-
Presidente da Venezuela diz que anistia é um passo para uma nação 'mais democrtática'
-
Trump assina decreto que impõe tarifa geral de 10%, após revés na Suprema Corte
-
Floyd Mayweather anuncia que está de volta ao boxe profissional
-
MLS inicia sua temporada mais crucial com Messi no trono
-
Tumba de mais de mil anos é descoberta no Panamá
-
Tokito Oda, o 'grito da vitória' do número 1 do tênis em cadeira de rodas
-
Uruguai vai disputar amistoso contra Argélia em março após visitar Inglaterra
-
Trump anuncia nova tarifa geral de 10% após revés na Suprema Corte
-
Na estreia de seu novo técnico, Olympique de Marselha perde para o Brest (2-0)
-
James Rodríguez ainda não tem data de estreia na MLS, diz seu técnico
-
Comissão parlamentar analisará casos excluídos da anistia na Venezuela
-
Mulheres sofrem mais de dor crônica do que homens, aponta novo estudo
-
PSG decide não recorrer da decisão relativa a litígio com Mbappé
-
Pegula vence Anisimova e vai enfrentar Svitolina na final do WTA 1000 de Dubai
-
Aos 45 anos, Venus Williams aceita convite para disputar torneio de Indian Wells
-
Alcaraz vence Rublev e vai à final do ATP 500 de Doha
-
Governo da Venezuela garante que anistia é chave para 'estabilidade'
-
Brasil pagará 'preço muito alto' se não reduzir cota de jogadores estrangeiros, alerta Dorival Júnior
-
Trump anuncia nova tarifa geral de 10% após revés na Suprema Corte dos EUA
-
Principais equipes da F1 saem fortalecidas da pré-temporada no Bahrein
-
Zelensky admite que lhe falta tempo para 'um dia em família'
-
Ucrânia não está perdendo a guerra, diz Zelensky à AFP
-
Neymar não descarta se aposentar no fim do ano
-
Pegula vence Anisimova de virada e avança à final do WTA 1000 de Dubai
-
O futuro judicial do ex-príncipe Andrew após sua prisão
-
Suprema Corte dos EUA anula grande parte da política tarifária de Trump
-
Economia dos EUA cresceu menos que o previsto no último trimestre de 2025
-
PL pede investigação sobre financiamento da homenagem a Lula no Carnaval do Rio
-
Benfica investigará dois torcedores por gestos racistas contra Vini Jr.
-
EUA rejeita governança mundial da IA em cúpula de Nova Délhi
-
Rede social X recorre da multa de US$ 142 mi imposta pela UE
-
A resistência e a vida dupla dos iranianos na Berlinale
-
Sagrada Família de Barcelona instala cruz que a coroa como igreja mais alta do mundo
-
Alejandro Jodorowsky, 97 anos e a eterna busca pela verdade
-
Lula busca acordo com a Índia sobre minerais críticos e terras raras
-
Ucrânia boicotará abertura dos Jogos Paralímpicos por causa da bandeira russa
-
Monarquia britânica em crise após prisão do ex-príncipe Andrew
-
Kim Jong Un promete melhorar o nível de vida dos norte-coreanos durante congresso partidário
-
João Fonseca é eliminado pelo peruano Ignacio Buse nas oitavas do Rio Open
-
Aeroporto da Flórida será renomeado com o nome de Trump
-
ONU defende comissão de 'controle humano' da IA; Casa Branca rejeita
-
Takaichi promete um Japão próspero e critica a China
-
Reforma trabalhista de Milei avança na Câmara dos Deputados após greve na Argentina
-
Nasa completa com sucesso segundo teste antes de lançar missão Artemis 2
-
Flamengo perde na visita ao Lanús (1-0) no jogo de ida da Recopa Sul-Americana
-
Venezuela aprova lei histórica de anistia
-
Fifa e 'Conselho da Paz' anunciam construção de academia e estádio em Gaza
-
Venezuela aprova lei de anistia: o que se sabe
-
O que se sabe sobre a lei de anistia da Venezuela
-
Após derrota na Champions e sem Lautaro, Inter tenta se reerguer no Italiano
Presidente da Venezuela diz que anistia é um passo para uma nação 'mais democrtática'
A presidente interina da Venezuela garantiu nesta sexta-feira que a anistia é um passo na construção de uma nação "mais democrática, justa e livre", depois que a lei destinada à libertação de centenas de presos políticos fosse apoiada por militares e questionada por especialistas.
"Hoje, nós estamos construindo uma Venezuela mais democrática, justa e livre, e deve ser com o esforço de todos", disse Delcy Rodríguez em discurso na televisão estatal.
Embora o governo de Delcy Rodríguez tenha concedido liberdade condicional a 448 opositores desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos no início de janeiro, ainda restam quase 650 presos políticos atrás das grades, segundo a ONG Foro Penal.
Especialistas duvidam do alcance desta lei promovida por Delcy Rodríguez e aprovada por unanimidade no Parlamento na noite de quinta-feira: centenas de detidos, como militares envolvidos em atividades classificadas como "terroristas", podem ficar de fora.
"Muitos de nós estamos conscientes de que a lei de anistia não abrange nossos familiares", disse à AFP Hiowanka Ávila, de 39 anos. Seu irmão Henryberth Rivas, de 30, foi detido em 2018, acusado de participar de uma tentativa de assassinato do presidente agora deposto Nicolás Maduro com drones.
"O que nos resta é esperar alguma outra medida, um indulto talvez", lamentou do lado de fora da prisão Rodeo I, a cerca de 40 quilômetros de Caracas.
Segundo o ministro da Defesa e general das Forças Armadas, Vladimir Padrino, "este instrumento jurídico [...] deve ser interpretado como um sinal de maturidade e de força política, ao representar um passo transcendental para alcançar a estabilidade da nação".
Para a mandatária interina, a aprovação da anistia "foi um ato de grandeza", conforme ela afirmou após a aprovação da lei. "É preciso saber pedir perdão e também receber o perdão", adicionou.
- 'Precisamos de ações, não de palavras' -
Narwin Gil, familiar de um preso na carceragem da Polícia Nacional em Caracas, conhecida como Zona 7, não escondeu sua impaciência. "Precisamos de ações, não de palavras", pediu.
Ela estava deitada em uma cama improvisada em frente ao presídio, local onde uma dezena de mulheres iniciou uma greve de fome em 14 de fevereiro, que terminou quando a anistia foi aprovada.
Gil foi a última a pôr fim ao protesto. "Estamos esperando por essas ações, e que seja na maior brevidade possível, porque precisamos ir para nossas casas", declarou.
Os familiares dos presos políticos se concentram do lado de fora das prisões venezuelanas desde 8 de janeiro, quando o governo anunciou um processo de soltura que avança lentamente.
"A anistia não é automática", afirmou o diretor da Foro Penal, Alfredo Romero, em coletiva de imprensa. Ele criticou o processo de solicitação de anistia perante os tribunais, um ponto controverso do projeto de lei que gerou discórdia no Parlamento.
O projeto passou por uma consulta pública que incluiu juristas e familiares de presos políticos, assim como negociações com a pequena bancada opositora na Assembleia Nacional.
"O balanço da lei é negativo" porque deixa muitos de fora, disse à AFP Ali Daniels, diretor da ONG Acesso à Justiça. Ele denunciou "graves deficiências estruturais" na legislação.
- 'Liberdade plena' -
"Com a nossa gente, com o povo de Maracaibo na Basílica", escreveu nesta sexta-feira no X o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, junto com um vídeo que mostra como dezenas de seus seguidores o recebem com aplausos nas ruas da segunda maior cidade do país.
Guanipa é um aliado próximo da vencedora do prêmio Nobel da Paz María Corina Machado. Ele foi detido por nove meses, acusado de conspiração e, poucas horas após ser solto, foi novamente preso em 8 de fevereiro, acusado de violar sua liberdade condicional.
Desde então, estava em prisão domiciliar. Nesta sexta-feira obteve "liberdade plena".
Não haverá "reconciliação duradoura sem memória nem responsabilidade", ressaltou, por sua vez, o opositor Edmundo González Urrutia, exilado em Madri, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais de 2024.
A anistia faz parte da agenda de Delcy Rodríguez, que inclui uma maior abertura petrolífera e uma virada na relação com os Estados Unidos, rompida em 2019.
A Espanha anunciou nesta sexta-feira que pedirá à União Europeia a suspensão das sanções contra Delcy Rodríguez em resposta às medidas tomadas.
A presidente interina governa sob pressão de Washington, que afirma estar no comando da Venezuela pós-Maduro.
Na quarta-feira, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, reuniu-se em Caracas com Delcy, Padrino e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, que durante anos propagaram discursos anti-imperialistas.
H.Nasr--SF-PST