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Segurança da fronteira é a 'prioridade máxima', afirma futura secretária de Trump
"Devemos garantir a segurança de nossas fronteiras contra o tráfico e a imigração ilegais" porque essa é a "prioridade máxima", afirmou nesta sexta-feira (17) ao Senado Kristi Noem, escolhida por Donald Trump como secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS).
"O presidente Trump foi eleito com um mandato claro; ele precisa cumprir essa missão", disse sobre sua política migratória, três dias antes da posse do republicano.
Para "livrar" os Estados Unidos do que considera uma "invasão" de migrantes sem visto pela fronteira com o México, Trump promete realizar "a maior operação de deportação da história" do país assim que assumir o cargo na segunda-feira.
O republicano promete invocar a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, fechar a fronteira com o México, retomar a construção do muro com o país vizinho e contratar 10 mil agentes de segurança.
Trump também quer ressuscitar o programa "Fique no México", para que os migrantes aguardem o desfecho do processo migratório do outro lado da fronteira, proibir as cidades-santuário que os protegem da expulsão e retirar deles "todos os benefícios federais e de assistência social".
Além disso, quer encerrar ou limitar outras vias legais de entrada, como o status migratório que concede permissão de residência e trabalho (Status de Proteção Temporária, TPS) ou a possibilidade de solicitar uma consulta por meio de um aplicativo de celular (CBP One) ou por meio de trâmites nos países por onde passam.
Para cumprir seu programa, o republicano se cercou de aliados leais que apoiam suas ideias, conforme deixaram claro nas audiências de confirmação no cargo no Senado.
- Fique no México -
"Há mais de 13 mil assassinos que cruzaram essa fronteira soltos neste país, temos quase 16 mil estupradores e agressores sexuais soltos no país neste momento, mais de 425 mil pessoas com antecedentes criminais", afirmou a governadora de Dakota do Sul.
Noem citou números do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), segundo os quais haveria 425 mil migrantes com condenações criminais vivendo em liberdade nos Estados Unidos, incluindo mais de 13 mil condenados por homicídios.
De acordo com o DHS, os dados "remontam a décadas atrás" e alguns entraram no país "nos últimos 40 anos".
A administração do presidente Joe Biden "não está fazendo nada para reunir esses indivíduos e expulsá-los do nosso país. Nós faremos isso imediatamente, será a prioridade", garantiu Noem nesta sexta-feira.
Ela também disse estar "100%" de acordo com Trump em "restaurar a política do Fique no México" e em fechar o CBP One.
Quanto aos programas humanitários (parole) que permitem que alguns cidadãos de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela solicitem entrada nos Estados Unidos por um período de dois anos, se tiverem um patrocinador no país e passarem por uma verificação de segurança, Noem afirmou que voltará à "avaliação caso a caso".
As organizações de defesa dos direitos humanos estão preocupadas com o destino dos mais de 11 milhões de migrantes em situação irregular nos Estados Unidos.
Noem foi considerada durante muito tempo uma possível candidata à vice-presidência de Trump, mas suas chances despencaram depois de afirmar que matou a tiros sua cadela porque ela era "indomável".
M.AlAhmad--SF-PST