-
Morte de Jason Arday reacende debate sobre diversidade em universidades britânicas
-
Agência da ONU diz ter encontrado 'toneladas de material nuclear' na Síria
-
Premiê britânico admite ter sido enganado por falsa colaboradora de Trump
-
Niclas Füllkrug retorna ao Werder Bremen por empréstimo
-
Tonga indica diplomata equatoriana como candidata a secretária-geral da ONU
-
Governo francês pede 'desculpas' por vazamento de dados fiscais
-
Patrick Vieira é o novo técnico da seleção do Senegal
-
Pescadores iranianos retornam ao Estreito de Ormuz, apesar da ameaça de guerra
-
Novo livro narra a vida da princesa Diana pelo olhar do irmão
-
Trump diz que não há negociações em curso ou agendadas com o Irã
-
Rede ABC processa governo Trump por ameaça a licenças
-
Harry Kane confirma que vai iniciar negociações para renovar com o Bayern
-
Trump votou por correio, apesar de criticar esse método
-
Corinthians recua, renegocia com Memphis e chega a acordo por renovação
-
'Endividados para sobreviver', argentinos se afundam na inadimplência
-
OpenAI apresenta 'ChatGPT para adolescentes' em meio a pressões judiciais
-
Perdas com terremoto na Colômbia são estimadas em mais de US$ 9,5 bilhões
-
A aposta viking para fazer Ulisses navegar em 'A Odisseia'
-
Epidemia de ebola na RDC está 'longe de estar sob controle', alerta OMS
-
Sem luz e com ruas vazias, Havana aguarda futuro incerto
-
Número de deslocados por terremoto na Indonésia passa de 40 mil
-
Trump ameaça bombardear Omã se país assinar acordo com Irã sobre Ormuz
-
Começa julgamento da Meta por suposta dependência de adolescentes
-
Igrejas fortificadas da Transilvânia correm risco de desabamento
-
Angelique Kidjo será a primeira música africana a receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood
-
Negociador iraniano diz que Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra seus compromissos
-
Ataque russo deixa 10 mortos no nordeste da Ucrânia
-
Aliados asiáticos pedem 'cooperação' após Trump reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul
-
Trump ameaça bombardear Omã se o país assinar acordo com o Irã sobre Ormuz
-
Cepal: incerteza por tarifas dos EUA deve atingir economias latinas 'um pouco mais'
-
Trump reduz exercícios militares com Coreia do Sul e sugere contatos com o Norte
-
Milhares de pessoas prestam homenagem em Londres a acadêmico de Cambridge falecido
-
Paramount pede garantia de US$ 1,9 bilhão em ação sobre aquisição da Warner Bros
-
Jódar atropela Tabilo e vai às oitavas do Masters 1000 de Cincinnati
-
Trump e Casa Branca atacam jornalista por pergunta sobre assessora
-
OpenAI contrata novo centro de dados nos EUA com respaldo da Nvidia
-
"Passaporte para o futuro", diz Lula sobre petróleo descoberto na Foz do Amazonas
-
Bob Iger adquire quase 83% dos Lakers após comprar participação de 17,8% da família Buss
-
Trump ordena reduzir exercícios militares com Coreia do Sul e sugere contatos com o Norte
-
Wall Street cai diante de aumento do custo do endividamento
-
Rybakina vence Frech e avança às oitavas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Julgamento estadual contra Luigi Mangione é adiado após confissão perante juíza federal
-
Últimos acontecimentos da guerra entre EUA e Irã
-
Julio Enciso e Ouattara deixam Strasbourg e assinam com Ipswich
-
"Homero é dessas terras": cidade turca reivindica o nascimento da Odisseia
-
Governo Trump suspende megaprojeto fronteiriço no Texas após críticas bipartidárias
-
Rodri chega a Barcelona para realizar um 'sonho'
-
Promotoria diz que acusado de assassinar rapper Tupac Shakur queria "vingança"
-
Com tudo ainda em aberto, Libertadores define classificados para quartas de final
-
Discord suspende 'lives' no Brasil por ordem da ANPD após suicídio de adolescente
Cacique da Amazônia espera que ONU ajude a combater a biopirataria
O líder do povo Huni Kui da Amazônia brasileira mantém a "esperança" de que a ONU ajude a combater a biopirataria, a exploração ilegal de recursos tradicionais dos povos indígenas.
Mas os debates para concluir um tratado sobre esta questão avançam "muito lentamente", declarou o cacique Ninawa em uma entrevista concedida esta semana à AFP em Genebra, onde acontece uma reunião da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma agência da ONU.
Vestido com traje tradicional, o cacique abençoou a conferência, com cantos e música, em uma cerimônia que contou com a presença de vários diplomatas.
Segundo ele, "os povos indígenas do planeta sempre depositaram sua confiança na ONU", mas lamenta que além das "declarações e recomendações aos Estados, as coisas não mudem". Mas "queremos manter a esperança nas Nações Unidas", disse.
O projeto de tratado - negociado durante mais de 20 anos após um pedido inicial da Colômbia em 1999 - estipula que aqueles que fizerem solicitações de patentes devem divulgar o país de origem dos recursos genéticos e os povos indígenas que proporcionaram os conhecimentos tradicionais utilizados nas inovações.
Estes recursos – como plantas medicinais, variedades vegetais e espécies animais – são cada vez mais utilizados em muitas inovações na pesquisa e nas indústrias cosmética, farmacêutica, biotecnológica ou de suplementos alimentares.
Como atualmente não é obrigatório publicar a origem das inovações, muitos países em desenvolvimento temem que patentes sejam concedidas sem o conhecimento dos povos indígenas ou a outras inovações.
"Nós, como conhecedores e protetores desse conhecimento, temos muito a contribuir", afirma o cacique.
O líder indígena lamenta que "no Brasil e na América do Sul em geral", "as empresas estejam se apropriando dos conhecimentos tradicionais e genéticos dos povos originários" sem autorização.
"Nosso território está destruído, nosso conhecimento, nosso espírito, nossa vida está destruída, tudo nos é tirado", denuncia.
No entanto, destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "tem muita vontade de mudar as coisas". Mas, acrescenta, "não depende apenas do presidente Lula".
- Ayahuasca -
Cita como exemplo a ayahuasca, bebida ancestral dos povos indígenas, feita com plantas alucinógenas da Amazônia.
Em alguns países, uma lucrativa indústria do turismo psicodélico se desenvolveu devido à planta, que já é vendida em cápsulas ou infusões na internet.
"Há muitos laboratórios que querem estudar (a ayahuasca) para fazer tratamentos para as pessoas com problemas psicológicos ou mentais", explica o cacique Ninawa.
A comunidade que ele lidera – composta por 17 mil membros no Brasil e 4 mil no Peru – sente-se ameaçada pela biopirataria: "a forma como estão entrando em nossa comunidade, em busca de conhecimentos tradicionais e ancestrais, é uma grave ameaça".
"A luta contra a biopirataria poderá atingir um ponto de virada se os mais de 190 Estados-membros da OMPI chegarem a um acordo em Genebra. Têm até 24 de maio para alcançá-lo, encerrando assim mais de 20 anos de negociações.
"Viemos trazer uma declaração dos povos indígenas do Brasil, apontando quais são os problemas que a apropriação do nosso conhecimento está causando à nossa comunidade", explica o cacique do povo Huni Kui.
Estes conhecimentos "fazem parte da nossa espiritualidade e não é um recurso natural para a economia", afirma.
"É muito importante que os governos e os líderes" saibam que "a nossa relação com a Mãe Natureza não é econômica, mas um meio de nos relacionarmos com a vida".
Q.Bulbul--SF-PST