensiva, forçando a retirada de mais de 130 mil civis russos.
Quando "os projéteis caíram na varanda e no pomar", Galina e Andrei se resignaram a "deixar tudo". O Exército russo os retirou à força.
"Libertamos todos os animais. Abandonamos o trator, o carro e a nossa horta", explica Galina.
- Ninguém foi informado -
Em 19 de agosto, encontrou refúgio com sua família em um grande abrigo temporário na região, a salvo dos combates, ao qual a AFP conseguiu visitar.
Atualmente há "400 pessoas" lá, incluindo 50 crianças, disse Nikita Miroshnichenko, chefe do centro onde também trabalham psicólogos.
Todos os dias há atividades, principalmente para que os mais pequenos possam levantar o ânimo, afirma. Algumas pessoas leem ou comem, enquanto outras ligam a máquina de lavar ou se maquiam. Mas os rostos estão cansados, preocupados, com cicatrizes.
Embora se diga "satisfeito" com o acolhimento, Andrei, de 45 anos, lamenta a falta de comunicação inicial das autoridades locais sobre o avanço das tropas ucranianas em território russo.
"Ninguém foi informado", insiste este agricultor, garantindo que os moradores da área tomaram conhecimento da situação "pela Internet, por amigos ou conhecidos".
O casal faz uma pausa no relato, visivelmente emocionado. Tudo mudou em poucos dias.
Andrei e a esposa contam que, na falta de ajuda das autoridades, decidiram levar eles próprios "água, pão e conservas" aos últimos moradores. Também aos soldados estacionados na linha da frente que tentam conter o ataque ucraniano.
Em uma cidade vizinha de Aleksandrovka "não havia mais eletricidade nem água", observou ele.
Embora Kiev assegure que não quer ocupar os territórios que seu Exército controla na Rússia, Galina manifesta em voz alta sua preocupação: "Não sabemos o que aconteceu com a nossa casa. Se estiver intacta, esperamos voltar", diz.
D.Qudsi--SF-PST