-
Meta e TikTok vão reforçar verificação de fatos após crise em Ceuta
-
Iêmen reporta quatro mortes em ataque de houthis contra navio no Mar Vermelho
-
Grupos de defesa dos direitos humanos processam Trump por sanções ao TPI
-
PSG e Aston Villa abrem temporada europeia na Supercopa da Uefa
-
Ex-juiz destituído por Orbán se torna presidente da Hungria
-
Bairros negros de Memphis se revoltam contra contaminação de centros de dados de Musk
-
Corrida por óculos especiais marca preparação para eclipse solar na Europa
-
Benoît Castel, premiado como melhor confeiteiro do mundo, honra suas raízes artesanais
-
Epidemia de ebola supera 2 mil mortes na RD Congo e se aproxima do surto mais letal
-
Colômbia prossegue com buscas por sobreviventes após terremoto
-
Inflação no Brasil recua em julho e fica dentro da meta oficial
-
Preparativos de petroleira dos EUA na Groenlândia geram preocupação
-
Águas-vivas forçam paralisação de três reatores nucleares na França
-
Colômbia prossegue com buscas por sobreviventes após terremoto que matou 169 pessoas
-
Síria condena Bashar al-Assad à morte por crimes contra a humanidade
-
Epidemia de ebola na RD Congo deixa mais de 2 mil mortos
-
Indonésia fecha escolas durante incêndios florestais
-
Zelensky diz que Rússia lançou 'mísseis norte-coreanos' contra a Ucrânia
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto que matou 132 na Colômbia
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto que matou 111 na Colômbia
-
Meta impulsiona visão global da IA em meio a concorrência com China, OpenAI e Anthropic
-
Colômbia declara "situação de emergência" após forte terremoto que deixou 111 mortos
-
Jogos da Libertadores e da Sul-Americana na Colômbia são suspensos após terremoto
-
Embraer melhora previsões após receita recorde
-
Trump avança em ofensiva contra vacinas nos EUA
-
EUA elogia desregulamentação ambiental em Trinidad e Tobago após reabertura de siderúrgica
-
Sobe para 6.301 número de mortos por terremotos na Venezuela
-
Jogos dos campeonatos locais da Colômbia são adiados após terremoto
-
Parlamentares da Turquia apoiam lei histórica para reintegrar combatentes do PKK curdo
-
Burrito causa desconforto no partido de Trump
-
Forlán assume 'privilégio' de ser técnico interino do Uruguai
-
Forte terremoto na Colômbia deixa 111 mortos e 87 feridos
-
Zagueiro uruguaio Ronald Araújo, do Barcelona, é emprestado ao Liverpool
-
Autoridade islâmica da Indonésia proíbe homens de usar "roupa feminina" para celebrar independência
-
Começa julgamento pelo assassinato do rapper Tupac Shakur, 30 anos depois
-
Manual de instruções para entender a guerra de poder no futebol mundial
-
Justiça russa proíbe único partido contrário à guerra de disputar eleições parlamentares
-
Restos de mulher grávida de 9 mil anos são encontrados na Suécia
-
Mergulhadores italianos encontram restos de um navio romano com centenas de ânforas
-
Forte terremoto deixa 69 mortos e destruição na Colômbia
-
Após 3 anos de interrupção, campeonato palestino de futebol será retomado em setembro
-
Congressista americana de esquerda documenta processo de congelamento de óvulos
-
Federações de EUA e Canadá, coanfitriões da Copa do Mundo, se opõem a Infantino
-
Meta lança novo modelo de IA e Zuckerberg expõe sua visão sobre o futuro
-
Forte terremoto atinge Colômbia e deixa 18 mortos e danos no oeste do país
-
Barcelona recusa primeira proposta do PSG por Ferran Torres
-
Mbappé se reapresenta ao Real Madrid após três semanas de férias
-
Forte terremoto atinge a Colômbia e é sentido no Equador e no Panamá
-
Ilha de Ulisses espera onda de turistas após estreia de filme de Nolan
-
Começa o julgamento pelo assassinato do rapper Tupac Shakur, 30 anos depois
STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão por assassinato de Marielle Franco
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25), os irmãos Brazão a 76 anos de prisão cada por mandar assassinar a vereadora Marielle Franco em 2018, um crime que expôs os vínculos entre a política e o crime organizado no Rio de Janeiro.
O ex-deputado federal Chiquinho Brazão, de 62 anos, e seu irmão Domingos, de 60 anos e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), foram condenados por unanimidade pelos quatro ministros da Primeira Turma do STF.
Marielle Franco, ativista negra e lésbica, foi morta a tiros por um ex-policial em 14 de março de 2018. Tinha 38 anos e se deslocava de carro pelo centro do Rio. Seu motorista Anderson Gomes também morreu.
Segundo o STF, os irmãos Brazão ordenaram o crime como retaliação ao trabalho político de Marielle contra as milícias, grupos criminosos que controlam áreas inteiras de bairros populares da cidade do Rio.
Os irmãos Brazão "não tinham só contato com a milícia, eles eram a milícia", afirmou o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
A vereadora trabalhava para impedir a expansão de loteamentos clandestinos em bairros pobres, uma das maiores fontes de renda das milícias.
Segundo o STF, Marielle foi assassinada para enviar uma mensagem à classe política do Rio.
Seus familiares reagiram com choro e abraços ao anúncio da pena contra os irmãos Brazão, ao término de um julgamento iniciado na terça-feira em Brasília, constatou a AFP.
"A violência política de gênero e raça que existe nesse país precisa ser parada", disse a jornalistas na saída do tribunal Anielle Franco, irmã de Marielle e ministra da Igualdade Racial do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Com 76 anos de prisão cada um, a pena é quase idêntica àquela à qual foi condenado em 2024 Ronnie Lessa (78 anos de prisão), o ex-policial que disparou com uma submetralhadora contra Marielle.
- Política, racismo e misoginia-
Formadas no Rio há cerca de 40 anos por ex-policiais como células de autodefesa contra o tráfico de drogas, esses grupos rapidamente se tornaram gangues temíveis que praticam todos os tipos de extorsão.
Na terça-feira, a defesa alegou a inocência dos réus, mas reconheceu abertamente os vínculos entre o poder local e o crime.
"Quem no Rio faz política e nunca pediu voto para traficantes ou milicianos, que atire a primeira pedra", disse Cleber Lopes, advogado de Chiquinho Brazão.
O tribunal apontou o "racismo" e a "misoginia" dos condenados.
Marielle Franco era "uma mulher preta, pobre, que estava peitando os interesses de milicianos", apontou Moraes.
Os irmãos foram considerados culpados de duplo homicídio qualificado, organização criminosa armada e tentativa de homicídio de uma assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque.
A decisão "é histórica porque o Brasil passa a ter uma oportunidade de romper com o ciclo de impunidade. Todos aqui sabemos que a impunidade tem sido a regra", avaliou Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional no Brasil.
- "Quantas Marielles?" -
"Este processo tem me feito muito mal espiritualmente, psicologicamente e até fisicamente", afirmou a ministra Carmen Lucia, a única mulher no Supremo.
"Quantas Marielles o Brasil permitirá que sejam assassinadas?", enfatizou a ministra.
Segundo o tribunal, os irmãos Brazão "não esperavam tamanha repercussão" após o assassinato de Marielle.
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro e primeiro encarregado de conduzir a investigação, também foi condenado a 18 anos por obstrução da Justiça e por tentar proteger os irmãos Brazão.
O ex-agente da Polícia Militar e integrante da milícia Ronald Paulo de Alves foi condenado a 56 anos por vigiar a rotina de Franco e informar seu paradeiro na noite de seu assassinato. E o ex-assessor de Domingos Brazão, Robson Calixto Fonseca, recebeu uma pena de nove anos por atuar como intermediário entre os acusados e membros da milícia.
M.AbuKhalil--SF-PST