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Trump explicará aos americanos como pensa tirar EUA da guerra com Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursará à nação nesta quarta-feira (1º) sobre a guerra com o Irã, em seu primeiro pronunciamento em horário nobre desde o início do conflito.
Trump enfrenta uma queda vertiginosa em seus índices de aprovação em meio a uma ansiedade econômica crescente.
Por outro lado, os Estados Unidos vão renovar em novembro sua Câmara de Representantes e parte do Senado, em eleições que poderiam acabar com a maioria republicana que tem apoiado o presidente até agora.
O discurso de Trump está previsto para as 21h locais (22h de Brasília), mais de um mês depois que Estados Unidos e Israel iniciaram sua ofensiva contra o Irã.
A Casa Branca deu poucos detalhes sobre o discurso, mas ocorrerá horas depois de Trump afirmar que o Irã quer uma pausa nas hostilidades.
O presidente do Irã "acaba de pedir aos Estados Unidos da América um CESSAR-FOGO!", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social.
"Vamos considerá-lo quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desobstruído", acrescentou.
O Irã negou posteriormente essa afirmação de Trump e sua Guarda Revolucionária assegurou que o estreito, rota crucial para um quinto do petróleo mundial, permanecerá fechado aos países "inimigos".
Pesquisas recentes mostram que a aprovação de Trump caiu abaixo de 40%.
Os eleitores expressam sua confusão sobre as causas da guerra e, sobretudo, sobre seu final.
Essa impopularidade, no entanto, é dominante entre os democratas e os independentes, mas não na base do movimento trumpista (MAGA, de Make America Great Again ou Fazer os Estados Unidos Grandes Novamente), que demonstra um apoio inabalável ao presidente.
O panorama econômico agravou o problema. Os preços da gasolina dispararam acima dos 4 dólares o galão (mais de 1 dólar - ou R$ 5,16 - o litro) pela primeira vez em anos.
Nos últimos dias, Trump sugeriu que a guerra poderia terminar em "duas ou três semanas", insistindo que os Estados Unidos cumpriram seus objetivos em grande medida.
T.Ibrahim--SF-PST