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Atentado à bomba deixa 10 mortos na Colômbia em meio à onda de violência
Um ataque à bomba neste sábado (25) deixou dez mortos e 12 feridos com gravidade em uma região com forte presença de guerrilhas na Colômbia, em meio a uma série de atentados e faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais, informou o corpo de bombeiros local.
A explosão foi registrada em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu mais de dez veículos. As autoridades atribuem o atentado a dissidentes da extinta guerrilha das Farc que não aderiram ao acordo de paz de 2016 e espalham terror pelo país.
"Até agora, há 10 mortos e 12 feridos com gravidade. Mas espera-se que sejam muitos mais", disse, em uma ligação com a AFP, uma funcionária do corpo de bombeiros de Piendamó.
Uma fonte da polícia contou à AFP que há pessoas desaparecidas que as equipes de resgate estão tentando localizar.
Octavio Guzmán, governador do departamento de Cauca, publicou um vídeo na rede social X que mostra vítimas no chão e veículos virados e destruídos após o ataque.
Outros vídeos compartilhados nas redes sociais mostram danos graves e buracos na via, com testemunhas que relatam terem sido lançadas por vários metros pela força do impacto.
- 'Terroristas' -
"Os que atentaram e mataram [...] são terroristas, fascistas e narcotraficantes", escreveu o presidente Gustavo Petro na rede social X.
"Quero os melhores soldados para enfrentá-los", acrescentou.
O presidente de esquerda apontou como responsável Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, a quem compara com o barão da cocaína Pablo Escobar.
Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.
Na sexta-feira, um atentado contra uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Nos últimos dois dias, foram registrados 26 ataques nesses departamentos, segundo Hugo López, comandante das forças militares.
Em 2025, atentados violentos contra a força pública nessa mesma região deixaram civis mortos e marcaram a pior onda de violência do país na última década.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, assegurou neste sábado que a presença militar e policial foi reforçada na área para fazer frente aos ataques.
- Eleições -
A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial de 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais, depois do assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, baleado durante um comício em junho de 2025.
O herdeiro político do presidente de esquerda Gustavo Petro, o senador Iván Cepeda, é o favorito para o pleito, seguido pelos conservadores de direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas.
Os três denunciaram que receberam ameaças de morte e contam com fortes esquemas de segurança.
Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilícitas como o narcotráfico, o garimpo ilegal e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial.
E.AbuRizq--SF-PST