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Trump nega que Musk receberá informações sobre planos de guerra com a China
O presidente Donald Trump rejeitou nesta sexta-feira (21) relatos de que Elon Musk seria informado sobre planos ultrassecretos dos Estados Unidos para uma possível guerra com a China, mas reconheceu que os laços de seu aliado com Pequim levantam possíveis conflitos de interesse.
O reconhecimento incomum dos interesses conflitantes de Musk nos negócios e no governo ocorreu depois que Trump contradisse reportagens que afirmavam que o proprietário da SpaceX e da Tesla receberia um informe do Pentágono sobre a estratégia em relação à China.
Essas reportagens aumentaram as preocupações sobre a influência do homem mais rico do mundo na Casa Branca.
Musk visitou o Pentágono nesta sexta-feira, mas Trump insistiu que ele estava "lá pelo Doge, não pela China", em referência ao Departamento de Eficiência Governamental, dirigido por Musk e encarregado de reduzir os gastos do Estado, incluindo os do Departamento de Defesa.
"Não quero mostrá-los a ninguém. Falam de uma possível guerra com a China", disse Trump a jornalistas no Salão Oval, ao ser questionado sobre a possibilidade de compartilhar esses planos com Musk.
"Certamente não mostraria isso a um empresário... Elon tem negócios na China e talvez seja suscetível a isso", acrescentou.
O empresário tornou-se uma figura cultuada na China e estabeleceu laços com seus líderes.
A Tesla, fabricante de automóveis de Musk, produz alguns de seus veículos elétricos em uma gigantesca fábrica em Xangai.
Trump tem promovido os carros da Tesla depois que alguns foram alvo de atos de vandalismo.
Na sexta-feira, ele sugeriu que os responsáveis por esses ataques poderiam ser deportados para El Salvador.
Segundo uma matéria publicada pelo New York Times na noite de quinta-feira, Musk deveria receber nesta sexta-feira informações sobre os planos militares dos Estados Unidos em caso de guerra com a China.
O Wall Street Journal e o Washington Post também relataram essa reunião planejada.
O Times informou posteriormente que o encontro na sala de segurança do Pentágono foi cancelado após a publicação do artigo.
"Eles são realmente inimigos do povo", disse Trump sobre o New York Times.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a "reunião informal" de Musk no Pentágono se concentraria na inovação e na eficiência, e não em "planos de guerra ultrassecretos contra a China".
"O NYT deveria se retratar imediatamente dessa narrativa falsa", escreveu Hegseth na rede X.
As tensões entre os Estados Unidos e a China aumentaram desde a posse de Trump, especialmente no campo comercial, com a imposição mútua de tarifas.
Musk juntou-se ao coro de críticas ao New York Times, chamando-o de "pura propaganda" na rede X.
Em outra postagem, ele mencionou que a reunião desta sexta-feira não seria sua primeira visita ao Departamento de Defesa. "Já estive no Pentágono muitas vezes", afirmou.
L.AbuAli--SF-PST