-
Homenagem ou propaganda? Samba-enredo sobre Lula gera polêmica antes do Carnaval
-
Kirsty Coventry demarca caminho do COI: mais esporte, menos política
-
Trump recebe Petro na Casa Branca para sua primeira conversa presencial
-
Aclamado filme iraquiano mostra jugo de Saddam Hussein da perspectiva infantil
-
América do México anuncia oficialmente a contratação de Raphael Veiga
-
Ex-embaixador britânico Mandelson deixará Câmara dos Lordes por vínculos com Epstein
-
Quatro em cada 10 casos de câncer são evitáveis, diz OMS
-
ICE é principal ponto de discórdia em votação para acabar com 'shutdown' nos EUA
-
Guardiola ironiza ao falar dos gastos em contratações do Manchester City
-
'Uma viagem humilhante', denuncia palestina ao retornar do Egito
-
Filho da princesa herdeira da Noruega se declara não culpado por estupro
-
Walt Disney nomeia Josh D'Amaro como seu próximo CEO
-
Acidente de ônibus com romeiros deixa 15 mortos em Alagoas
-
Reino Unido abre investigação contra a rede X por imagens sexuais falsas
-
Nasa adia missão lunar Artemis 2 após detectar vazamento de combustível
-
Tribunal europeu condena Rússia por 'tratamento desumano' ao líder da oposição Navalny
-
Waymo capta 16 bilhões de dólares para expandir táxis autônomos
-
Famílias chinesas buscam filhos sequestrados na era da política do filho único
-
Rússia retoma ataques em larga escala contra Ucrânia durante onda de frio
-
Um mês sem Maduro no poder: o que mudou na Venezuela?
-
Bill e Hillary Clinton prestarão depoimento no Congresso dos EUA sobre caso Epstein
-
Petro espera começar do zero com Trump na Casa Branca
-
Justiça francesa chama Musk para depor e determina buscas em sedes da rede X
-
Papa Leão XIV opta pela diplomacia discreta diante de Trump
-
Presidente da Fifa critica possível boicote à Copa e defende reintegração da Rússia
-
Netflix transmitirá show de retorno da banda sul-coreana BTS ao vivo
-
Filho da princesa herdeira da Noruega é julgado por acusações de estupro
-
Xi defende mundo multipolar 'ordenado'
-
Rússia retoma ataques contra Kiev em momento de frio extremo
-
Irã ordena negociações 'equitativas' com EUA após advertências de Trump
-
Câmara dos Estados Unidos vota projeto para acabar com 'shutdown'
-
Transição estará na agenda de diplomata dos EUA na Venezuela
-
Nova York registra 13 mortes relacionadas ao frio desde o fim de janeiro
-
Irã se prepara para diálogo com EUA; Trump alerta para 'coisas ruins' caso não haja acordo
-
Bill e Hillary Clinton vão depor em investigação do Congresso sobre Epstein
-
Presidente interina da Venezuela se reúne com chefe de missão diplomática dos EUA
-
Oitavas da Copa da França começam com Olympique de Marselha e Lyon como favoritos após eliminação do PSG
-
Musk funde xAI com SpaceX em tentativa de desenvolver datacenters espaciais
-
Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia
-
Corina Machado considera reunião com Delcy sobre 'transição' na Venezuela
-
Cuba e EUA estão em 'comunicação', mas 'não existe diálogo', diz vice-chanceler
-
Zagueiro Jérémy Jacquet vai deixar Rennes após fim da temporada para jogar no Liverpool
-
Trump diz que México 'deixará' de enviar petróleo a Cuba
-
Trump diz que conversará sobre narcotráfico com Petro
-
Ressurgimento de Yamal aumenta otimismo do Barça, que enfrenta Albacete na Copa do Rei
-
María Corina considera reunião com Delcy para definir 'cronograma de transição' na Venezuela
-
Trump insta Congresso dos EUA a acabar com 'shutdown'
-
Insatisfeito, Benzema deixa Al-Ittihad e assina com rival Al-Hilal
-
Sunderland vence Burnley (3-0) e é 8º na Premier League
-
Governo Milei anuncia libertação de um dos argentinos presos na Venezuela
Scarlett Johansson: "Todos os atores têm medo de desaparecer"
"Eleanor the Great" é uma reflexão sobre a passagem do tempo e a necessidade de manter certas histórias vivas, afirma sua diretora, Scarlett Johansson, uma atriz que acredita que "todos os atores têm medo de desaparecer".
Johansson logo atenua sua declaração durante uma entrevista com jornalistas em Cannes, no dia seguinte à estreia do seu primeiro longa metragem como diretora.
"Bom, creio que trabalhei tempo suficiente para deixar de me preocupar com desaparecer, e acho isso libertador. Mas você não diria que todos os atores se preocupam com isso?", pergunta, dirigindo-se à atriz June Squibb, de 95 anos, protagonista do filme.
"Claro, e acho que todos tentamos fazer o correto. Nunca temos certeza de nada", respondeu a atriz, que conseguiu o papel de protagonista em uma idade bastante incomum no meio do cinema.
- Uma cascata de mal-entendidos -
Eleanor é uma idosa que vive na Flórida e cuja melhor amiga, uma sobrevivente do Holocausto, falece. Devastada pela perda, se muda para Nova York, onde não consegue reatar os laços com a filha.
Um dia, entra em contato com um grupo de discussão sobre a Shoá e, obcecada pela memória da amiga, apropria-se de sua história, o que provoca uma cascata de mal-entendidos que ela não consegue conter.
Ela nem sequer se atreve a contar a verdade para sua inesperada nova amiga, uma estudante de jornalismo interpretada por Erin Kellyman.
Mas o filme não aborda apenas o medo individual da morte, e sim o medo do desaparecimento das histórias, como o genocídio perpetrado pelos nazistas.
"Eleanor diz que, se ela não contar a história [da amiga], ninguém o fará. E, nestes tempos em que estamos debatendo constantemente sobre quem tem direito de contar a história de outra pessoa, também temos que encarar o fato de que as histórias precisam ser contadas, senão desaparecerão", acrescenta Johansson.
A atriz de 40 anos se inspirou nos diversos diretores prestigiados com os quais trabalhou, como Woody Allen e Sofia Coppola, para conseguir dirigir o filme com ares "indie", distante das grandes produções como a saga dos Vingadores.
- "Toma notas há 70 anos" -
Scarlett Johansson afirma que o filme era a oportunidade perfeita para trabalhar com uma atriz que admira há anos.
"Simplesmente estava entusiasmada para trabalhar com June. É tão precisa, tão eficiente. Fez com que meu trabalho fosse tão fácil, porque me dei conta que estava dando instruções para alguém que toma notas e as segue há 70 anos", acrescenta.
Nascida em 1929, Squibb começou a carreira no teatro, mas só em 1990, aos 61 anos, participou do seu primeiro filme, "Simplesmente Alice", sob direção de Woody Allen.
Daí em diante, participou intensamente de gravações, como se precisasse recuperar todo tempo que havia passado distante das câmeras: "A Época da Inocência", dirigida por Martin Scorsese, ou "Nebraska", que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.
À pergunta de se "Eleanor The Great" a fez voltar a sonhar com um Oscar, Squibb respondeu com uma gargalhada: "Sempre sonho com um Oscar!".
"Mas acho que este filme merece ter uma chance, tanto pela direção quanto por melhor papel coadjuvante", diz com elegância, apontando para Erin Kellyman.
"Scarlett é uma das diretoras mais atenciosas com quem já trabalhei", explica Kellyman, que em breve estreará "Extermínio: A Evolução", da saga de horror de Danny Boyle.
Johansson trabalha com cinema desde os 10 anos e já foi nomeada duas vezes ao Oscar. Como a imensa maioria das grandes estrelas de Hollywood, ela tem sua própria produtora.
"Quando recebi o roteiro, liguei para o meu sócio e disse: 'acho que consigo dirigir isso'. Nunca tinha dito isso antes", recorda Johansson.
L.Hussein--SF-PST