-
Mais de 31 mil pessoas pedem investigação sobre suposto assédio a ex-acadêmico de Cambridge
-
Cristiano Ronaldo indica aposentadoria: "Provavelmente meu último ano"
-
Rybakina avança em Cincinnati e pressiona Sabalenka
-
Arsenal atropela City (3-0) e conquista Supercopa da Inglaterra
-
Com poucas esperanças, Colômbia continua remoção de escombros de terremoto
-
Os escândalos que rondam as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
-
Milhares de afetados aguardam ajuda após terremoto na Indonésia
-
Lula e Flávio Bolsonaro lançam suas campanhas eleitorais em meio ao desencanto dos brasileiros
-
Colômbia busca desaparecidos e pede aos EUA suspensão de tarifas após terremoto
-
Djokovic cai em sua estreia na 2ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
PSG anuncia contratação do atacante belga Mika Godts
-
Milan de Rúben Amorim vence Manchester United em amistoso na Polônia
-
Morre mulher que ficou por mais tempo sob os escombros do terremoto na Colômbia
-
Lateral inglês Djed Spence deixa o Tottenham e assina com a Inter de Milão
-
PSG visita o Lens em busca da segunda Supercopa da semana
-
Milhares de fãs de Bonnie Tyler acompanham seu caixão no País de Gales
-
Filipe Luís quer convencer no Monaco para se consolidar como técnico na Europa
-
Onze mortos em bombardeios israelenses no sul do Líbano
-
Mais de 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Ex-professor de Cambridge envolvido em escândalo de plágio é encontrado morto
-
Atlético de Madrid anuncia contratação do zagueiro argentino Cristian Romero
-
Ferran Torres deixa o Barcelona e assina com o PSG até 2031
-
Incêndios florestais não dão trégua na Europa
-
Ao menos 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Talibãs comemoram cinco anos no poder no Afeganistão
-
Teerã responde a Trump: Estreito de Ormuz é iraniano
-
Petrobras descobre indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
-
Terremoto de magnitude 7,7 deixa ao menos dois mortos na Indonésia
-
Petrobras descobre indícios de presença de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
-
Venezuela anuncia libertação de 131 presos políticos em meio a diálogo com oposição
-
Netanyahu chama Reino Unido de 'república islâmica' e Londres protesta
-
Timberwolves vão aposentar camisa de Kevin Garnett em jogo contra o Boston Celtics
-
Inter de Milão empresta Davide Frattesi à Lazio
-
Inter de Messi mira liderança da MLS após decepção na Leagues Cup
-
Cristian Romero se despede do Tottenham e pode estar a caminho do Atlético de Madrid
-
EUA informa que retirou 19 milhões de ovos do mercado por risco letal
-
Ciro Immobile anuncia sua aposentadoria aos 36 anos
-
Temporada 2026/27 de LaLiga começa sem Real Madrid e Barcelona
-
Trump diz que vai declarar "em breve" Estreito de Ormuz como "território dos Estados Unidos"
-
Venus Williams é eliminada em Cincinnati pela colombiana Emiliana Arango
-
Palestinos da Cisjordânia denunciam estar "cercados" por colônias de israelenses
-
Trump nega que condições a bordo de porta-aviões sejam preocupantes
-
Netanyahu chama Reino Unido de 'república islâmica da Grã-Bretanha'
-
Cubanos dormem em terraços e espaços públicos devido ao calor e aos apagões
-
Peru vai subsidiar combustíveis diante de protestos contra presidente Fujimori
-
Colômbia ainda busca centenas de desaparecidos após forte terremoto
-
Jeff Bezos entra como acionista minoritário no Liverpool
-
ONU adverte que temor de sanções dos EUA freia envio de ajuda a Cuba
-
Boris Nadezhdin, o opositor que achava que poderia continuar em liberdade na Rússia
-
Bombeiros resgatam das chamas restos mortais dos primeiros reis de Aragão, na Espanha
Votação é encerrada no Equador, abalado por assassinato de candidato presidencial
O Equador encerrou, neste domingo (20), um dia eleitoral tenso para escolher presidente e congressistas, em meio a um grande desdobramento militar devido ao recente assassinato de um candidato presidencial e à violência das gangues do narcotráfico.
A autoridade eleitoral tem até 23 de setembro para fornecer os resultados definitivos de uma eleição marcada por um esquema de segurança sem precedentes para os candidatos, que votaram usando coletes à prova de balas e capacetes em meio a um estado de exceção.
O assassinato em 9 de agosto do candidato Fernando Villavicencio, que estava em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, deixa uma incógnita sobre o resultado. Tudo indica que nenhum candidato terá margem suficiente para evitar o segundo turno, marcado para 15 de outubro.
"O problema mais grave é a insegurança (...), tanta criminalidade, assassinatos, desaparecimentos, estamos assustados", disse Eva Hurtado, de 40 anos, à AFP enquanto esperava na fila para votar no norte da capital.
O Equador, outrora pacífico, tornou-se nos últimos anos um centro de operações para cartéis de drogas estrangeiros e locais, que impõem um regime de terror com assassinatos, sequestros e extorsões.
Além da violência, há uma crise institucional que deixou o país sem um Congresso há três meses, quando o impopular presidente Guillermo Lasso (direita) decidiu dissolvê-lo e convocar eleições antecipadas para evitar a destituição em um julgamento político por corrupção.
Ao encerrar as eleições, a autoridade eleitoral registrou uma participação de 82% dos 13,4 milhões de equatorianos que deveriam votar obrigatoriamente em um país de 18,3 milhões de habitantes. No exterior, foram registradas "dificuldades" para votar eletronicamente, de acordo com as autoridades.
Espera-se uma contagem extraoficial preliminar que comece por volta das 19h00 locais (21h00 de Brasília) e permita delinear o sucessor de Lasso.
O Equador votou "com três sentimentos: medo da insegurança (...), pessimismo em relação à situação econômica e desconfiança em relação à classe política", explicou Santiago Cahuasquí, cientista político da Universidade Internacional SEK, em entrevista à AFP.
- Os presidenciáveis -
O rosto do falecido Villavicencio, ex-jornalista centrista que ocupava o segundo lugar nas pesquisas antes de ser assassinado, aparece nas cédulas junto com outros sete candidatos, pois já estavam impressas quando ele foi baleado por um assassino de aluguel colombiano.
Ele foi substituído na chapa pelo jornalista Christian Zurita, seu melhor amigo que também foi ameaçado e parceiro em investigações que expuseram grandes escândalos de corrupção. Uma delas levou à condenação do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017) a oito anos de prisão.
Ameaçado de morte na véspera, Zurita, 53 anos, votou usando um colete à prova de balas e capacete em Quito, rodeado por um impressionante dispositivo de segurança.
"São momentos difíceis e tenebrosos para o país", declarou após votar.
Na oposição, a presidência é disputada por Luisa González, 45 anos, herdeira política de Correa. Embora o Equador proíba a publicação de pesquisas, González é apontada como a favorita.
A morte de Villavicencio, no entanto, pode mexer com o resultado da eleição, já que "exacerbou o sentimento anticorreísta", analisou Cahuasquí.
Antes do assassinato, uma pesquisa mostrava Villavicencio atrás de González e seguido pelo ex-francoatirador e ex-paraquedista Jan Topic (direita), o líder indígena Yaku Pérez (esquerda) e o ex-vice-presidente Otto Sonnenholzner (direita).
Após o assassinato, uma nova pesquisa mostrou González ainda na liderança com Topic em segundo.
- Meio-ambiente -
O Equador encerrou uma curta campanha eleitoral manchada pela violência política, na qual também foram assassinados um prefeito, um candidato a deputado e um líder local do correísmo.
No meio da violência, emergiu a figura de Topic, de 40 anos e apoiado por um setor que pede mão firme contra as gangues criminosas.
Chamado de "Bukele equatoriano", este ex-membro da Legião Estrangeira Francesa planeja abrir mais prisões no estilo do presidente salvadorenho.
"Primeiramente o principal: segurança!", ele clamou ao votar.
Gangues ligadas a cartéis mexicanos e colombianos disputam o negócio de drogas e usam as prisões como centros de operações, onde ocorreram massacres sangrentos que deixaram 430 detentos mortos desde 2021.
No ano passado, o Equador atingiu um recorde de 26 homicídios por cada 100.000 habitantes, quase o dobro de 2021.
A pobreza afeta 27% da população em uma economia dolarizada, e um quarto dos equatorianos trabalham de forma informal ou estão desempregados.
Um referendo histórico para interromper a exploração de petróleo em uma parte do parque nacional amazônico Yasuní também foi votado neste domingo, em um momento em que o mundo busca reduzir os combustíveis fósseis e combater o aquecimento global.
S.Barghouti--SF-PST