-
Arábia Saudita investirá US$ 7 bilhões em parques temáticos perto de Paris
-
Ucrânia concederá acesso ao Reino Unido a dados de IA sobre campo de batalha
-
Netanyahu afirma que Irã tentou matar um de seus filhos
-
Trump anuncia que aumentará para 50% as tarifas sobre carros e aço do Canadá
-
Presidente da Colômbia ordena deportações de imigrantes em situação irregular
-
Julián Álvarez vive encruzilhada no Atlético de Madrid
-
Guterres propõe ONU como 'facilitadora' do transporte de fertilizantes em Ormuz
-
Sheinbaum descarta volta ao cargo de governador acusado de tráfico pelos EUA
-
Aliados europeus reafirmam apoio à Ucrânia apesar das ameaças russas
-
Presidente colombiano anuncia início da reconstrução após terremoto
-
Príncipe Harry deixa ONG africana envolvida em escândalo
-
Tenista tcheca Marketa Vondrousova recorre na CAS contra suspensão por recusar teste antidoping
-
Escaladores do Empire State se beijam em frente a tribunal
-
Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes em situação irregular
-
Liverpool precisa melhorar após temporada 'inaceitável', diz Van Dijk
-
França busca assinar acordo sobre parque temático de 'Dragon Ball' durante visita de príncipe saudita
-
Samuel Eto'o declara apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino
-
Justiça da Noruega analisa licenças petroleiras questionadas por ambientalistas
-
Trump anuncia que vai aumentar em 50% tarifas sobre carros e aço do Canadá em 2027
-
Trump afirma que Irã está em colapso após ameaça do 'Dia D econômico'
-
Noosha Aubel: Hur mycket administrativt misslyckande tål Potsdam till?
-
Noosha Aubel: Πόση διοικητική αποτυχία μπορεί να αντέξει ακόμα το Πότσδαμ?
-
Ataques contra Cruz Vermelha na RD Congo 'dificultam' luta contra o ebola
-
Reino Unido reafirma apoio à Ucrânia antes de reunião dos aliados em Kiev
-
Primeiro-ministro da Austrália quer proibir centros de dados perto de escolas
-
Noosha Aubel: Kolik administrativních selhání ještě Potsdam snese?
-
Noosha Aubel: Ile jeszcze nieudolności administracyjnej wytrzyma Poczdam?
-
Нуша Аубель: Сколько ещё Потсдам сможет выдержать административных провалов?
-
Нуша Аубель: Скільки ще Потсдам витримає адміністративних провалів?
-
نوشا أوبيل: إلى أي مدى ستتحمل بوتسدام المزيد من الفشل الإداري؟
-
努莎·奧貝爾:波茨坦還能承受多少行政失職?
-
누샤 아우벨: 포츠담은 행정 실패를 얼마나 더 견뎌낼 수 있을까?
-
ヌーシャ・オーベル:ポツダムは、あとどれだけの行政の失態に耐えられるのか?
-
नूशा ऑबेल: पॉट्सडैम और कितनी प्रशासनिक विफलता सहन कर सकता है?
-
Noosha Aubel: Quanta mais ineficiência administrativa é que Potsdam ainda consegue suportar?
-
Gavi sofre 'contusão' na estreia do Campeonato Espanhol
-
Harry, o retorno do filho pródigo ao Reino Unido
-
Tesla faz recall de milhões de carros na China por motivos de segurança
-
Irã desafia ameaça americana de 'Dia D econômico'
-
Ucrânia recebe aliados europeus em momento de intensificação dos ataques russos
-
Gigante do comércio digital Shein quer arrecadar US$ 1,7 bilhão com entrada na Bolsa
-
Nova Zelândia apresenta projeto para proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais
-
Facebook e TikTok amplificaram conteúdo de grupos armados para recrutar menores na Colômbia, denuncia HRW
-
UE libera mais US$ 7,1 bilhões em ajuda militar para a Ucrânia
-
Anistia Internacional denuncia uso excessivo da força policial em protestos na Índia
-
Coco Gauff vence Jessica Pegula e conquista WTA 1000 de Cincinnati pela 2ª vez
-
Primeiro-ministro britânico viajará na segunda-feira para Kiev
-
Aleksander Ceferin, chefe da Uefa, diz que não será candidato à presidência da Fifa
-
Síria confirma diálogos com Israel para reduzir tensões após ataques
-
Raphina marca dois e Barça estreia no Espanhol com goleada sobre Elche (5-0)
"Até onde o corpo aguentar": dois meses dos terremotos na Venezuela
Dois meses se passaram desde que um duplo terremoto atingiu a Venezuela e o trabalho de Domingo Pacheco, um socorrista voluntário que chegou à zona de desastre desde o primeiro dia, está longe de acabar.
Em 24 de junho, dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 com 39 segundos de diferença causaram uma das catástrofes mais devastadoras da história recente da Venezuela, deixando cerca de 6.500 mortos e um número indeterminado de desaparecidos.
O trabalho voluntário deixa marcas emocionais, embora Pacheco evite pensar nelas. Em uma noite, ao terminar uma de suas exaustivas jornadas, sentiu falta de ar e viu seu corpo se apagar por alguns segundos, depois de semanas escavando entre escombros e túneis para encontrar as vítimas.
Enquanto dormia, teve a sensação de que uma estrutura pressionava seu peito. "Fui ficando sem ar até perder a consciência, tudo ficou embaçado e pensei no meu filho pequeno, então reagi: 'O que está acontecendo?'", contou à AFP.
Pacheco chegou à zona zero na primeira noite dos sismos. Ele buscava uma menina em meio a um amontoado de ferro retorcido e escombros do conjunto habitacional Hugo Chávez, um conjunto de moradias populares no balneário de La Guaira, a 40 quilômetros de Caracas, que sofreu os danos mais graves dos terremotos.
Ele lembra de uma família presa no último andar. Pediam que não os abandonassem. "Tinham pessoas que gritavam muito, para que os ajudássemos", recorda sobre aquelas primeiras horas confusas.
"Vim para onde tinha que ajudar", reflete o socorrista de 53 anos, cujo grupo resgatou 21 pessoas com vida e 56 corpos.
Desde aquela noite, ele confessa que não houve um único dia em que tenha conseguido pensar em outra coisa que não fosse ajudar os afetados.
Segundo Pacheco, essa experiência o "marca muito", sobretudo devido àqueles que não se conformam em deixar para trás os corpos de seus familiares sob montanhas de escombros quase intransponíveis.
"Meu grupo vai continuar ajudando. A equipe não vai parar até que todos estejamos de acordo", afirma o socorrista sobre esta organização voluntária criada há 39 anos, que se mantém com a ajuda de membros honorários e algumas doações.
Não há números oficiais de desaparecidos, mas, à medida que as semanas passam, continuam sendo encontrados corpos. Por isso, Pacheco está convencido de que nem ele nem seus companheiros podem abandonar as famílias que pedem seu apoio.
- Gratidão -
Frank Viloria conheceu Pacheco e seus colegas do Grupo de Resgate Unido da Venezuela (GRUV) quando buscavam desaparecidos no edifício Orca, em Playa Grande, uma área com vista para o mar onde condomínios inteiros foram reduzidos a ruínas.
Sua irmã e sua sobrinha morreram no local depois que os oito andares da estrutura desabaram.
"Quando eu o vejo, fico feliz", diz ao apertar a mão de Pacheco, que o chama de "filho".
"Sou muito agradecido a eles. Sinto muito respeito e muita admiração, posso dar fé porque vi como trabalham", ressalta o técnico de 38 anos, que se despede de Pacheco com um abraço.
La Guaira costumava ser um popular destino de fim de semana, mas nestes dois meses se transformou em um lugar marcado pela dor.
Prédios com vista para o mar do Caribe foram reduzidos a pilhas de escombros. Muitos dos sobreviventes vivem agora em barracas, expostos a altas temperaturas e chuvas.
"Às vezes é muito triste, minha mente está aqui (em La Guaira), não está lá (em Caracas), nunca está em casa", descreve. "Vamos continuar até onde o corpo aguentar", assegura.
G.AbuGhazaleh--SF-PST