-
Califórnia acusa Paramount de "chantagem" por supostos planos de sair do estado
-
Sem reforços, Flamengo retoma a Libertadores contra o Cruzeiro
-
Corinthians anuncia saída de Memphis Depay por razões econômicas
-
Empresa de IA Manus retoma operação independente após bloqueio chinês a acordo com Meta
-
Democratas votam em estados-chave dos EUA em meio a disputa ideológica interna
-
Argentina restringirá atendimento médico gratuito de estrangeiros não residentes
-
Por que o Oriente Médio deixa mercado petrolífero com nervos à flor da pele?
-
Pereira, a "cidade zumbi" devastada por um terremoto na Colômbia
-
Brandon Nakashima é o primeiro semifinalista do Masters 1000 de Montreal
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto na Colômbia
-
Projeto imobiliário em Berlim ameaça bunker da última residêndia de Hitler
-
A inesperada sorte do dono de um card colecionável de Cooper Flagg
-
Líbano se torna primeiro país do Oriente Médio a abolir pena de morte
-
Grupos de direitos humanos processam Trump por sanções ao TPI
-
Governo iemenita acusa rebeldes houthis de ataque letal contra navio no Mar Vermelho
-
Policia espanhola desmantela rede acusada de tráfico de meninas migrantes
-
Bayer Leverkusen anuncia contratação do argentino Facundo Medina
-
Veto do governo talibã deixa 2,4 milhões de afegãs sem acesso ao ensino médio
-
Spotify lançará selo para identificar música criada com IA
-
Árbitro somali excluído da Copa do Mundo vai apitar final da Supercopa da Uefa
-
Meta e TikTok vão reforçar verificação de fatos após crise em Ceuta
-
Iêmen reporta quatro mortes em ataque de houthis contra navio no Mar Vermelho
-
Grupos de defesa dos direitos humanos processam Trump por sanções ao TPI
-
PSG e Aston Villa abrem temporada europeia na Supercopa da Uefa
-
Ex-juiz destituído por Orbán se torna presidente da Hungria
-
Bairros negros de Memphis se revoltam contra contaminação de centros de dados de Musk
-
Corrida por óculos especiais marca preparação para eclipse solar na Europa
-
Benoît Castel, premiado como melhor confeiteiro do mundo, honra suas raízes artesanais
-
Epidemia de ebola supera 2 mil mortes na RD Congo e se aproxima do surto mais letal
-
Colômbia prossegue com buscas por sobreviventes após terremoto
-
Inflação no Brasil recua em julho e fica dentro da meta oficial
-
Preparativos de petroleira dos EUA na Groenlândia geram preocupação
-
Águas-vivas forçam paralisação de três reatores nucleares na França
-
Colômbia prossegue com buscas por sobreviventes após terremoto que matou 169 pessoas
-
Síria condena Bashar al-Assad à morte por crimes contra a humanidade
-
Epidemia de ebola na RD Congo deixa mais de 2 mil mortos
-
Indonésia fecha escolas durante incêndios florestais
-
Zelensky diz que Rússia lançou 'mísseis norte-coreanos' contra a Ucrânia
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto que matou 132 na Colômbia
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto que matou 111 na Colômbia
-
Meta impulsiona visão global da IA em meio a concorrência com China, OpenAI e Anthropic
-
Colômbia declara "situação de emergência" após forte terremoto que deixou 111 mortos
-
Jogos da Libertadores e da Sul-Americana na Colômbia são suspensos após terremoto
-
Embraer melhora previsões após receita recorde
-
Trump avança em ofensiva contra vacinas nos EUA
-
EUA elogia desregulamentação ambiental em Trinidad e Tobago após reabertura de siderúrgica
-
Sobe para 6.301 número de mortos por terremotos na Venezuela
-
Jogos dos campeonatos locais da Colômbia são adiados após terremoto
-
Parlamentares da Turquia apoiam lei histórica para reintegrar combatentes do PKK curdo
-
Burrito causa desconforto no partido de Trump
Música na floresta: batuque dos chimpanzés revela origens do ritmo humano
Assim como os humanos, os chimpanzés batucam em ritmos diferentes, e duas subespécies que vivem em extremos opostos da África têm estilos próprios característicos de percussão, revelou um estudo publicado nesta sexta-feira (9) na revista Current Biology.
A ideia de que a percussão dos símios pudesse dar pistas sobre as origens da musicalidade humana fascina os cientistas há tempos, mas compilar dados cofiáveis suficientes em meio à cacofonia da floresta tinha sido difícil até agora.
"Finalmente, conseguimos avaliar que os chimpanzés batucam ritmicamente; não o fazem ao acaso simplesmente", disse à AFP uma das autoras do estudo, Vesta Eleuteri, da Universidade de Viena.
As descobertas reforçam a teoria de que os componentes básicos da música humana já existiam antes da nossa separação evolutiva dos chimpanzés, há seis milhões de anos.
Estudos anteriores haviam demonstrado que os chimpanzés batem nas enormes raízes das árvores da floresta tropical para emitir sons de baixa frequência através da folhagem densa. Os cientistas acreditam que estes sinais rítmicos ajudam a transmitir informações a distâncias curtas e longas.
Neste novo estudo, Eleuteri e seus colegas — entre eles, Catherine Hobaiter, da Universidade de St. Andrew, no Reino Unido, e Andrea Ravignani, da Universidade La Sapienza, em Roma - compilaram mais de um século de dados coletados por observação.
Após separar o ruído ambiental, a equipe se concentrou em 371 amostras de batuques de boa qualidade, registrados em 11 comunidades de chimpanzés de seis grupos no leste e no oeste da África, tanto em hábitats na floresta tropical quanto na savana.
Sua análise demonstrou que os chimpanzés batucam com uma intenção rítmica definida, ou seja, a sincronização de seus toques não é aleatória.
- Dinâmica social -
Os pesquisadores também sugeriram diferenças entre as subespécies: os chimpanzés da África ocidental tendiam a produzir ritmos mais uniformes, enquanto os da África oriental alternavam com maior frequência entre intervalos mais curtos e mais longos.
No oeste, também batucavam com mais frequência, mantinham um ritmo mais acelerado e começavam a batucar antes em suas vocalizações, compostas por arfadas e bramidos.
Os pesquisadores ainda não sabem a causa destas diferenças, mas sugerem que poderia indicar diferenças na dinâmica social.
O pulso mais rápido e previsível dos chimpanzés do oeste poderia indicar maior coesão social, segundo os autores do estudo, que observaram que estes são frequentemente menos agressivos em relação a indivíduos externos ao grupo.
Ao contrário, os ritmos variáveis dos símios do leste estariam associados a uma quantidade maior de matizes, úteis para localizar ou alertar companheiros mais espalhados.
Agora, Hobaiter gostaria de estudar os dados com mais profundidade para compreender se há diferenças intergeracionais entre os ritmos dentro dos mesmos grupos.
"A música não é só uma diferença entre estilos musicais diversos, mas um estilo musical como o rock ou o jazz vai evoluir em si mesmo com o tempo", disse.
"Vamos ter que encontrar uma forma de distinguir entre as diferenças de grupo e as diferenças intergeracionais para abordar a questão de se se aprende socialmente ou não", explicou. "Será que alguém aparece com um novo estilo musical e a geração seguinte o adota?"
N.AbuHussein--SF-PST