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Homem que matou 9 pessoas no Suriname cometeu suicídio na prisão
O homem que matou nove pessoas, incluindo quatro de seus próprios filhos, na noite de sábado (27) em Paramaribo, cometeu suicídio na prisão, anunciou a polícia do Suriname nesta segunda-feira (29).
O homem, identificado pelas iniciais D.A., de 43 anos, "se enforcou (...) em uma cela do presídio de Keizerstraat", na capital Paramaribo, informou a polícia.
Sua morte foi confirmada por volta das 8h00, horário local (mesmo horário em Brasília).
O homem, que sofria de transtornos mentais, matou quatro de seus filhos, com idades entre 5 e 15 anos, e cinco outros moradores, de entre 7 e 80 anos, do bairro de Richelieu, na zona leste de Paramaribo, segundo o chefe de polícia Melvin Pinas.
Outras duas pessoas, a filha de 16 anos do agressor e um vizinho de 72 anos, também foram hospitalizadas com ferimentos de faca.
Segundo a imprensa local, o homem teve uma discussão por telefone com a esposa antes de esfaquear uma das vítimas, sua filha de 11 anos, 44 vezes na cozinha de sua casa.
Durante sua prisão, o homem foi baleado nas pernas e transferido do hospital para o presídio na noite de domingo, acrescentou o comunicado.
O ministro da Justiça e da Polícia, Harish Monorath, disse à rádio local ABC que o suspeito "estava sob forte vigilância policial até ser transferido" para a prisão.
"Não havia ninguém presente no momento e ele se enforcou", disse sobre a morte, acrescentando que esperava mais explicações.
- "Solidariedade e compaixão" -
Monorath também forneceu mais detalhes sobre o ataque.
"Pelo que entendemos, tudo começou em casa. Duas crianças conseguiram escapar e ligaram para a avó, que morava do outro lado da rua", disse o ministro, que visitou as famílias no domingo.
"A avó e o avô vieram socorrê-los, com consequências fatais para eles", acrescentou. O homem então foi para outra casa, onde estavam os outros vizinhos e outra criança.
"Depois de matar essas pessoas, ele foi para a casa de sua família, um pouco mais adiante na mesma rua, provavelmente para matá-los também. Lá, ele foi preso pela polícia", concluiu o ministro.
O gabinete da presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, emitiu uma declaração oficial enfatizando que "lamenta a trágica perda de vidas, incluindo a de crianças".
"Essa tragédia nos afeta como nação em um momento em que celebramos o Natal juntos e nos preparamos para o Ano Novo, um período que deveria ser marcado por solidariedade e esperança", comentou a presidente.
O governo do Suriname garantiu "assistência profissional e apoio das autoridades" às famílias das vítimas. "Também foi decidido que o governo arcará com as despesas funerárias como sinal de solidariedade e compaixão", afirmou o comunicado presidencial.
L.AbuAli--SF-PST