-
Alison dos Santos vence etapa da Diamond League em Xangai
-
Epidemia de ebola afeta RD Congo e deixa um morto em Uganda
-
Israel mata o líder do braço armado do Hamas
-
Justiça francesa investigará assassinato de Khashoggi após denúncia contra Bin Salmán
-
Colisão entre trem e ônibus em Bangcoc deixa 8 mortos
-
Putin visitará a China poucos dias após Trump
-
EUA e Nigéria anunciam morte do segundo na linha de comando do Estado Islâmico
-
Taiwan afirma que é uma nação 'independente' após advertência de Trump
-
Rapper canadense Drake publica 43 músicas de uma vez
-
Interrompida pela chuva, semifinal do Masters 1000 de Roma entre Sinner e Medvedev é adiada
-
Aston Villa vence Liverpool (4-2) e garante vaga na próxima Champions
-
Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações
-
Jogadores pré-convocados do Brasileirão têm última chance para impressionar Ancelotti
-
Adversário do Brasil na Copa, Haiti divulga lista de 26 convocados
-
Nova York busca medidas para tirar cocô de cachorro de suas ruas e parques
-
Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
-
Trump adverte Taiwan contra eventual proclamação de independência após se reunir com Xi
-
Goleiro mexicano Ochoa não dá como certa sua presença na Copa do Mundo
-
Juiz anula julgamento no caso Weinstein após júri falhar em alcançar veredicto
-
Presidente do Chile quer que órgãos públicos forneçam dados confidenciais de migrantes irregulares
-
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos
-
Cachorro 'mais velho do mundo' morre aos 30 anos
-
John Textor e seu projeto para o Botafogo caem em desgraça
-
EUA cancela envio de 4.000 soldados para a Polônia
-
Primeiro panda-gigante nascido na Indonésia será apresentado ao público
-
Cannes concede Palma de Ouro honorária a John Travolta
-
Neymar, James Rodríguez, Darwin Núñez... as estrelas em apuros antes da Copa
-
'El Deshielo', o empenho da cineasta Manuela Martelli em contar a história do Chile
-
Zelensky promete responder bombardeios russos, que deixaram 24 mortos
-
Casamento coletivo em Gaza em ruínas, uma festa para 'continuar vivendo'
-
São Paulo anuncia Dorival Júnior como novo técnico
-
Irã fará concentração na Turquia para se preparar para Copa do Mundo
-
Costa do Marfim anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Manuel Neuer renova com o Bayern de Munique até junho de 2027
-
Presidente chinês visitará EUA no 2º semestre após convite de Trump
-
Semana de Moda de Milão desaconselha uso de peles
-
OMS alerta sobre popularidade das bolsas de nicotina, ou 'snus'
-
Guerrilheiro mais procurado da Colômbia anuncia trégua por eleições presidenciais
-
Bélgica anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Cineasta iraniano Farhadi condena guerra no Oriente Médio e massacres de manifestantes
-
Trump celebra acordos comerciais 'fantásticos' com Xi sem revelar detalhes
-
O que os cientistas argentinos sabem sobre a cepa Andes do hantavírus
-
Quem pode suceder Starmer no Partido Trabalhista britânico?
-
México se resigna a viver com medo do narcotráfico
-
Outro tiroteio em escola nos EUA? Drones podem enfrentar o atirador
-
Grupo estatal chinês adquire direitos de exibição da Copa do Mundo
-
LVMH vende a marca Marc Jacobs para o grupo WHP Global
-
Rubio nega inspiração em Maduro para roupa que viralizou
-
Líder de extrema direita pede novas eleições no Peru depois de ficar fora do 2º turno
-
Trump anuncia acordos comerciais 'fantásticos' durante visita à China
O 'trabalho nobre' dos crematórios budistas após o terremoto em Mianmar
Um bebê nasceu após o terremoto em Mianmar e, dois dias depois, foi entregue às chamas do ritual de cremação budista, sem que sua família pudesse dar um nome à criança.
A mãe grávida foi derrubada pela força do terremoto enquanto trabalhava em um arrozal e deu à luz no dia seguinte, disse a avó Khin Myo Swe.
O bebê foi levado para um hospital de Mandalay para ser incubado, mas morreu na segunda-feira (31).
"Estamos vivendo com dificuldades", lamentou Khin Myo Swe enquanto um socorrista carregava o pequeno corpo até uma estátua de Buda decorada com flores, e depois para o crematório.
Após o terremoto de magnitude 7,7 na região central de Mianmar, o número de mortos chegou a 2.056 e teme-se que mais corpos estejam sob os escombros dos prédios devastados na segunda principal cidade do país.
Desde o tremor de sexta-feira, ambulâncias têm transportado corpos para o crematório do bairro de Kyar Ni Kan, nos arredores de Mandalay.
- Mortos e feridos -
Quase 300 cadáveres foram levados ao crematório, cujos funcionários tiveram que trabalhar seis horas a mais do que o horário habitual.
Um veículo entra em alta velocidade. Seus ocupantes relatam que estão carregando o corpo de uma menina de 16 anos que morreu no terremoto. A trouxa de pano estendida em frente ao crematório é menor do que a de uma adolescente comum, e um dos homens vomita enquanto retorna ao veículo.
Nay Htet Lin, líder de outra equipe de quatro homens que carregou cerca de 80 cadáveres desde o tremor, conta: "No primeiro dia do terremoto, ajudamos os feridos a chegar ao hospital (...) No segundo dia, só carregamos cadáveres".
A cremação é um componente central da fé budista, cujos fiéis acreditam que ela libera a alma do corpo e facilita o renascimento em uma nova vida.
Em algumas culturas asiáticas, aqueles que lidam com os mortos são considerados pessoas à margem da sociedade. Mas para Nay Htet Lin, esse é um "trabalho nobre".
"Estamos fazendo o que os outros não podem. Teremos uma boa próxima vida", diz ele à AFP.
Um funcionário que trabalha há 15 anos no crematório não se arrepende de sua escolha, embora tenha testemunhado muita angústia.
"Todos vêm aqui com sentimentos de tristeza, com seu sofrimento", comentou o homem de 43 anos, que pediu anonimato porque não estava autorizado a falar com a imprensa.
- Oferendas -
Muitas equipes de resgate se concentraram na parte urbana de Mandalay, onde complexos de apartamentos desabaram, um centro budista colapsou e hotéis ficaram em ruínas.
Em alguns locais, o cheiro de corpos em decomposição é perceptível.
O neto de Khin Myo Swe foi o 39º corpo levado na segunda-feira. Ela contou que a mãe da criança não havia sido informada da morte de seu bebê.
"Tive que mentir para minha filha, disse a ela que levei o bebê ao hospital. Se eu lhe contar a verdade, tenho medo de que o choque a mate também", admitiu Khin Myo Swe, de 49 anos.
"Enviarei comida para o monastério como oferenda para a alma do bebê", completou.
L.Hussein--SF-PST