-
Luis Suárez encerra Campeonato Português com mais um gol na vitória do Sporting
-
Javier Bardem brilha na estreia de 'El Ser Querido' em Cannes
-
Luta para evitar rebaixamento esquenta reta final do Espanhol
-
Endrick tenta coroar sua passagem pelo Lyon com classificação para Champions League
-
Veículos de mídia apontam Xabi Alonso como próximo técnico do Chelsea
-
Svitolina vence Gauff e conquista torneio de Roma pela terceira vez
-
Lewandowski deixa Barça após quatro temporadas e "sensação de missão cumprida"
-
Venda de relógios Swatch-Audemars Piguet gera caos em NY e na Europa
-
Bayern ergue 'Schale' com goleada sobre o Colônia (5-1); Stuttgart se garante na Champions
-
Manchester City vence Chelsea (1-0) e conquista Copa da Inglaterra
-
Ex-ministro britânico da Saúde quer disputar a sucessão de Starmer
-
Sinner sofre mas vence Medvedev e vai enfrentar Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
Alison dos Santos vence etapa da Diamond League em Xangai
-
Epidemia de ebola afeta RD Congo e deixa um morto em Uganda
-
Israel mata o líder do braço armado do Hamas
-
Justiça francesa investigará assassinato de Khashoggi após denúncia contra Bin Salmán
-
Colisão entre trem e ônibus em Bangcoc deixa 8 mortos
-
Putin visitará a China poucos dias após Trump
-
EUA e Nigéria anunciam morte do segundo na linha de comando do Estado Islâmico
-
Taiwan afirma que é uma nação 'independente' após advertência de Trump
-
Rapper canadense Drake publica 43 músicas de uma vez
-
Interrompida pela chuva, semifinal do Masters 1000 de Roma entre Sinner e Medvedev é adiada
-
Aston Villa vence Liverpool (4-2) e garante vaga na próxima Champions
-
Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações
-
Jogadores pré-convocados do Brasileirão têm última chance para impressionar Ancelotti
-
Adversário do Brasil na Copa, Haiti divulga lista de 26 convocados
-
Nova York busca medidas para tirar cocô de cachorro de suas ruas e parques
-
Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
-
Trump adverte Taiwan contra eventual proclamação de independência após se reunir com Xi
-
Goleiro mexicano Ochoa não dá como certa sua presença na Copa do Mundo
-
Juiz anula julgamento no caso Weinstein após júri falhar em alcançar veredicto
-
Presidente do Chile quer que órgãos públicos forneçam dados confidenciais de migrantes irregulares
-
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos
-
Cachorro 'mais velho do mundo' morre aos 30 anos
-
John Textor e seu projeto para o Botafogo caem em desgraça
-
EUA cancela envio de 4.000 soldados para a Polônia
-
Primeiro panda-gigante nascido na Indonésia será apresentado ao público
-
Cannes concede Palma de Ouro honorária a John Travolta
-
Neymar, James Rodríguez, Darwin Núñez... as estrelas em apuros antes da Copa
-
'El Deshielo', o empenho da cineasta Manuela Martelli em contar a história do Chile
-
Zelensky promete responder bombardeios russos, que deixaram 24 mortos
-
Casamento coletivo em Gaza em ruínas, uma festa para 'continuar vivendo'
-
São Paulo anuncia Dorival Júnior como novo técnico
-
Irã fará concentração na Turquia para se preparar para Copa do Mundo
-
Costa do Marfim anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Manuel Neuer renova com o Bayern de Munique até junho de 2027
-
Presidente chinês visitará EUA no 2º semestre após convite de Trump
-
Semana de Moda de Milão desaconselha uso de peles
-
OMS alerta sobre popularidade das bolsas de nicotina, ou 'snus'
-
Guerrilheiro mais procurado da Colômbia anuncia trégua por eleições presidenciais
Há 50 anos, 'fiasco total' marcou a entrega do Nobel da Paz
Um vencedor que recusou o prêmio, outro que não viajou por medo de protestos, dois membros do comitê que renunciaram: o Nobel da Paz atribuído há 50 anos ao americano Henry Kissinger e ao vietnamita Le Duc Tho continua sendo um dos mais polêmicos.
"Um fiasco total. Foi o pior prêmio em toda a história do Nobel da Paz", afirmou Asle Sveen, historiador norueguês especialista no prêmio Nobel.
Em 16 de outubro de 1973, o Comitê Norueguês do Nobel anunciou que o prêmio foi concedido em conjunto ao conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, que no mês anterior havia sido promovido a secretário de Estado, e ao membro do politburo norte-vietnamita "por terem negociado conjuntamente um cessar-fogo no Vietnã em 1973".
Em 27 de janeiro deste ano, ambos firmaram o Acordo de Paz de Paris, que estabeleceu o armistício no Vietnã e a retirada das tropas americanas, pressionadas por um forte movimento contra a guerra.
"Não era um acordo de paz, mas sim uma trégua que se rompeu rapidamente", disse Sveen à AFP.
A decisão imediatamente gerou polêmica e foi sucedida pela renúncia de dois dos cinco membros do comitê, algo sem precedentes.
Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times chegou a publicar um editorial sobre o "Prêmio Nobel da Guerra", enquanto professores da Universidade de Harvard escreveram ao Parlamento norueguês criticando uma nomeação que foi "mais do que uma pessoa com senso normal de justiça pode suportar". O cantor americano Tom Lehrer também ironizou o ato, considerando que "a sátira política se tornou obsoleta".
Hoje centenário, Kissinger é acusado de provocar a propagação das guerras do Vietnã e Camboja, e de ordenar os bombardeios maciços sobre Hanói para pressionar as negociações.
O então funcionário de alto escalão dos EUA também apoiou o golpe de Estado do general Augusto Pinochet contra o presidente democraticamente eleito Salvador Allende, no Chile.
Menos conhecido, Le Duc Tho também se apresentava como uma figura rígida e organizou a invasão do Vietnã do Sul dois anos mais tarde. Ele foi o primeiro — e até então o único — a rejeitar um Nobel da Paz.
"Quando o Acordo de Paris sobre o Vietnã for respeitado, as armas forem silenciadas e a paz for verdadeiramente restaurada no Vietnã do Sul, considerarei aceitar o prêmio", disse ele em um telegrama.
Temendo ser recebido com protestos, Kissinger convocou uma reunião da Otan para receber o prêmio em Oslo. Após a queda de Ho Chi Minh para as tropas do Vietnã do Norte em 1975, tentou devolver o prêmio ao comitê, que o rejeitou.
De acordo com Olav Njølstad, atual diretor da premiação, os documentos desclassificados após cinco décadas de confidencialidade sugerem que o comitê esperava dar um impulso ao Acordo de Paris para promover uma paz duradoura. Também considerava que a restauração da paz no Vietnã teria reduzido as tensões entre Ocidente e Oriente e colocado fim à Guerra Fria.
No entanto, em uma conversa com a AFP, Olav Njølstad reconheceu dias atrás que foi um erro.
"Tendo a pensar que foi uma má decisão. Em geral, não é uma boa ideia conceder prêmios a pessoas que lideraram uma guerra", disse o diretor.
N.Shalabi--SF-PST