-
Socorristas trabalham sem trégua para encontrar sobreviventes do terremoto na Colômbia
-
Arte ou medicina? O debate que divide o Japão sobre a tatuagem cosmética
-
'Motoboys' recebem aumento salarial significativo na Austrália
-
Brasil perde cobertura de vegetação nativa e enfrenta risco de impacto maior do El Niño
-
Ex-primeiro-ministro reformista chinês Zhu Rongji morre aos 97 anos
-
Uma pessoa morta e 172 resgatadas em segunda balsa incendiada em poucos dias na Indonésia
-
Rod Stewart cancela shows na América do Norte após cirurgia cardíaca
-
Putin ameaça interceptar navios ocidentais como medida de retaliação
-
Europeus se preparam para o eclipse solar total
-
Trump confirma troca de avião misteriosa que gerou questionamentos nos EUA
-
Socorristas resgatam mulher sob os escombros mais de 30 horas após o terremoto na Colômbia
-
Rybakina vence Osaka de virada e vai às semifinais do WTA 1000 de Toronto
-
Terremoto deixou mais de 240 mortos na Colômbia; buscas continuam
-
Polícia da Bolívia intercepta ônibus com maconha destinado ao São Paulo
-
Atual campeão, Ben Shelton vence Mensik e vai às semifinais do Masters 1000 do Canadá
-
Fluminense empata em casa com Independiente Rivadavia (0-0) na ida das oitavas da Libertadores
-
Gauff avança às semifinais do WTA 1000 de Toronto após desistência de Bencic
-
Palmeiras se prepara para enfrentar retranca do Cerro Porteño nas oitavas da Libertadores
-
Parentes denunciam julgamento de veteranos de guerra acusados de conspirar contra posse de Bukele
-
Pogba sofre nova lesão que levanta dúvidas sobre seu futuro
-
Parentes denunciam julgamento de veteranos de guerra acusados de conspirar contra Bukele
-
Desemprego juvenil no mundo aumentou em 2025
-
EUA anuncia novas conversas entre Israel e Líbano para setembro
-
Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez se casam em Portugal
-
Jódar vence Fils em Montreal e vai a sua primeira semifinal de Masters 1000
-
Troca de avião misteriosa de Trump gera questionamentos nos EUA
-
Maradona apresentava "sinais de alerta" que foram ignorados, diz legista
-
Alexis Sánchez chega à MLS para liderar o CF Montreal
-
Califórnia acusa Paramount de "chantagem" por supostos planos de sair do estado
-
Sem reforços, Flamengo retoma a Libertadores contra o Cruzeiro
-
Corinthians anuncia saída de Memphis Depay por razões econômicas
-
Empresa de IA Manus retoma operação independente após bloqueio chinês a acordo com Meta
-
Democratas votam em estados-chave dos EUA em meio a disputa ideológica interna
-
Argentina restringirá atendimento médico gratuito de estrangeiros não residentes
-
Por que o Oriente Médio deixa mercado petrolífero com nervos à flor da pele?
-
Pereira, a "cidade zumbi" devastada por um terremoto na Colômbia
-
Brandon Nakashima é o primeiro semifinalista do Masters 1000 de Montreal
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto na Colômbia
-
Projeto imobiliário em Berlim ameaça bunker da última residêndia de Hitler
-
A inesperada sorte do dono de um card colecionável de Cooper Flagg
-
Líbano se torna primeiro país do Oriente Médio a abolir pena de morte
-
Grupos de direitos humanos processam Trump por sanções ao TPI
-
Governo iemenita acusa rebeldes houthis de ataque letal contra navio no Mar Vermelho
-
Policia espanhola desmantela rede acusada de tráfico de meninas migrantes
-
Bayer Leverkusen anuncia contratação do argentino Facundo Medina
-
Veto do governo talibã deixa 2,4 milhões de afegãs sem acesso ao ensino médio
-
Spotify lançará selo para identificar música criada com IA
-
Árbitro somali excluído da Copa do Mundo vai apitar final da Supercopa da Uefa
-
Meta e TikTok vão reforçar verificação de fatos após crise em Ceuta
-
Iêmen reporta quatro mortes em ataque de houthis contra navio no Mar Vermelho
Atletas afegãs exiladas encontram esperança nos gramados do Marrocos
Quando os talibãs retornaram ao poder em 2021, "eu quis morrer", conta Manoozh Noori. Quatro anos depois, a atleta afegã acaba de participar de um campeonato no Marrocos ao lado de outras exiladas para quem o futebol se tornou um motivo de resistência e esperança.
Antes de se juntar à equipe de refugiadas afegãs, a jogadora de 22 anos foi convocada pela seleção de seu país, o que representou uma vitória pessoal para a então estudante de gestão esportiva, que teve que enfrentar a oposição de seus irmãos para que pudesse jogar.
Mas desde a queda de Cabul, as mulheres estão proibidas de praticar e representar o Afeganistão em qualquer modalidade esportiva, e estão excluídas tanto das universidades quanto, em grande parte, do mercado de trabalho, um "apartheid de gênero", segundo a ONU.
Antes de fugir do país, Manoozh Noori, "desesperada", enterrou seus troféus e medalhas no quintal da casa de sua família.
"Questionei-me: devo continuar vivendo neste país? Com estas pessoas que querem proibir as mulheres de estudar, jogar futebol e fazer qualquer coisa?", lembra a jovem, atualmente morando na Austrália, assim como muitas de suas companheiras.
- "Vida" e "esperança" -
Formada progressivamente desde maio entre Austrália e Europa, sua equipe disputou as primeiras partidas internacionais no final de outubro, durante um torneio amistoso no Marrocos.
Derrotadas pelo Chade e pela Tunísia, mas com uma vitória sobre a Líbia (7-0), as jogadoras lideram um projeto que vai muito além do esporte.
"Já não há liberdade no Afeganistão, especialmente para as afegãs. Mas agora nós seremos sua voz", diz à AFP a atacante Nilab Mohammadi, de 28 anos, militar de profissão e que também jogava na seleção afegã.
"Para mim, o futebol não é apenas um esporte, representa vida e esperança", acrescenta.
No Afeganistão, "foi tirado um sonho" das jogadoras, "mas quando a Fifa nos reconheceu, foi como se uma parte do sonho se tornasse realidade", conta Mina Ahmadi.
"Esta nova aventura é um momento feliz para nós. Não vai parar tão cedo, vamos seguir em frente", afirma a jovem de 20 anos, que estuda Ciências Médicas em uma cidade australiana.
- Reconhecimento da Fifa -
Embora a Fifa ainda não tenha decidido sobre a possibilidade de que este time de refugiadas dispute outras partidas internacionais, as atletas permanecem determinadas a chegar o mais longe possível.
"Acho que são mulheres incríveis, fortes, uma fonte de inspiração. Elas tiveram que superar muitas adversidades para jogar futebol", explica à AFP Aish Ravi, especialista em igualdade de gênero no esporte.
"Este esporte é mais do que um jogo, simboliza a liberdade para elas", acrescenta a pesquisadora, que trabalhou com algumas jogadoras afegãs quando chegaram à Austrália em 2021.
"É muito difícil se acostumar a um país onde não se cresceu. Sente-se falta da família e dos amigos (...) Mas era preciso seguir em frente", conta Mina Ahmadi, que sonha em jogar por algum clube europeu e participar de uma Copa do Mundo com a equipe de refugiadas.
Para Manoozh Noori, o objetivo é claro: que "esta equipe seja reconhecida pela Fifa como a seleção nacional feminina do Afeganistão".
G.AbuHamad--SF-PST