Sawt Falasteen - BM reduz projeção de crescimento da América Latina por incerteza energética

BM reduz projeção de crescimento da América Latina por incerteza energética
BM reduz projeção de crescimento da América Latina por incerteza energética / foto: Luis ROBAYO - AFP

BM reduz projeção de crescimento da América Latina por incerteza energética

O Banco Mundial (BM) revisou para baixo, nesta quinta-feira (11), sua previsão de crescimento para a América Latina e o Caribe para 2,2% em 2026, devido ao enfraquecimento da economia mundial, em meio à incerteza energética.

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As previsões de janeiro eram de um crescimento de 2,3%. A economia mundial em geral também vai desacelerar, com um crescimento estimado em 2,5%.

Esse 2,2% é um "reflexo de uma demanda interna ainda frágil e um dinamismo menor da economia mundial", explicou o informe.

Em abril, o BM tinha situado sua previsão em 2,1%, mas a instituição agora faz uma comparação com janeiro.

A região voltará a se fortalecer de forma gradual em 2027 (2,5%) e 2028 (2,8%), "à medida que a política monetária se flexibilizar e as condições globais melhorarem", disseram os especialistas da instituição.

"Espera-se que o investimento seja um motor importante da recuperação no médio prazo, acelerando durante 2027-28 à medida que a flexibilização da política monetária ganhar impulso", explicaram.

Nesse clima de certa morosidade, destaca-se a Argentina, com um crescimento de 3,6% no ciclo 2026-28, "impulsionado pelas exportações, mas limitado por políticas monetárias e fiscais restritivas no plano interno".

O Brasil vai crescer 1,9% este ano e a Colômbia, 2,3%, graças à condição dos dois de exportadores de petróleo.

O México também fica relativamente à margem da crise dos preços da energia, mas devido à incerteza em torno das negociações de seu tratado de livre comércio com Estados Unidos e Canadá, só crescerá 1,3% este ano.

"A alta dos preços do petróleo vai aumentar os custos de importação e aprofundará as pressões inflacionárias nos países importadores líquidos de energia. No entanto, economias como Chile e Peru vão se beneficiar parcialmente dos preços elevados dos metais", indicou o texto.

A América Central e o Caribe, sub-regiões que importam mais energia do que exportam, seguem expostas aos vaivéns externos. Só as remessas e a demanda interna, relativamente estável, mantêm o crescimento.

"Os desafios do mercado de trabalho persistem em toda a região, refletindo uma criação de emprego formal frágil, uma informalidade elevada e um crescimento moderado da receita, o que continua afetando a produtividade, o consumo e a redução da pobreza", concluiu o BM.

J.Saleh--SF-PST