-
OMS declara emergência internacional após surto de ebola na RD Congo
-
Bardem denuncia comportamento masculino 'tóxico' de Trump, Putin e Netanyahu
-
Ucrânia ataca a Rússia com 600 drones
-
Dupla nepalesa bate recorde no Everest
-
Fifa celebra reunião 'construtiva' com a Federação Iraniana
-
Búlgara Dara vence Eurovision ao som de 'Bangaranga'
-
Polícia e Exército enfrentam manifestantes na Bolívia para desbloquear rodovias
-
Luis Suárez encerra Campeonato Português com mais um gol na vitória do Sporting
-
Javier Bardem brilha na estreia de 'El Ser Querido' em Cannes
-
Luta para evitar rebaixamento esquenta reta final do Espanhol
-
Endrick tenta coroar sua passagem pelo Lyon com classificação para Champions League
-
Veículos de mídia apontam Xabi Alonso como próximo técnico do Chelsea
-
Svitolina vence Gauff e conquista torneio de Roma pela terceira vez
-
Lewandowski deixa Barça após quatro temporadas e "sensação de missão cumprida"
-
Venda de relógios Swatch-Audemars Piguet gera caos em NY e na Europa
-
Bayern ergue 'Schale' com goleada sobre o Colônia (5-1); Stuttgart se garante na Champions
-
Manchester City vence Chelsea (1-0) e conquista Copa da Inglaterra
-
Ex-ministro britânico da Saúde quer disputar a sucessão de Starmer
-
Sinner sofre mas vence Medvedev e vai enfrentar Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
Alison dos Santos vence etapa da Diamond League em Xangai
-
Epidemia de ebola afeta RD Congo e deixa um morto em Uganda
-
Israel mata o líder do braço armado do Hamas
-
Justiça francesa investigará assassinato de Khashoggi após denúncia contra Bin Salmán
-
Colisão entre trem e ônibus em Bangcoc deixa 8 mortos
-
Putin visitará a China poucos dias após Trump
-
EUA e Nigéria anunciam morte do segundo na linha de comando do Estado Islâmico
-
Taiwan afirma que é uma nação 'independente' após advertência de Trump
-
Rapper canadense Drake publica 43 músicas de uma vez
-
Interrompida pela chuva, semifinal do Masters 1000 de Roma entre Sinner e Medvedev é adiada
-
Aston Villa vence Liverpool (4-2) e garante vaga na próxima Champions
-
Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações
-
Jogadores pré-convocados do Brasileirão têm última chance para impressionar Ancelotti
-
Adversário do Brasil na Copa, Haiti divulga lista de 26 convocados
-
Nova York busca medidas para tirar cocô de cachorro de suas ruas e parques
-
Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
-
Trump adverte Taiwan contra eventual proclamação de independência após se reunir com Xi
-
Goleiro mexicano Ochoa não dá como certa sua presença na Copa do Mundo
-
Juiz anula julgamento no caso Weinstein após júri falhar em alcançar veredicto
-
Presidente do Chile quer que órgãos públicos forneçam dados confidenciais de migrantes irregulares
-
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos
-
Cachorro 'mais velho do mundo' morre aos 30 anos
-
John Textor e seu projeto para o Botafogo caem em desgraça
-
EUA cancela envio de 4.000 soldados para a Polônia
-
Primeiro panda-gigante nascido na Indonésia será apresentado ao público
-
Cannes concede Palma de Ouro honorária a John Travolta
-
Neymar, James Rodríguez, Darwin Núñez... as estrelas em apuros antes da Copa
-
'El Deshielo', o empenho da cineasta Manuela Martelli em contar a história do Chile
-
Zelensky promete responder bombardeios russos, que deixaram 24 mortos
-
Casamento coletivo em Gaza em ruínas, uma festa para 'continuar vivendo'
-
São Paulo anuncia Dorival Júnior como novo técnico
Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton
Os recentes cortes de internet em países como o Irã mostram a tendência de alguns governos de sacar a arma do bloqueio total do acesso à rede para amordaçar a dissidência, alerta um responsável da empresa especializada Proton.
A Proton, empresa suíça conhecida por seus serviços de mensagens criptografadas e de rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês), observa há anos como governos autoritários aplicam "a censura como estratégia" na internet, explicou à AFP seu chefe de produtos, Antonio Cesarano.
Com uma VPN, os internautas podem acessar com segurança um servidor, o que reforça o anonimato na rede e frequentemente permite contornar restrições locais de acesso à internet.
A Proton criou em 2023 o Observatório VPN, uma organização sem fins lucrativos que analisa a demanda por seus serviços e, assim, detecta de forma indireta casos de repressão governamental e violações da liberdade de expressão.
"Quando detectamos uma atividade anormal em nossa infraestrutura, podemos antecipar um acontecimento iminente", afirma Cesarano, porta-voz da Proton na luta contra a censura na internet e na defesa das liberdades online.
Como exemplo, ele cita "picos consideráveis de demanda" observados em países como Irã, Uganda, Rússia e Mianmar antes de campanhas de censura que costumam acompanhar a repressão.
Há anos, o Observatório estuda a atuação de governos autoritários que, diante de distúrbios ou protestos, decidem bloquear redes sociais, restringir o acesso à internet ou declarar ilegais as VPNs.
Pouco antes do último corte de internet no Irã, em 8 de janeiro, o Observatório constatou um aumento de 1.000% no uso dos serviços de VPN da Proton, o que indicaria que a população estava ciente de que o acesso à rede poderia ser restringido de forma iminente.
O uso de VPNs também disparou na Venezuela no início do ano, com crescimento de 770% nos dias seguintes à captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, segundo o Observatório.
Em Uganda, as assinaturas de serviços de VPN aumentaram 890% nos dias que antecederam as eleições realizadas em janeiro, de acordo com a mesma fonte.
- "Uma medida extrema" -
Segundo Cesarano, começa a se consolidar uma nova tendência: cortes totais de internet, usados "três vezes em seis meses".
A mais recente foi o megacorte imposto no Irã, onde mais de 90 milhões de habitantes ficaram sem internet por quase três semanas em janeiro, o que permitiu encobrir a repressão sangrenta aos protestos, que deixou milhares de mortos, segundo ONGs de defesa dos direitos humanos.
Ele também mencionou o bloqueio de uma semana em Uganda antes das eleições e a falha geral de telecomunicações no Afeganistão em outubro.
"Um corte total de internet é muito preocupante, pois é uma medida extrema", afirmou, destacando que esse tipo de ação praticamente paralisa a economia.
Cesarano acrescentou que alguns países aproveitam cortes prolongados para desenvolver capacidades de censura.
Por sua vez, David Paterson, diretor-geral da Proton VPN, apontou que esse desenvolvimento repentino dessas capacidades pode indicar que alguns países estão "vendendo" essa tecnologia de censura "como um serviço".
"Nos últimos dois anos, constatamos o uso da tecnologia chinesa do 'grande firewall' por Mianmar, Paquistão e alguns países africanos", disse.
Em Mianmar, onde VPNs são ilegais, autoridades usam aplicativos falsos "como armadilhas" para identificar dissidentes. Em outros países, a polícia também verifica celulares para detectar o uso dessa tecnologia.
T.Ibrahim--SF-PST