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Trump garante à AFP que acordo com Irã está 'muito perto'
O presidente americano Donald Trump disse nesta sexta-feira (17) à AFP que um acordo de paz com o Irã está "muito perto" e assegurou que já não restam "pontos conflitivos" com a República Islâmica.
"Estamos muito perto de fechar um acordo", afirmou em uma breve conversa por telefone com a AFP a partir de Las Vegas.
"Parece que vai ser algo muito bom para todos", acrescentou e, ao ser perguntado sobre quais questões espinhosas ainda faltavam resolver, respondeu: "Nenhum ponto conflitante, absolutamente nenhum".
Ao ser questionado sobre por que não podia anunciar formalmente o acordo neste momento - após uma série de publicações otimistas em sua rede social Truth Social -, explicou que desejava ter um acordo por escrito.
"Eu não procedo dessa maneira; eu o quero por escrito", acrescentou.
Antes, Trump celebrou em sua rede social um "grande e brilhante dia para o mundo", depois que o Irã declarou que o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de hidrocarbonetos, estará "totalmente aberto" enquanto durar a trégua no Oriente Médio.
"OBRIGADO!", escreveu, embora tenha ressaltado que o bloqueio americano aos portos do Irã seguirá, no entanto, em vigor até que um acordo com esse país "esteja 100% concluído".
Trump assegurou que Teerã havia aceitado "nunca mais voltar a fechar o Estreito de Ormuz". "Ele já não será usado como arma contra o mundo!", comemorou.
Além disso, o Irã "retirou - ou está retirando - todas as minas" colocadas no estreito e faz isso "com a ajuda dos Estados Unidos", afirmou sem dar detalhes.
- Ataque contra a Otan -
Sobre a questão atômica, Trump disse que os Estados Unidos obterão "todo o pó nuclear" iraniano, termo que usa para se referir às reservas de urânio enriquecido.
O presidente afirmou que seu país não dará dinheiro ao Irã em troca disso, como publicou o veículo Axios, que mencionou a cifra de 20 bilhões de dólares (R$ 103,3 bilhões).
O acordo que se desenha com o Irã, no entanto, não está vinculado ao alcançado entre Israel e o Líbano, ressaltou Trump.
"Israel já não bombardeará o Líbano", afirmou o presidente americano. "Os Estados Unidos o PROIBIRAM de fazer isso. JÁ BASTA!", escreveu.
Em suas numerosas mensagens, aproveitou para voltar a atacar seus aliados da Otan, que, segundo ele, não fizeram o suficiente para apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irã.
"Agora que a situação no Estreito de Ormuz foi resolvida, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de ajuda. DISSE A ELES QUE FICASSEM DE FORA, A MENOS QUE QUEIRAM APENAS CARREGAR SEUS NAVIOS DE PETRÓLEO", afirmou.
Suas declarações ocorreram no momento em que o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, organizavam em Paris uma reunião de países "não beligerantes" sobre a questão de uma missão para assegurar o Estreito de Ormuz.
H.Jarrar--SF-PST