-
UE e Ucrânia anunciam boicotes políticos aos Jogos Paralímpicos por causa da Rússia
-
Negociações sobre guerra na Ucrânia terminam sem acordo em Genebra
-
Rússia reafirma 'solidariedade' a Cuba em meio ao embargo energético dos EUA
-
Índia busca minerais críticos em suas montanhas de lixo eletrônico
-
Uefa abre investigação por 'comportamentos discriminatórios' contra Vini Jr
-
Museus, concertos, balé... moscovitas se refugiam na cultura
-
UE boicotará abertura dos Jogos Paralímpicos devido à presença da Rússia
-
Congresso do Peru define novo presidente interino
-
Quais países da América Latina ajudam Cuba?
-
França prende mais duas pessoas pela morte de ativista de extrema direita
-
Zuckerberg testemunhará sobre dependência em redes sociais nos EUA
-
Negociações sobre guerra na Ucrânia terminam em Genebra
-
Stephen Colbert diz que CBS se recusou a exibir entrevista com candidato democrata
-
Parlamento confirma Takaichi como primeira-ministra do Japão
-
Rússia e Ucrânia retomam negociações em Genebra
-
Prestianni e Benfica negam acusação de racismo contra Vini Jr.
-
"Racistas são, acima de tudo, covardes", diz Vini sobre Prestianni, do Benfica
-
Borussia Dortmund vence Atalanta (2-0) em casa na ida da repescagem da Champions
-
Com gol de Vini, Real Madrid vence Benfica (1-0) na ida da repescagem da Champions
-
México se prepara para deter ameaça de drones durante Copa do Mundo
-
PSG vence de virada na visita ao Monaco (3-2) e fica mais perto das oitavas da Champions
-
Irã otimista sobre negociações, mas EUA alerta para 'linhas vermelhas'
-
Congresso do Peru destitui presidente interino José Jerí
-
Juve perde por 5 a 2 para o Galatasaray e fica mais longe das oitavas da Champions
-
Ucrânia e Rússia encerram primeiro dia de tensas negociações na Suíça sob mediação dos EUA
-
Rússia e Ucrânia negociam na Suíça sob mediação dos EUA e com participação de países europeus
-
Alcaraz sofre contra Rinderknech mas avança em sua estreia no Aberto do Catar
-
Gauff e Rybakina avançam no WTA 1000 de Dubai
-
Pai de adolescente que cometeu ataque a tiros nos EUA enfrenta julgamento por assassinato
-
Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana
-
Irã afirma que há acordo com EUA sobre 'linhas gerais' para um pacto
-
Raphinha critica suposto duplo padrão na arbitragem espanhola
-
França libera petroleiro suspeito de integrar 'frota fantasma' russa
-
Prefeita de Los Angeles pede renúncia do chefe dos Jogos Olímpicos-2028, vinculado a Epstein
-
Começam novas negociações entre Rússia e Ucrânia com mediação de Washington
-
Petro retoma diálogo com principal cartel da Colômbia, suspenso após acordo com Trump
-
Morre Jesse Jackson, símbolo da luta pelos direitos civis nos EUA
-
Terminam negociações entre EUA e Irã na Suíça em meio a pressões e ameaças
-
Congresso peruano debate impeachment do presidente interino Jerí
-
EUA e Irã negociam na Suíça entre pressões militares e ameaças
-
Moscou e Kiev, prontos para diálogos de paz em Genebra enquanto combates continuam
-
Atleta israelense do bobsled se indigna com comentários na TV suíça
-
Jesse Jackson, símbolo dos direitos civis que buscava a 'base comum' dos EUA
-
Morre aos 84 anos Jesse Jackson, defensor dos direitos civis nos EUA
-
Ao menos 17 mortos em onda de ataques no noroeste do Paquistão
-
Morre aos 96 anos o documentarista americano Frederick Wiseman
-
Guatemala encerra estado de sítio e prepara nova operação de segurança
-
Barça perde na visita ao Girona (2-1) e Real Madrid é o novo líder do Espanhol
-
Brentford põe fim ao conto de fadas do amador Macclesfield na Copa da Inglaterra
-
Circuito sul-americano da ATP tenta sobreviver ao dinheiro saudita
Índia busca minerais críticos em suas montanhas de lixo eletrônico
Centenas de baterias descartadas ressoam sobre uma esteira até um triturador em uma fábrica no norte da Índia, que recupera minerais críticos essenciais para as ambições geopolíticas do país na inteligência artificial.
A Índia aproveita o crescente setor de resíduos eletrônicos, extraindo minerais como lítio e cobalto, usados em smartphones, aviões de combate, carros elétricos e aparelhos cotidianos. Temores globais sobre a hegemonia chinesa na produção desses insumos levaram o país a intensificar a extração em sua campanha para se tornar um centro mundial de IA.
Diante da alta demanda e da capacidade limitada de mineração, a Índia voltou-se para uma fonte frequentemente ignorada: o lixo eletrônico.
Baterias descartadas contêm lítio, cobalto e níquel; telas LED têm germânio; placas de circuito concentram platina e paládio; discos rígidos guardam terras raras. Esses resíduos são considerados uma "mina de ouro" de minerais críticos.
No ano passado, o país gerou quase 1,5 milhão de toneladas de resíduos eletrônicos, segundo dados oficiais, embora especialistas estimem que o volume possa ter sido o dobro.
Na fábrica da Exigo Recycling, no estado de Haryana (noroeste), baterias de patinetes elétricos são transformadas em pó preto. O material passa por processo químico até se converter em lítio.
"Ouro branco", diz o cientista-chefe, enquanto o pó é recolhido em bandejas.
- Fábricas informais -
Estimativas do setor indicam que essa "mineração urbana" poderia gerar até 6 bilhões de dólares (R$ 31,40 bilhões) por ano.
Embora insuficiente para suprir toda a demanda, analistas avaliam que pode amortecer choques nas importações e fortalecer cadeias de suprimento.
A maior parte dos resíduos, porém, é desmontada em oficinas informais que extraem metais de venda fácil, como cobre e alumínio, sem aproveitar minerais estratégicos.
A capacidade formal de reciclagem da Índia é limitada em comparação com China e União Europeia, que investiram em tecnologias avançadas e sistemas de rastreabilidade.
Segundo o Instituto de Economia Energética e Análise Financeira, a Índia "depende 100% da importação" de minerais como lítio, cobalto e níquel.
Para reduzir essa dependência, o primeiro-ministro, Narendra Modi, aprovou no ano passado um programa de 170 milhões de dólares (R$ 889,70 milhões) para impulsionar a reciclagem formal.
O plano ampliou a transferência de direitos eletrônicos a recicladores registrados, mas a ONU afirmou em outubro que mais de 80% dos resíduos ainda são processados informalmente.
O centro de estudos NITI Aayog advertiu que a reciclagem organizada está atrasada em relação às metas e ao crescimento acelerado do lixo eletrônico.
- Repleto de perigos -
A reciclagem informal envolve queimadas a céu aberto, banhos de ácido e desmontagem sem proteção. Trabalhadores ficam expostos a gases tóxicos e contaminam solo e água.
Grande parte dos resíduos circula por canais informais, provocando "perda de minerais críticos", afirmou Sandip Chatterjee, da Sustainable Electronics Recycling International.
"O setor informal indiano ainda é a espinha dorsal da coleta e da triagem de resíduos", declarou à AFP.
Em Seelampuri, bairro pobre de Nova Délhi e polo de reciclagem, os becos estão cheios de cabos e aparelhos quebrados.
"As novas empresas ficam apenas o suficiente para obter a certificação, mas o restante vem até nós", disse o comerciante Shabbir Khan. "O negócio cresceu, não diminuiu".
Mesmo a sucata que chega a recicladores formais costuma passar antes pelo setor informal, segundo Chatterjee.
A Ecowork, única ONG indiana autorizada a reciclar resíduos eletrônicos, oferece capacitação e ambientes seguros.
"Nossa capacitação abrange a desmontagem e o processo completo para os trabalhadores informais", afirmou o gerente de operações, Devesh Tiwari.
Os trabalhadores aprendem sobre riscos, valor dos minerais críticos "e como fazer corretamente para que o material não perca valor".
Nos arredores de Nova Délhi, Rizwan Saifi desmonta um disco rígido e retira um ímã que será enviado a um reciclador capaz de extrair disprósio, metal de terras raras usado na eletrônica moderna.
"Antes só nos importávamos com o cobre e o alumínio porque eram os que tinham maior valor no mercado de sucata", disse Saifi, de 20 anos.
"Agora conhecemos o valor desse ímã".
I.Matar--SF-PST