-
Coco Gauff avança às oitavas de final do US Open pelo quinto ano consecutivo
-
Guiana vai receber imigrantes deportados dos EUA
-
Swiatek bate Bouzkova e volta às oitavas do US Open
-
Lens sofre nova derrota antes de estreia na Champions
-
Inter vence Napoli de virada e segue 100% no Italiano; Roma lidera
-
EUA ataca petroleiros iranianos e Teerã responde
-
Alison dos Santos vence prova dos 400 m com barreiras na etapa final da Diamond League
-
Putin discute guerra na Ucrânia com enviados dos EUA
-
Dezenas de milhares protestam contra descarte de resíduos perigosos na Croácia
-
Prestes a completar 41 anos, Luka Modric seguirá na seleção croata
-
Francisco Cerúndolo derruba Taylor Fritz e vai às oitavas do US Open
-
Bayern empata com Schalke e deixa liderança do Campeonato Alemão
-
Explosões em quartel militar deixam 2 mortos e 81 feridos na Bolívia
-
Inter vence Napoli de virada e segue 100% no Italiano
-
Exército dos EUA afirma ter destruído petroleiros iranianos após ataques
-
Finalista em 2025, Anisimova cai na 3ª rodada do US Open
-
Athletic Bilbao atropela Atlético de Madrid no Espanhol
-
Haaland marca de cabeça e City segue 100% no Inglês
-
Ministros e militares prestam homenagem a criminoso de guerra Ratko Mladic em Belgrado
-
Carlos Alberto Parreira recebe alta após 80 dias internado
-
Dortmund vence Hoffenheim de virada; Leipzig é derrotado pelo Werder Bremen
-
Embaixador americano diz que Israel não planeja deslocar palestinos de Gaza
-
Pierre Gasly surpreende e faz a pole do GP da Itália de F1
-
Dois novos resgates no Nepal mantêm esperança dez dias após avalanche
-
Enviados de Trump estão em Moscou para discutir proposta de paz entre Rússia e Ucrânia
-
Explosões em instalação militar deixam dois mortos e 81 feridos na Bolívia
-
Apoiadores de Morales protestam na Bolívia contra aumento do diesel
-
Liverpool vence Ipswich e conquista 1ª vitória no Inglês
-
Canal do Panamá começa a reduzir tráfego de navios devido ao El Niño
-
Real Madrid sofre primeira derrota no Espanhol em visita ao Betis
-
Monaco de Filipe Luís vence PSG de virada e segue líder 100% no Francês
-
Stuttgart goleia Colônia na abertura da 2ª rodada do Alemão
-
Alcaraz vence sem sustos e vai às oitavas do US Open
-
Sem Suárez e com 9 "brasileiros", Forlán divulga primeira lista de convocados do Uruguai
-
Crescimento do emprego, mas preços recordes do diesel: meio de mandato de Trump é um misto de avanços e retrocessos
-
Após ouro olímpico e polêmica, boxeadora taiwanesa Lin Yu-ting segue brilhando no ringue
-
Argentina vai restituir a herdeira quadro de galerista judeu roubado por nazistas
-
Luis Enrique renova com PSG até 2030; Beraldo até 2031
-
Julgamento de mãe que matou três filhos nos EUA é anulado após impasse do júri
-
Sabalenka reclama de cheiro de maconha no US Open: "É muito forte"
-
Russell desbanca Ferrari e é o mais rápido nos treinos livres em Monza
-
Milhares de agentes de IA da OpenAI assumiram controle de site alemão
-
Zelensky propõe cessar-fogo à Rússia durante visita de enviados dos EUA
-
Acordos ocultos entre magnata Walter e Magic Johnson após compra dos Dodgers são denunciados
-
ONU adota reforma do mapa-múndi que o aproxima da realidade
-
Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentam nova denúncia por agressão sexual
-
Sabalenka vence Rakhimova e vai às oitavas do US Open
-
Sem reposição para Lewandowski, Raphinha assume papel de homem-gol do Barça
-
'Não sou assassino', diz ex-presidente da Colômbia investigado por massacres
-
Argentina vai restituir herdeira de quadro de galerista judeu roubado por nazistas
Duas mulheres da Resistência Francesa se reencontram 80 anos após a Segunda Guerra Mundial
Elas apoiaram a resistência francesa contra a ocupação nazista quando eram mais jovens e, 80 anos depois de serem libertadas de um campo de concentração, relembraram os velhos tempos. "É tão engraçado ver você", diz Renée, por videoconferência, para sua amiga do outro lado do Atlântico.
Renée Guette tem 98 anos. Sua amiga, Andree Dupont, a quem ela chama de Dédée, um ano a menos.
A última vez que se viram foi em abril de 1945, durante a libertação de um centro de trabalho anexo ao campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, para onde haviam sido deportadas em junho de 1944, por atos de resistência contra os ocupantes alemães.
A primeira vez que se falaram foi em abril.
"Renée, estou tão emocionada em vê-la novamente", disse Dédée com a voz trêmula. "Estou te mandando um beijo grande, minha menina", acrescentou, mandando um beijo com a mão.
"Suas lembranças também estão voltando?", Dédée perguntou à Renée, que mora nos Estados Unidos desde a década de 1970.
"Ah, sim! E estou longe; não consigo tirar isso da cabeça. Há muitas coisas que não conseguimos expressar", respondeu.
À medida que o 80º aniversário do Dia da Vitória, na Europa, se aproxima, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial no continente, as mulheres compartilharam suas histórias comoventes de sacrifício e sofrimento.
Ambas nasceram em 1927 e foram criadas em vilas francesas separadas por cerca de 350 quilômetros.
Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial e a invasão da França pela Alemanha nazista, as adolescentes, de apenas 16 anos, juntaram-se às redes de resistência de seus povos em 1943.
Dédée se tornou uma "oficial de ligação", transmitindo mensagens - e às vezes armas - pela região de Sarthe (oeste) em sua bicicleta. Ela era bonita e loira, duas qualidades consideradas ideais para o trabalho.
Um dia, ela relembra, "eu estava carregando uma toalha com um revólver desmontado dentro e sorria enquanto passava pelos alemães".
Renée era uma funcionária dos correios que contrabandeava cupons de racionamento e mensagens para combatentes da resistência.
- Deportadas -
Em abril de 1944, Dédée foi detida junto com outros combatentes da resistência: 16 no total, incluindo seu pai e sua tia.
"Estava dobrando roupas por volta das 22 horas. Ouvi batidas nas portas e soube imediatamente o que estava acontecendo", relatou.
Renée foi detida quatro dias depois por um agente francês da Gestapo, a polícia secreta da Alemanha nazista.
"Ele disse: 'Então, uma jovem de boa família se desviou'", ela lembra. "E eu lhe respondi, para que entendesse, que ele também havia desviado. Ele me deu um tapa".
As duas adolescentes se conheceram em uma prisão em Romainville, perto de Paris, onde souberam do desembarque. "Pensamos que estávamos salvas! Mas os alemães precisavam que trabalhássemos nas fábricas de guerra", explica Renée.
Em 25 de junho de 1944, Renée Guette, prisioneira número 43.133, chegou ao campo de trabalho "kommando HASAG-Leipzig", no mesmo quarteirão de Dédée - número 41.129 -, onde quase 5.000 mulheres haviam sido deportadas para fabricar armas.
Elas relembram de como trabalhavam à noite, de como usavam jornal entre as roupas e a pele para se proteger do frio, dos cabelos infestados de piolho, das surras dadas pelos alemães, dos corpos nus amontoados daqueles que não sobreviveram.
"Realmente fizeram muitas coisas ruins conosco", diz Renée.
De sua deportação, ela guarda objetos fabricados em segredo: um broche de arame e grampos de cabelo.
- Hotel Lutetia -
Em meados de abril de 1945, os nazistas evacuaram o campo de Leipzig.
Os deportados começaram as "marchas da morte".
Renée recorda ter caminhado durante dias e noites, com os pés sangrando. Se alimentava de sementes e batatas.
Ela se lembra do Elba, onde se lavou pela primeira vez em meses, e do zumbido de uma bala perto de sua orelha esquerda, durante os confrontos entre os "Boches", um tempo depreciativo para os alemães, e os americanos.
Quando chegou ao hotal Lutetia, que havia se tornado um centro de recepção em Paris, para exilados de guerra, Dédée se reencontrou com sua mãe.
Seu pai, também deportado, sobreviveu, mas sua tia foi morta na câmara de gás.
Renée pegou o trem de volta para Beffes. "Havia soldados franceses, fiquei com medo", ela lembra.
"Sabe, Dédée, quando cheguei, não tinha certeza de estar em casa. Isso aconteceu com você também?".
"Eu sabia que estava de volta quando vi o campanário da minha cidade", respondeu sua amiga.
Renée não viaja mais para a França, mas adoraria ver Dédée novamente.
"Um beijo, Dédée, quem sabe a gente se vê lá em cima", disse antes de desligar.
C.AbuSway--SF-PST