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Polícia busca, com ajuda de imagens de câmeras de segurança, assassino de CEO em Nova York
A polícia de Nova York analisa, nesta quinta-feira (5), imagens de câmeras de segurança de ruas e edifícios em uma busca desesperada pelo assassino do diretor-executivo de uma das maiores empresas de seguros médicos dos Estados Unidos.
A polícia tem divulgado imagens do suposto autor dos disparos, vestido com uma jaqueta escura com capuz e uma máscara cobrindo parte do rosto, além de uma mochila cinza claro. O suspeito disparou pelas costas contra o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em frente ao hotel Hilton, em uma das áreas mais movimentadas de Manhattan.
Em uma cidade acostumada à violência com armas, a comissária da polícia de Nova York, Jessica Tisch, informou que o atirador aguardou Thompson, de 50 anos, ignorando outros pedestres, enquanto ele se aproximava da porta de entrada do hotel, onde estava programado para participar da conferência anual de investidores que já havia começado. O ataque ocorreu antes das 7h00 da manhã.
"Todos os indícios apontam que se trata de um ataque premeditado, planejado com antecedência e dirigido a um alvo específico", declarou Tisch na quarta-feira.
O assassino fugiu de bicicleta em direção ao Central Park, no coração de Manhattan, onde as autoridades perderam seu rastro.
A polícia divulgou nesta quinta-feira novas fotos do indivíduo procurado sem a máscara.
Nas cápsulas achadas no local do ataque, a polícia encontrou mensagens como "atrasar" e "negar", duas palavras familiares para muitos usuários de seguros de saúde em um país onde os serviços médicos não estão ao alcance de todos e onde os custos para tratar uma doença grave podem levar muitas famílias à falência.
De acordo com imagens divulgadas pela mídia, o autor dos disparos teria chegado ao local do crime dez minutos antes.
Embora as motivações ainda sejam desconhecidas, a esposa do executivo, Paulette Thompson, disse à NBC News que seu marido havia recebido ameaças.
"Sim, houve algumas ameaças, (embora) basicamente não sei, falta de cobertura? Não conheço os detalhes", disse à NBC News. "Só sei que ele disse que algumas pessoas o haviam ameaçado", acrescentou.
- Críticas -
A UnitedHealth Group é uma das maiores empresas de seguros médicos dos Estados Unidos, conta com 440.000 funcionários e faturou 100,8 bilhões de dólares (cerca de R$ 600 bilhões) no terceiro trimestre de 2024.
Pai de dois filhos, Thompson estava há mais de vinte anos na empresa e, desde 2021, dirigia sua subsidiária de saúde, a UnitedHealthcare, que conta com cerca de 140.000 funcionários e oferece planos de saúde para pessoas jurídicas, físicas e com cobertura por meio de programas públicos como Medicare e Medicaid.
No ano passado, a divisão de seguros gerou 281 bilhões de dólares (R$ 1,7 trilhão) em receita, e a remuneração de Thompson foi de 10,2 milhões de dólares (R$ 61 milhões), segundo uma apresentação às autoridades reguladoras.
No entanto, sua divisão tem sido alvo de críticas tanto de congressistas e reguladores federais quanto de clientes, que a acusam de negar sistematicamente exames médicos e tratamentos aos segurados, de acordo com a imprensa.
De fato, sua morte gerou uma enxurrada de comentários negativos nas redes sociais.
"Sou enfermeira da emergência e as coisas que vi negadas a pacientes à beira da morte pelo seguro me deixam fisicamente doente. Simplesmente não consigo sentir simpatia por ele por todos esses pacientes e suas famílias", disse uma usuária no TikTok, citada pelo jornal The New York Times.
"Pago 1.300 dólares por mês [R$ 7,7 mil] de seguro médico e 8.000 [R$ 48 mil] de franquia. [São US$ 23.000 - R$ 138 mil - por ano] Quando ultrapassei a franquia (gastos pagos pelo segurado), negaram minhas requisições. Ele ganhava um milhão de dólares por mês", o equivalente a R$ 6 milhões/mês, destacou outro comentário.
bur-af/nn/jb/mvv
D.Qudsi--SF-PST