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Microsoft anuncia US$ 15,2 bilhões em investimentos em IA nos Emirados Árabes Unidos
A Microsoft anunciou, nesta segunda-feira (3), uma série de investimentos no valor de 15,2 bilhões de dólares (81,5 bilhões de reais, na cotação atual), essencialmente em inteligência artificial (IA), nos Emirados Árabes Unidos até 2029, e afirmou ter obtido uma licença para importar chips avançados para o país do Golfo.
A gigante americana do setor de tecnologia investiu 7,3 bilhões de dólares (39,2 bilhões de reais) no país desde 2023, sob uma iniciativa apoiada pelos governos dos Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, indicou seu presidente, Brad Smith, em uma carta publicada à margem de uma visita a Abu Dhabi.
Esse valor inclui o investimento de 1,5 bilhão de dólares (8 bilhões de reais) na empresa G42, dirigida pelo conselheiro de segurança nacional e irmão do presidente emiradense, Tahnoon bin Zayed.
"Do início de 2026 ao final de 2029, investiremos mais de 7,9 bilhões de dólares (42,4 bilhões de reais)" para desenvolver ainda mais a infraestrutura de IA e nuvem do país, elevando o investimento total para 15,2 bilhões de dólares, acrescentou.
Os Emirados Árabes Unidos, um dos principais exportadores de petróleo do mundo, fizeram da IA um pilar de sua estratégia de diversificação econômica, visando se tornar líderes globais na área até 2031.
No entanto, o país está sujeito às regulamentações dos Estados Unidos, que restringem a exportação de certos chips de IA avançados para a China, incluindo a limitação de quaisquer operações para contornar as restrições por meio de terceiros países.
Em maio, durante a visita do presidente americano, Donald Trump, a Abu Dhabi, os Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos concluíram um acordo estratégico sobre IA, aumentando as expectativas de uma flexibilização dessas regras para a nação do Golfo.
Sob a administração de Joe Biden, a Microsoft foi "uma das poucas empresas" que obteve licenças de exportação para os Emirados Árabes Unidos, permitindo-lhe estocar no país o equivalente a 21.500 chips A100 da empresa Nvidia, segundo seu presidente.
Pela primeira vez desde o retorno de Trump à Casa Branca, em setembro obteve licenças "que permitem enviar o equivalente a mais 60.400 chips A100", o que, neste caso, envolve tecnologias ainda mais avançadas, acrescentou Smith, que observou que essas autorizações foram baseadas em "medidas rigorosas de proteção tecnológica".
A.Suleiman--SF-PST