Sawt Falasteen - Houthis do Iêmen reivindicam ataque a aeroporto de Riade e negam ter perdido território

Houthis do Iêmen reivindicam ataque a aeroporto de Riade e negam ter perdido território
Houthis do Iêmen reivindicam ataque a aeroporto de Riade e negam ter perdido território / foto: Handout - Ansarullah Media Centre/AFP

Houthis do Iêmen reivindicam ataque a aeroporto de Riade e negam ter perdido território

Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter atacado o aeroporto internacional de Riade, uma refinaria da Aramco e vários alvos no sul da Arábia Saudita, e negaram ter perdido terreno para as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional.

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Após declarar uma ofensiva em larga escala, as forças governamentais afirmaram na segunda-feira ter expulsado os houthis da área de Bab el-Mandeb, uma rota de navegação crucial no Mar Vermelho, além da cidade portuária de Moca, que havia sido tomada no mês passado.

Não foi possível verificar as declarações de nenhuma das partes. A situação em campo evolui muito rapidamente e o acesso para jornalistas é complicado.

O porta-voz militar houthi Yahya Saree afirmou no Telegram que o grupo continuava controlando todo o território tomado recentemente, incluindo zonas estratégicas ao longo da costa do Mar Vermelho. Os combatentes "mantêm controle total sobre todos os seus avanços em campo", disse.

Ele assegurou que os houthis haviam realizado dezenas de ataques nas últimas horas contra as forças governamentais nas regiões de Al-Jawf e Marib, além de atacar a província de Taiz, no Iêmen.

Na noite de segunda-feira, os houthis disseram que haviam atacado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, e uma refinaria pertencente à Aramco, gigante petrolífera estatal saudita.

Nesta terça-feira, a autoridade de aviação civil saudita informou que pelo menos três pessoas ficaram feridas em ataques contra os aeroportos de Jazan e Najran, próximos à fronteira com o Iêmen, ocorridos na véspera.

A Arábia Saudita, principal apoiadora do governo do Iêmen desde 2015, tem fornecido apoio aéreo a uma contraofensiva lançada pelas forças governamentais para tentar recuperar a totalidade do território.

- Várias "vitórias" -

As forças governamentais do Iêmen afirmaram, na noite de segunda-feira, que alcançaram "vitórias em várias frentes", mas fontes militares evitaram confirmar a tomada de Moca e limitaram-se a dizer que haviam cortado a única rota de abastecimento para a região.

Segundo elas, expulsaram os houthis de várias áreas em Taiz, no sudoeste, onde os combates se intensificaram nos últimos dias.

A guerra civil no Iêmen voltou a se agravar em julho, após anos de relativa calma. Abriu assim uma nova frente na guerra no Oriente Médio desencadeada por ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro passado.

No mês passado, os houthis assumiram o controle de toda a costa oeste do Iêmen ao longo do Mar Vermelho, nos combates mais mortais que o país viveu em anos.

Desde então, eles atacam regularmente instalações petrolíferas e militares na Arábia Saudita e declararam um bloqueio marítimo a seus navios.

Paquistão e Turquia comprometeram-se a enviar tropas para a Arábia Saudita em virtude de um pacto de defesa mútua, após semanas de ataques dos houthis.

O conflito no Iêmen provocou uma crise humanitária. Desde que os combates recomeçaram, mais de 184.000 pessoas foram deslocadas de seus lares, segundo as Nações Unidas.

Um porta‑voz do secretário‑geral da ONU, António Guterres, disse estar "profundamente preocupado com a forte escalada dos combates" e condenou "os contínuos ataques transfronteiriços dos houthis" contra a Arábia Saudita.

M.AlAhmad--SF-PST