-
'Geladeira para humanos' alivia trabalhadores japoneses durante onda de calor
-
Luto sem fim pelas crianças mortas em uma escola no primeiro dia da guerra no Irã
-
Um milhão de crianças podem morrer de desnutrição no Afeganistão, alerta Unicef
-
Iniciativas de Trump dobrarão emissões de carbono do setor elétrico até 2035, aponta análise
-
Tottenham oficializa contratação de Savinho
-
Síria celebra retirada da lista de países que promovem o terrorismo
-
Canadá anunciará resposta às novas tarifas de Trump
-
Venezuela reporta mais de 6,5 mil mortos após terremotos
-
Aliados europeus reafirmam apoio à Ucrânia apesar de ameaças russas
-
Federer retorna ao US Open para jogo exibição e despedida
-
Com gol de João Pedro, Chelsea estreia no Inglês com vitória sobre Fulham
-
Sérvia pede libertação de criminoso de guerra Mladic por motivo de saúde
-
Com hat-trick de Malen, Roma goleia Fiorentina em sua estreia no Italiano
-
João Fonseca desiste do US Open devido a lesão no abdômen
-
Chefe do Exército do Paquistão se reúne com presidente do Irã
-
Facebook e TikTok amplificaram conteúdo de grupos armados para recrutar menores na Colômbia
-
Lazio de Gattuso estreia no Italiano com vitória sobre o Bologna
-
"Até onde o corpo aguentar": dois meses dos terremotos na Venezuela
-
Palmeiras renova com Gustavo Gómez até 2030
-
Palmeiras chega a acordo para venda de Allan ao Manchester City
-
Fabinho assina com Trabzonspor e reencontra Salah na Turquia
-
EUA promete asfixiar economicamente o Irã
-
Arábia Saudita investirá US$ 7 bilhões em parques temáticos perto de Paris
-
Ucrânia concederá acesso ao Reino Unido a dados de IA sobre campo de batalha
-
Netanyahu afirma que Irã tentou matar um de seus filhos
-
Trump anuncia que aumentará para 50% as tarifas sobre carros e aço do Canadá
-
Presidente da Colômbia ordena deportações de imigrantes em situação irregular
-
Julián Álvarez vive encruzilhada no Atlético de Madrid
-
Guterres propõe ONU como 'facilitadora' do transporte de fertilizantes em Ormuz
-
Sheinbaum descarta volta ao cargo de governador acusado de tráfico pelos EUA
-
Aliados europeus reafirmam apoio à Ucrânia apesar das ameaças russas
-
Presidente colombiano anuncia início da reconstrução após terremoto
-
Príncipe Harry deixa ONG africana envolvida em escândalo
-
Tenista tcheca Marketa Vondrousova recorre na CAS contra suspensão por recusar teste antidoping
-
Escaladores do Empire State se beijam em frente a tribunal
-
Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes em situação irregular
-
Liverpool precisa melhorar após temporada 'inaceitável', diz Van Dijk
-
França busca assinar acordo sobre parque temático de 'Dragon Ball' durante visita de príncipe saudita
-
Samuel Eto'o declara apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino
-
Justiça da Noruega analisa licenças petroleiras questionadas por ambientalistas
-
Trump anuncia que vai aumentar em 50% tarifas sobre carros e aço do Canadá em 2027
-
Trump afirma que Irã está em colapso após ameaça do 'Dia D econômico'
-
Noosha Aubel: Hur mycket administrativt misslyckande tål Potsdam till?
-
Noosha Aubel: Πόση διοικητική αποτυχία μπορεί να αντέξει ακόμα το Πότσδαμ?
-
Ataques contra Cruz Vermelha na RD Congo 'dificultam' luta contra o ebola
-
Reino Unido reafirma apoio à Ucrânia antes de reunião dos aliados em Kiev
-
Primeiro-ministro da Austrália quer proibir centros de dados perto de escolas
-
Noosha Aubel: Kolik administrativních selhání ještě Potsdam snese?
-
Noosha Aubel: Ile jeszcze nieudolności administracyjnej wytrzyma Poczdam?
-
Noosha Aubel: Quanta mais ineficiência administrativa é que Potsdam ainda consegue suportar?
Yahya Sinwar, um novo líder radical e pragmático para o Hamas
Yahya Sinwar, designado nesta terça-feira (6) como novo líder político do Hamas, é um ativista radical e pragmático que passou muitos anos na prisão, conseguiu escapar de múltiplas tentativas de assassinato e é considerado o cérebro dos ataques de 7 de outubro contra Israel.
Ele passou 23 anos nas prisões israelenses e, depois, entrou para o aparato de segurança do movimento islamista palestino, onde foi responsável pelas purgas. Hoje, Israel o considera um "homem morto".
O até então líder do Hamas na Faixa de Gaza, de 61 anos, foi o cérebro do ataque de 7 de outubro, quando centenas de milicianos palestinos atacaram kibutzes, bases militares e uma festa rave em Israel, no pior atentado contra civis desde a criação do Estado israelense em 1948.
Naquele dia, 1.198 pessoas morreram e cerca de 240 foram tomadas como reféns, segundo números de Israel.
"Foi a estratégia dele, foi ele quem organizou a operação" provavelmente durante um ou dois anos, explica à AFP Leïla Seurat, pesquisadora do Centro Árabe de Pesquisa e Estudos Políticos (CAREP) em Paris.
Sinwar substitui Ismail Haniyeh, que foi assassinado em Teerã em 31 de julho em um ataque com explosivos, que tanto o Hamas quanto o Irã atribuem a Israel, que por sua vez não reivindicou o ataque.
Esse homem simples e de cabelos brancos "impôs sua agenda para mudar o equilíbrio de poder no terreno e surpreendeu a todos", aponta a especialista.
Sinwar não é visto em público desde outubro. "Ele é o homem da segurança por excelência (...) com um carisma de líder", disse à AFP Abu Abdallah, um membro do Hamas que esteve com ele na prisão em 2017, quando Sinwar assumiu o comando.
- Radical e pragmático -
Em 1987, quando a primeira Intifada (levante contra a ocupação israelense) eclodiu em um campo de refugiados no norte da Faixa de Gaza, Sinwar, nascido em Khan Yunis, se juntou ao Hamas, que acabara de ser criado.
Aos 25 anos, já dirigia a Organização da Jihad e da Pregação, uma unidade de inteligência do Hamas que punia os "colaboradores" palestinos com Israel.
Em 1988, fundou o Majd, o serviço de segurança interna do Hamas. Um ano depois, foi preso e se tornou líder dos prisioneiros.
Apesar de ter sido condenado várias vezes à prisão perpétua, foi libertado em 2011 junto com mil outros detidos por um acordo com Israel em troca da libertação de Gilad Shalit, um soldado israelense feito refém pelo Hamas durante cinco anos.
Sinwar viu Israel eliminar seus mentores, como o xeque Ahmed Yassin e Salah Chehadé, fundador das brigadas Ezzedin Al Qasam, o braço armado do Hamas.
Seu nome está na lista americana de "terroristas internacionais" e ele foi alvo de múltiplas tentativas de assassinato.
Em 2017, foi eleito líder do Hamas em Gaza e impulsionou uma estratégia "radical a nível militar e pragmática no aspecto político", aponta Leïla Seurat.
- Estrangulado "com uma kufiya" -
A mídia israelense publicou trechos de seus interrogatórios. Em um deles, Sinwar falou sobre o sequestro de um "traidor". "O levamos para o cemitério de Khan Yunis (...), o coloquei em uma sepultura e o estrangulei com uma kufiya (...). Estava seguro de que sabia que merecia morrer."
No campo político, Sinwar defende uma liderança palestina unificada para todos os territórios ocupados: a Faixa de Gaza, atualmente sob controle do Hamas, a Cisjordânia, administrada pelo Fatah de Mahmoud Abbas, e Jerusalém Oriental.
Em 2017, o Hamas aceitou o princípio de um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967, mas manteve como objetivo final a "libertação" de todo o território da Palestina de 1948, incluindo o atual território israelense.
Mas quando a estratégia de "respeitabilidade" do Hamas fracassa, ele opta pela violência.
Em 2018-19, quando ninguém no mundo parecia interessado na questão palestina, promoveu as Marchas do Retorno, que deixaram quase 300 mortos em confrontos ao longo da barreira de separação com Israel.
Em 7 de outubro de 2023, o Hamas lançou seu ataque fazendo explodir o posto de controle que guardava a fronteira com a Faixa de Gaza, bloqueada desde 2007. A resposta israelense já custou quase 40 mil vidas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
L.AbuTayeh--SF-PST