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Biden comuta penas de 1.500 condenados e indulta outros 39
Em fim de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou, nesta quinta-feira (12), que comutou as penas de quase 1.500 detentos e indultou outros 39 sentenciados por crimes não violentos, no que a Casa Branca classificou como o maior ato de clemência em um único dia na história do país.
"Estou indultando 39 pessoas que demonstraram uma reabilitação bem-sucedida", afirmou Biden em um comunicado, no qual acrescenta que também "comutou as sentenças de quase 1.500 pessoas que estão cumprindo longas penas de prisão".
A Casa Branca informou que as quase 1.500 pessoas cujas sentenças foram comutadas - “o maior número da história em um único dia” - estavam em prisão domiciliar há pelo menos um ano.
“Os Estados Unidos foram construídos com base na promessa de possibilidades e segundas chances”, disse Biden. “Como presidente, tenho o grande privilégio de estender a misericórdia a pessoas que demonstraram remorso e reabilitação”.
Biden disse que as 39 pessoas perdoadas “se comprometeram a tornar sua comunidade mais forte e mais segura”.
Entre os agraciados está um “veterano de guerra condecorado que dedica grande parte de seu tempo a ajudar os membros de sua igreja”, informou a Casa Branca. Também uma enfermeira “que liderou respostas de emergência durante vários desastres naturais” e um conselheiro em dependência química “que trabalha como voluntário”.
“Estamos muito satisfeitos com o fato de o presidente Biden ter possibilitado que esses indivíduos permanecessem com suas famílias e comunidades a que pertencem”, disse Cynthia W. Roseberry, da organização de direitos civis ACLU.
Dick Durbin, um influente congressista democrata, saudou o “passo importante” dado pelo presidente, mas também pediu que ele “continue a usar seu poder de perdão até o final de seu mandato para remediar erros judiciais”.
No começo do mês, Biden sofreu críticas por indultar seu filho, Hunter, que foi condenado em dois casos criminais, apesar de assegurar anteriormente de que não o faria.
Em dezembro de 2020, seu antecessor republicano e futuro sucessor, Donald Trump, também perdoou o pai de seu genro e conselheiro Jared Kushner, Charles Kushner, que foi condenado em 2004 a dois anos de prisão por crimes fiscais.
Recentemente, ele anunciou sua intenção de nomeá-lo embaixador na França.
Em 2001, em seu último dia no cargo, Bill Clinton perdoou seu meio-irmão, Roger Clinton, condenado em 1985 por posse de cocaína.
Tanto Roger Clinton quanto Charles Kushner já haviam cumprido suas penas de prisão na época do perdão presidencial.
Z.AlNajjar--SF-PST